Muitos já escreveram sobre esse assunto, aliás, com esse mesmo composto de palavras. Ou seja, o significado deve ser no mínimo muito parecido.
Um aperto no peito, uma reflexão constante sobre o nosso papel dentro da razão de sentirmos a tal "saudade"...
Por que sofremos pela saudade? antes, vamos esclarecer de forma filosófica o que é saudade, quais são suas implicações.
Pois, sentir "o tal sofrer" já é abstrato, quem dirá saudades...o que é de fato isso?
Nem vou me atrever a escrever no oráculo "google" para ver as milhões de respostas que teria sobre esse aspecto, acerca dessas questões.
Vamos lá, ao exercício da reflexão.
A saudade vem de solitute, incrível essa questão...a saudade é uma palavra que só tem raízes na língua portuguesa, por ser advinda lá do latim soletude, mas, não tem em outra cultura o mesmo significado, pode ser traduzido por "sentir falta" , solidão, entre outras traduções.
Interessante isso, quer dizer que só tenho essa dor no peito, esse aperto porque sou brasileira? é como ter sol e não gelo...como viver a essa realidade, se acostumar a ela...
Poetisando...
A saudade é amiga da solidão, companheira inseparável do amor, visita invisível da amizade, às vezes pedaço de paixão, em muitos casos suave perfume de momentos de carinho e ternura.
Estudar isso, me faz refletir sobre nossos sentimentos...
São nossos afinal ou da nossa cultura?
Então o homem sente a saudade aqui, diferente de outro lugar?
Pois, se o caso da palavra trazer seu significado, como ocorre com a construção do modelo de amor romantico, que cobra para se garantir...início da relação de troca? ou só sistematização de algo que sempre houve?
São as palavras que carregam os significados, ou o contrário?
Fato é:
Ter filhos e tê-los independentes é bom, mas é tremendamente saudoso...
Ter um amor distante se parece bem como não tê-lo, e que bom, pois não é algo a se possuir, somente a se considerar ...
a diferença é que dói, mas atenua, pois sabemos que está lá e possivelmente retornará...
sinto-me uma menina, com "certas" sensações... ainda bem, risos.
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terça-feira, 13 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
A história dos gatos
Bem, ela começa quando voltamos à Taubaté.
Subimos literalmente a serra de Ubatuba e aterrissamos ao lado da casa dos meus pais, ou melhor, o que tinha sobrado de mim aterrissou...
Trouxe um cachorro a tira colo, o "Simbá", um bassezinho que foi arrumado para o Ricardinho quando a Marcela lá no litoral, resolveu sapiensiosíssima voltar para Taubaté.
Bem, não gostava de animais, era "azeda" a idéia de ficar limpando as necessidades do bicho, a ter que aguentar eles comendo tudo que vissem pelo caminho feito avestruz...enfim...o simbá veio sob encomenda: era lindo, limpinho, fazia as necessidades no mato, mas, é lógico, também rolava na carniça depois do banho. Era livre o bichinho, também em Ubatuba, quem não é.
Pois bem, trouxemos o bicho para morrer atropelado, lá na Av. São Pedro, lá pelas tantas de dezembro...
Estava indo para um curso na Defensoria, quando encontrei minha mãe na padaria, que me disse:
-Você viu o simba lá morto no buracão? (pça do cruzeiro).
Eu disse: - não, pq?
Ela disse: - ele está lá, esticadinho, morto, duro como pedra...
Fiquei sentida, mas não digeri a idéia, o ônibus vinha e como só passa de hora em hora, embarquei correndo...
Dentro do ônibus, refleti o seguinte:
Estou indo para um debate reflexivo na defensoria pública sob a questão carcerária e meu cachorro tá morto, abandonado na beira da estrada, é isso?
Indignada comigo mesmo, parei o ônibus, desci e peguei uma moto.
Chegando em casa, esbaforida, acordei a todos, antes tinha passado no supermercado, só para comprar uma flor para enterrar junto. Já tinha pensado em tudo.
Pegamos a enxada e fomos todos, inclusive as crianças, enterrar o bicho.
Todos indagaram, minha atitude de pressa para enterrar o bicho, então eu disse: O simbá fazia parte da família, era um ser vivo, maravilhoso, que amávamos, não podemos abandoná-lo morto na beira da estrada, temos que enterrá-lo. E foi o que fizemos, Eugenio cavou um grande buraco, e peguei-o em minhas mãos, embaladas, aquele ser, que buscando sua liberdade, morreu atropelado. Até hoje perdura sua rosa, lá na praça do Cruzeiro em Taubaté.
Não tive coragem até hoje de contar o ocorrido aos caiçaras que nos presentearam.
Voltando a Taubaté, tinha me mudado ao lado da casa de meus pais.
Relacionamentos difíceis da vida inteira, passavam por análise, verificação, constatação...
Vivencia, con-vivencia, nada melhor que o cotidiano para elucidar situações...
Meu pai odeia gatos...
depois que o simba morreu, me pediu para não arrumar mais cachorros, sem entender realmente o por quê, não questionei.
Então aconteceu...
Na verdade, desde que chegamos, logo começou...
Chegamos por volta de julho, agosto, tá fazendo um ano...
Estavam no cio...
berram e gritam feito gente.
Meu pai crio até efeitos para associar seu barulho ao humano...
e rasgam todo o lixo, buscando comida...
não ligava muito, mas me aborrecia da bagunça que sempre sobrava para limpar...
Eis então, que numa bela madrugada de reflexões...sim, pois acordar de madrugada, só qdo o cérebro não cala mesmo...
estava ela lá, enorme, barriguda, olhando para mim, profundamente, e me pedindo:
-Cooooooommmmmmmmiiiiiiiidaaaaaaaaaa!!!!
Foram vários os minutos que ocorreram entre aquele olhar.
Tantos os pensares acerca da insignificância do meu ser e aquela gata, grávida, faminta a me pedir ajuda.
Imediatamente, percebi que pertencíamos ao cosmo em medidas e proporções, e alimenteia-a.
Esse foi o começo...
Do nada, numa noite agradável, em que estávamos todos na sala, assistindo filme, comendo guloseimas, quando "Lisa" apareceu...do nada....
Chegou, entrou sem cerimônia e foi logo sentando e comendo conosco.
Nossa família feliciana, já começou a enche-lá de mimos...
eu disse logo a meu filho caçula:
-Não vá se apegar a gata, pois é bicho ingrato...não pertencem a nós e vem e vão conforme desejam...
E até hoje está conosco, não sem antes seduzir meu pai também, hoje ela tem até lugar no sofá e brinquedinho pendurado no teclado...tsc..tsc...
São tão meigos os felinos...
Depois da Lisa, aquela gatona grávida, começou a ficar maior ainda e tinha dificuldades em buscar comida, passei a alimentá-la carinhosamente, mas ela ainda corria de mim...
Ficamos nessa difícil relação por tempos.
ATé que ela pariu...
e nasceram 4 lindos gatinhos, que ela carinhosamente carregou todos para dentro de um quartinho vago que fazíamos de ateliê para o Eugenio, veja blog eugenioribeiro.blogspot.com, carregou todos na boca, é a coisa mais linda, assistir a essa cena.
e passamos a dar leite para os gatinhos.
As crianças logo se apaixonaram, a Marcela buscou imparcialidade, já que é alérgica e prefere ficar longe dos bichos...
foram crescendo e outros foram se agregando à família e a alimentação, é claro...
Hoje temos de sócio mesmo o plus, mas temos as visitas frequentes de um parente das crianças, de um casal de siameses bravíssimos, de poucas palavras, um gatão preto e branco, um brancão que vive machucado pois é muito valente e uma pantera negra, sei que ao todo são uns 12 gatos.
Eles nem entram em casa, nem incomodam muito, exceto pelo tanto que comem, que hoje em dia, estamos pensando já em montar uma ong de ajuda, para conseguir alimentar os bichos, risos.
Pensamos que fazemos uma boa ação cuidando dos bichos e nos alimentamos das lindas cenas felinas, que exalam ao olhar...
aliás, o proprio olhar deles, são apaixonantes. Pela noite, um risco, pelo dia, uma bola, uma minguante, tal qual a lua.
Perceber o quanto são maravilhosos, perfeitos e como é possível traçar analogias desses bichos com seres humanos.
haja vista, que os gatos, tiveram papel importantíssimo na história da humanidade, posto que se davam com as mulheres, pelo carinho maior que exalam devido a maternidade, e como a mulher até muito pouco tempo atrás era tido como aberração, bruxas, e etc...matavam as mulheres e os gatos, aí sem gatos para comer ratos, as pulgas proliferaram e surge então a peste negra..só isso só...olha a importância dos bichos...
É uma experiência constante de amor incondicional, de proposta de vida, cuidar desses bichos.
Pois são lindos, mas, completamente indiferentes à nossa pessoa, significância...e qualquer outro valor que gostaríamos de ter.
O único valor que temos para eles, é que os alimentamos, e ponto. nada mais...não se esfregam, não fazem festa conosco, nem se importam...
A Lisa, entre todos, recebe todo o tratamento diferenciado...mas, porque...ela é toda meiga, gosta de colo...dá-nos o carinho, logo, recebe privilégios e é assim na família humana também...
Existem várias analogias de relacionamento entre os gatos, que representam nosso cotidiano e nossas relações...
Bom, já me estendi demais sobre o estudo antropológico do homem e dos felinos e meigos gatos.
Quem tiver contribuições, são bem vindas, inclusive ração!!! risos
beijos no coração.
Subimos literalmente a serra de Ubatuba e aterrissamos ao lado da casa dos meus pais, ou melhor, o que tinha sobrado de mim aterrissou...
Trouxe um cachorro a tira colo, o "Simbá", um bassezinho que foi arrumado para o Ricardinho quando a Marcela lá no litoral, resolveu sapiensiosíssima voltar para Taubaté.
Bem, não gostava de animais, era "azeda" a idéia de ficar limpando as necessidades do bicho, a ter que aguentar eles comendo tudo que vissem pelo caminho feito avestruz...enfim...o simbá veio sob encomenda: era lindo, limpinho, fazia as necessidades no mato, mas, é lógico, também rolava na carniça depois do banho. Era livre o bichinho, também em Ubatuba, quem não é.
Pois bem, trouxemos o bicho para morrer atropelado, lá na Av. São Pedro, lá pelas tantas de dezembro...
Estava indo para um curso na Defensoria, quando encontrei minha mãe na padaria, que me disse:
-Você viu o simba lá morto no buracão? (pça do cruzeiro).
Eu disse: - não, pq?
Ela disse: - ele está lá, esticadinho, morto, duro como pedra...
Fiquei sentida, mas não digeri a idéia, o ônibus vinha e como só passa de hora em hora, embarquei correndo...
Dentro do ônibus, refleti o seguinte:
Estou indo para um debate reflexivo na defensoria pública sob a questão carcerária e meu cachorro tá morto, abandonado na beira da estrada, é isso?
Indignada comigo mesmo, parei o ônibus, desci e peguei uma moto.
Chegando em casa, esbaforida, acordei a todos, antes tinha passado no supermercado, só para comprar uma flor para enterrar junto. Já tinha pensado em tudo.
Pegamos a enxada e fomos todos, inclusive as crianças, enterrar o bicho.
Todos indagaram, minha atitude de pressa para enterrar o bicho, então eu disse: O simbá fazia parte da família, era um ser vivo, maravilhoso, que amávamos, não podemos abandoná-lo morto na beira da estrada, temos que enterrá-lo. E foi o que fizemos, Eugenio cavou um grande buraco, e peguei-o em minhas mãos, embaladas, aquele ser, que buscando sua liberdade, morreu atropelado. Até hoje perdura sua rosa, lá na praça do Cruzeiro em Taubaté.
Não tive coragem até hoje de contar o ocorrido aos caiçaras que nos presentearam.
Voltando a Taubaté, tinha me mudado ao lado da casa de meus pais.
Relacionamentos difíceis da vida inteira, passavam por análise, verificação, constatação...
Vivencia, con-vivencia, nada melhor que o cotidiano para elucidar situações...
Meu pai odeia gatos...
depois que o simba morreu, me pediu para não arrumar mais cachorros, sem entender realmente o por quê, não questionei.
Então aconteceu...
Na verdade, desde que chegamos, logo começou...
Chegamos por volta de julho, agosto, tá fazendo um ano...
Estavam no cio...
berram e gritam feito gente.
Meu pai crio até efeitos para associar seu barulho ao humano...
e rasgam todo o lixo, buscando comida...
não ligava muito, mas me aborrecia da bagunça que sempre sobrava para limpar...
Eis então, que numa bela madrugada de reflexões...sim, pois acordar de madrugada, só qdo o cérebro não cala mesmo...
estava ela lá, enorme, barriguda, olhando para mim, profundamente, e me pedindo:
-Cooooooommmmmmmmiiiiiiiidaaaaaaaaaa!!!!
Foram vários os minutos que ocorreram entre aquele olhar.
Tantos os pensares acerca da insignificância do meu ser e aquela gata, grávida, faminta a me pedir ajuda.
Imediatamente, percebi que pertencíamos ao cosmo em medidas e proporções, e alimenteia-a.
Esse foi o começo...
Do nada, numa noite agradável, em que estávamos todos na sala, assistindo filme, comendo guloseimas, quando "Lisa" apareceu...do nada....
Chegou, entrou sem cerimônia e foi logo sentando e comendo conosco.
Nossa família feliciana, já começou a enche-lá de mimos...
eu disse logo a meu filho caçula:
-Não vá se apegar a gata, pois é bicho ingrato...não pertencem a nós e vem e vão conforme desejam...
E até hoje está conosco, não sem antes seduzir meu pai também, hoje ela tem até lugar no sofá e brinquedinho pendurado no teclado...tsc..tsc...
São tão meigos os felinos...
Depois da Lisa, aquela gatona grávida, começou a ficar maior ainda e tinha dificuldades em buscar comida, passei a alimentá-la carinhosamente, mas ela ainda corria de mim...
Ficamos nessa difícil relação por tempos.
ATé que ela pariu...
e nasceram 4 lindos gatinhos, que ela carinhosamente carregou todos para dentro de um quartinho vago que fazíamos de ateliê para o Eugenio, veja blog eugenioribeiro.blogspot.com, carregou todos na boca, é a coisa mais linda, assistir a essa cena.
e passamos a dar leite para os gatinhos.
As crianças logo se apaixonaram, a Marcela buscou imparcialidade, já que é alérgica e prefere ficar longe dos bichos...
foram crescendo e outros foram se agregando à família e a alimentação, é claro...
Hoje temos de sócio mesmo o plus, mas temos as visitas frequentes de um parente das crianças, de um casal de siameses bravíssimos, de poucas palavras, um gatão preto e branco, um brancão que vive machucado pois é muito valente e uma pantera negra, sei que ao todo são uns 12 gatos.
Eles nem entram em casa, nem incomodam muito, exceto pelo tanto que comem, que hoje em dia, estamos pensando já em montar uma ong de ajuda, para conseguir alimentar os bichos, risos.
Pensamos que fazemos uma boa ação cuidando dos bichos e nos alimentamos das lindas cenas felinas, que exalam ao olhar...
aliás, o proprio olhar deles, são apaixonantes. Pela noite, um risco, pelo dia, uma bola, uma minguante, tal qual a lua.
Perceber o quanto são maravilhosos, perfeitos e como é possível traçar analogias desses bichos com seres humanos.
haja vista, que os gatos, tiveram papel importantíssimo na história da humanidade, posto que se davam com as mulheres, pelo carinho maior que exalam devido a maternidade, e como a mulher até muito pouco tempo atrás era tido como aberração, bruxas, e etc...matavam as mulheres e os gatos, aí sem gatos para comer ratos, as pulgas proliferaram e surge então a peste negra..só isso só...olha a importância dos bichos...
É uma experiência constante de amor incondicional, de proposta de vida, cuidar desses bichos.
Pois são lindos, mas, completamente indiferentes à nossa pessoa, significância...e qualquer outro valor que gostaríamos de ter.
O único valor que temos para eles, é que os alimentamos, e ponto. nada mais...não se esfregam, não fazem festa conosco, nem se importam...
A Lisa, entre todos, recebe todo o tratamento diferenciado...mas, porque...ela é toda meiga, gosta de colo...dá-nos o carinho, logo, recebe privilégios e é assim na família humana também...
Existem várias analogias de relacionamento entre os gatos, que representam nosso cotidiano e nossas relações...
Bom, já me estendi demais sobre o estudo antropológico do homem e dos felinos e meigos gatos.
Quem tiver contribuições, são bem vindas, inclusive ração!!! risos
beijos no coração.
O experimentar foucaultino II parte
Continuando a explicar o que comecei no texto anterior, pois vamos combinar que ficou muito confuso, aquelas coisas que fazemos e depois jogamos quase todo fora...
mas, pelo que entendi dos "Blogs" entre outras inúmeras utilidades, parece que ele foi pensado para promover a possibilidade de várias formas de trocas.
E nada há de mais louvável do que ver outro reles mortal percebendo sua insignificância diante das palavras e do entendimento, além da própria vida, do cosmos..........
Morremos e isso é um fato incontestável...a vida é êfemera!... ôh frasesinha doída....
A partir dessa contestação, vivemos para quê mesmo?
Sobreviver! dirão os biólogos....
tá bom, então porque alguns sobrevivem na ilha caras, voando de helicóptero e comendo caviar , outros estão passando fome ou lutando para não passar? ou ainda vivendo como escravos na sociedade de consumo?
Não que estejamos nesse momento dizendo que seja bom a ilha de caras ou ruim passar fome, de jeito nenhum, o objetivo aqui deverá ser uma epoché ou seja uma suspensão de sentidos, de conceitos, de definições...
Digamos que sobreviver sem ter que buscar o mínimo necessário para se alimentar fica mais fácil, penso eu, ou deveria ficar, pois poderíamos facilmente, privilegiar o pensar cotidiano, relatar os ocorridos, desenvolver senso crítico através de leituras, descortinar formas de manipulação cotidianas, etc....
E para quê mesmo faríamos isso se pudéssemos?
Para sobreviver de forma mais proveitosa...mas, porque argumentar que seria mais proveitoso não ser manipulado do que ser?
Para experimentar e saborear a vida...deleitar-se dela, e não sucumbir a escravidão, conforme os povos anteriores...se lêssemos saberíamos disso...
Viver como se pudesse viver a mesma vida, infinitas vezes, diria Nietzshe.
Estamos vivendo como se quiséssemos repetir a mesma vida, infinitas vezes???
Senão, melhor corrermos, pois ainda nos resta tempo para experimentar e vivenciar a realidade de forma satisfatória...
Como?
"Conhece-te a ti mesmo", diz o oráculo de Delphos a Sócrates.
Até mais queridos....
bjsssssssssss
mas, pelo que entendi dos "Blogs" entre outras inúmeras utilidades, parece que ele foi pensado para promover a possibilidade de várias formas de trocas.
E nada há de mais louvável do que ver outro reles mortal percebendo sua insignificância diante das palavras e do entendimento, além da própria vida, do cosmos..........
Morremos e isso é um fato incontestável...a vida é êfemera!... ôh frasesinha doída....
A partir dessa contestação, vivemos para quê mesmo?
Sobreviver! dirão os biólogos....
tá bom, então porque alguns sobrevivem na ilha caras, voando de helicóptero e comendo caviar , outros estão passando fome ou lutando para não passar? ou ainda vivendo como escravos na sociedade de consumo?
Não que estejamos nesse momento dizendo que seja bom a ilha de caras ou ruim passar fome, de jeito nenhum, o objetivo aqui deverá ser uma epoché ou seja uma suspensão de sentidos, de conceitos, de definições...
Digamos que sobreviver sem ter que buscar o mínimo necessário para se alimentar fica mais fácil, penso eu, ou deveria ficar, pois poderíamos facilmente, privilegiar o pensar cotidiano, relatar os ocorridos, desenvolver senso crítico através de leituras, descortinar formas de manipulação cotidianas, etc....
E para quê mesmo faríamos isso se pudéssemos?
Para sobreviver de forma mais proveitosa...mas, porque argumentar que seria mais proveitoso não ser manipulado do que ser?
Para experimentar e saborear a vida...deleitar-se dela, e não sucumbir a escravidão, conforme os povos anteriores...se lêssemos saberíamos disso...
Viver como se pudesse viver a mesma vida, infinitas vezes, diria Nietzshe.
Estamos vivendo como se quiséssemos repetir a mesma vida, infinitas vezes???
Senão, melhor corrermos, pois ainda nos resta tempo para experimentar e vivenciar a realidade de forma satisfatória...
Como?
"Conhece-te a ti mesmo", diz o oráculo de Delphos a Sócrates.
Até mais queridos....
bjsssssssssss
O experimentar foucaultino
Não que o objetivo desse texto seria somento o experimentar foucaultino, mesmo porque como cada um é único, também o é as reflexões daquilo que lemos.
Lembro-me, aliás, para nunca mais esquecer, uma das inúmeras bobagens que fiz...
Queria elucidar uma questão acerca do abandonar a si mesmo, daquela questão do coríntios que o homem deve anular-se, ou coisa parecida, e enviei um email para um mestre da filosofia, que por sua vez, me escreveu com todo o carinho do mundo explicando que não sabia do que eu dizia, pois eu lhe tinha enviado uma reflexão acerca do que eu achava que o Foucault falava na "hermenêutica do sujeito" sobre o modo de entender melhor as situações, seria a de um pobre....
Então achei que estava louca, que não entendia nada do que lia, aliás o que ocorria sempre antes de entender que ocorria, que aliás ocorre sempre que não prestamos a atenção devida, quando lemos sem nos silenciarmos antes, quem sabe, entende o que digo, que também é outro assunto...risos.
Bom, para resumir a história do Foucault e do pobre, meu querido e competente supervisor clínico Elson Alexandre Esclapes, maravilhoso psicanalista na cidade de SP, no coração da Angélica, ele só saiu de Taubaté, para morar no coração de SP, só...Bom, quem quiser conhecer, aconselho acessar o site www.apsicanalise.com....
Voltando...Quando citei o fato ocorrido, quase anos depois...ele me disse:
-Você parece louca, associar essa história do fouc com a pobreza...tsc...tsc....
Ele era riquíssimo, tinha apartamento em Souborne....não sabia o q era pobreza...
Ele me afirmou categoricamente É CITAÇÃO, não foi ele que falou......
Bom, naquele duelo linguístico, pois se tem alguém que me desmonta fácil, fácil, é ele, ainda bem que é meu compadre, ainda assim, saio até faltando pedaço dessas elucidações de realidade que ele me oportuniza vez ou outra.
Fui lá, buscar a hermenêutica, na nota de rodapé da pg 328 "Se quiseres ocupar-te com tua alma (vocare animo): sê pobre ou vive como pobre" da página inscrita que fica na pg 319 ..."sibi totus animus vacet"(que o espírito todo se ocupe consigo, se desocupe para si mesmo). Aí, continuando a leitura para tentar discordar de meu compadre psicanalista, encontro e vou diminuindo de tamanho, de timbre de voz...
...Esta expressão "sibi vacare" (ocupar-se inteiramente consigo, desocupar-se para si mesmo) é encontrada em outros textos de SÊNECA, particularmente na carta 17: "si vis vacare animo" (se queres ocupar-te com teus animus). Portanto, ocupar-se não com domínios longíquos, senão com o domínio mais próximo.
Bom, agora pula linha e explica o que foi isso...
Tava uma leitura gostosinha, dava para captar tudo o que eu dizia, de repente, a "louca" para e começa a devanear e citar Foucault, para quê mesmo?
Explico, como penso ou gostaria, esses textos vão para distâncias longíquas e não quero decepcionar determinados amigos e mestres por aí e envergonhá-los e não utilizar-me dos acordos ortográficos, bem como metodológicos que nossa cara ABNT nos coloca, para que nós não saíamos por aí, matando textos, como se mata gente...
E ainda assim, sei que não obedeci muitas regras, mas creio ter sido clara o suficiente, para explicar o que uma confusão de entendimento daquilo que foi lido pode ocasionar...
Pois antes de entender que foi o Sêneca que escreveu e o Foucault citou, achei que meu mestre tinha sido arrogante comigo, não me respondendo como eu gostaria porque eu não tinha apresentado um texto decente, com referência e tudo o mais, e meu dei até o trabalho de sofrer porque ele não me amava...ah, essa "Felícia"(citação da Felícia, do desenho Tasmania, do Tine Toon) que sempre quer ser amada e querida e sai por aí sufocando os bichinhos...
Ai, me desorientei de novo, volta para a estrada....
Vou buscar concluir isso....
estava tentando contar como um equívoco na leitura, pode resultar de desentendimentos que podem me levar a "aderir" uma vida de parcos recursos, porque eu achei que um sujeito que considero (tá morta há um tempão) escreveu, eu achei que ele escreveu, ele nem vivo está mais, e se tivesse eu muito provavelmente devido aos parcos recursos não o conheceria, olha o Saramago morreu e eu não conheci.
Também não adianta de nada conhecer e não aproveitar, veja o caso do Pe Marcial Maçaneiro por exemplo, ele é maravilhoso, tem uma abertura de olhar que nunca tinha visto, e isso porque estudamos no mesmo espaço e sem que ouça o discurso, não é possível avaliar o todo, mas chegando ao seu lado, emudeço...falar o que também...
É isso...enrolei de novo, mas tá bom, confesso....
nunca tinha feito isso antes, tenho um anuário, tive diários, mas nunca com tamanha qualidade de entendimento, não que vocês entendam o que escrevo, mas eu estou começando a entender....risos
grande beijo a todos
Lembro-me, aliás, para nunca mais esquecer, uma das inúmeras bobagens que fiz...
Queria elucidar uma questão acerca do abandonar a si mesmo, daquela questão do coríntios que o homem deve anular-se, ou coisa parecida, e enviei um email para um mestre da filosofia, que por sua vez, me escreveu com todo o carinho do mundo explicando que não sabia do que eu dizia, pois eu lhe tinha enviado uma reflexão acerca do que eu achava que o Foucault falava na "hermenêutica do sujeito" sobre o modo de entender melhor as situações, seria a de um pobre....
Então achei que estava louca, que não entendia nada do que lia, aliás o que ocorria sempre antes de entender que ocorria, que aliás ocorre sempre que não prestamos a atenção devida, quando lemos sem nos silenciarmos antes, quem sabe, entende o que digo, que também é outro assunto...risos.
Bom, para resumir a história do Foucault e do pobre, meu querido e competente supervisor clínico Elson Alexandre Esclapes, maravilhoso psicanalista na cidade de SP, no coração da Angélica, ele só saiu de Taubaté, para morar no coração de SP, só...Bom, quem quiser conhecer, aconselho acessar o site www.apsicanalise.com....
Voltando...Quando citei o fato ocorrido, quase anos depois...ele me disse:
-Você parece louca, associar essa história do fouc com a pobreza...tsc...tsc....
Ele era riquíssimo, tinha apartamento em Souborne....não sabia o q era pobreza...
Ele me afirmou categoricamente É CITAÇÃO, não foi ele que falou......
Bom, naquele duelo linguístico, pois se tem alguém que me desmonta fácil, fácil, é ele, ainda bem que é meu compadre, ainda assim, saio até faltando pedaço dessas elucidações de realidade que ele me oportuniza vez ou outra.
Fui lá, buscar a hermenêutica, na nota de rodapé da pg 328 "Se quiseres ocupar-te com tua alma (vocare animo): sê pobre ou vive como pobre" da página inscrita que fica na pg 319 ..."sibi totus animus vacet"(que o espírito todo se ocupe consigo, se desocupe para si mesmo). Aí, continuando a leitura para tentar discordar de meu compadre psicanalista, encontro e vou diminuindo de tamanho, de timbre de voz...
...Esta expressão "sibi vacare" (ocupar-se inteiramente consigo, desocupar-se para si mesmo) é encontrada em outros textos de SÊNECA, particularmente na carta 17: "si vis vacare animo" (se queres ocupar-te com teus animus). Portanto, ocupar-se não com domínios longíquos, senão com o domínio mais próximo.
Bom, agora pula linha e explica o que foi isso...
Tava uma leitura gostosinha, dava para captar tudo o que eu dizia, de repente, a "louca" para e começa a devanear e citar Foucault, para quê mesmo?
Explico, como penso ou gostaria, esses textos vão para distâncias longíquas e não quero decepcionar determinados amigos e mestres por aí e envergonhá-los e não utilizar-me dos acordos ortográficos, bem como metodológicos que nossa cara ABNT nos coloca, para que nós não saíamos por aí, matando textos, como se mata gente...
E ainda assim, sei que não obedeci muitas regras, mas creio ter sido clara o suficiente, para explicar o que uma confusão de entendimento daquilo que foi lido pode ocasionar...
Pois antes de entender que foi o Sêneca que escreveu e o Foucault citou, achei que meu mestre tinha sido arrogante comigo, não me respondendo como eu gostaria porque eu não tinha apresentado um texto decente, com referência e tudo o mais, e meu dei até o trabalho de sofrer porque ele não me amava...ah, essa "Felícia"(citação da Felícia, do desenho Tasmania, do Tine Toon) que sempre quer ser amada e querida e sai por aí sufocando os bichinhos...
Ai, me desorientei de novo, volta para a estrada....
Vou buscar concluir isso....
estava tentando contar como um equívoco na leitura, pode resultar de desentendimentos que podem me levar a "aderir" uma vida de parcos recursos, porque eu achei que um sujeito que considero (tá morta há um tempão) escreveu, eu achei que ele escreveu, ele nem vivo está mais, e se tivesse eu muito provavelmente devido aos parcos recursos não o conheceria, olha o Saramago morreu e eu não conheci.
Também não adianta de nada conhecer e não aproveitar, veja o caso do Pe Marcial Maçaneiro por exemplo, ele é maravilhoso, tem uma abertura de olhar que nunca tinha visto, e isso porque estudamos no mesmo espaço e sem que ouça o discurso, não é possível avaliar o todo, mas chegando ao seu lado, emudeço...falar o que também...
É isso...enrolei de novo, mas tá bom, confesso....
nunca tinha feito isso antes, tenho um anuário, tive diários, mas nunca com tamanha qualidade de entendimento, não que vocês entendam o que escrevo, mas eu estou começando a entender....risos
grande beijo a todos
Escrever X sentir
Ando pensando muito sobre isso, aliás, penso que é o que melhor faço, ou o pior.
Bom, há de se esclarecer que solidifiquei esse processo de escrever no blog, depois de ler o Daniel Alabarce da Dehoniana, ele filosofa como quem toca piano...
Então, percebi quantos outros filósofos ou aspirantes como eu, digitavam seus pensares em blogs, pelo simples exercício de não escolher outra ação. E são texto belíssimos, demonstram leituras volumosas, coisa que nem quero chegar perto, credo...pega o ser e o nada do Sartre e vai entender o que digo, risos.
Brincadeiras a parte, fiquei encantada com o que li, e fiquei pensando como era possível escrever tanto, são verdadeiros tratados que se encontram ali, e eles ainda fazem as atividades da faculdade que imagino serem muitas, então parei para buscar entender esse movimento. Coisa aliás que não deveria ocorrer de maneira alguma, pois enquanto utilizo tempo e energia para isso, as plantas morrem no jardim, mas isso já é reflexão para outra postagem...
A questão gera sob os seguintes argumentos: Como é possível compreender de forma sistemática o que os tratados de filosofia trazem, se não o experimentamos? Tudo que está escrito, foi sentido antes de ser escrito...como é possível então, entender REALMENTE o que se lê, sem ter passado por determinadas situações.
Como por exemplo, compreender realmente a REALIDADE, como seria isso afinal? quer dizer que quem compreende, não a compreende de fato? estou a dizer que cabe outras reflexões, quando li sobre isso, percebi que não tínhamos acesso realmente a quase nada sobre nós mesmos.
Vamos lá: Aquilo que entendo como "verdadeiro" é cultural, ou seja, está relacionado a partir do que o povo que habita esse pequeno pedaço de chão acredita ser verdadeiro, citando aí o cristianismo, discutia esses tempos com meu amigo intelectualizadíssimo acerca da bíblia, explicando que esta era mais um compêndio da história da humanidade, mas não o único, haviam outros no oriente, na índia, acho que era o bagavatha giva, não queria arriscar, sei que a grafia correta não é essa, mas.......quero exercitar o pensar...se penso errado, que alguém possa me corrigir, penso que esse é o maior objetivo desses blogs: a troca.
E esse assunto está afinal relacionado ao fato de estar sentada nessa cadeira que de forma nenhuma é confortável, num pc comprado em parcelas de uma amiga, ainda nem pago, aquisição aliás, que aliada a um valor exorbitante que se paga temos acesso a internet.
Se formos analisar, pagamos o equivalente a quase 50% do salário mínimo em net, fone e eletricidade...veja quantos podem e irão ter acesso a essas leituras???
Estão vendo? entendo que isso é sentir e questiono querá que quem escreve, percebi ou pensa nisso? não que isso seja importante, mas penso que qual outra utilidade da existência mesmo?
bjsssssssssssss aguardo retorno...risos
Òbvio que deve haver respostas para tal questão, mas mesmo que lida, não seria entendida nesse momento, por quê? pela razão de não estarmos prontos para entender.
Bom, há de se esclarecer que solidifiquei esse processo de escrever no blog, depois de ler o Daniel Alabarce da Dehoniana, ele filosofa como quem toca piano...
Então, percebi quantos outros filósofos ou aspirantes como eu, digitavam seus pensares em blogs, pelo simples exercício de não escolher outra ação. E são texto belíssimos, demonstram leituras volumosas, coisa que nem quero chegar perto, credo...pega o ser e o nada do Sartre e vai entender o que digo, risos.
Brincadeiras a parte, fiquei encantada com o que li, e fiquei pensando como era possível escrever tanto, são verdadeiros tratados que se encontram ali, e eles ainda fazem as atividades da faculdade que imagino serem muitas, então parei para buscar entender esse movimento. Coisa aliás que não deveria ocorrer de maneira alguma, pois enquanto utilizo tempo e energia para isso, as plantas morrem no jardim, mas isso já é reflexão para outra postagem...
A questão gera sob os seguintes argumentos: Como é possível compreender de forma sistemática o que os tratados de filosofia trazem, se não o experimentamos? Tudo que está escrito, foi sentido antes de ser escrito...como é possível então, entender REALMENTE o que se lê, sem ter passado por determinadas situações.
Como por exemplo, compreender realmente a REALIDADE, como seria isso afinal? quer dizer que quem compreende, não a compreende de fato? estou a dizer que cabe outras reflexões, quando li sobre isso, percebi que não tínhamos acesso realmente a quase nada sobre nós mesmos.
Vamos lá: Aquilo que entendo como "verdadeiro" é cultural, ou seja, está relacionado a partir do que o povo que habita esse pequeno pedaço de chão acredita ser verdadeiro, citando aí o cristianismo, discutia esses tempos com meu amigo intelectualizadíssimo acerca da bíblia, explicando que esta era mais um compêndio da história da humanidade, mas não o único, haviam outros no oriente, na índia, acho que era o bagavatha giva, não queria arriscar, sei que a grafia correta não é essa, mas.......quero exercitar o pensar...se penso errado, que alguém possa me corrigir, penso que esse é o maior objetivo desses blogs: a troca.
E esse assunto está afinal relacionado ao fato de estar sentada nessa cadeira que de forma nenhuma é confortável, num pc comprado em parcelas de uma amiga, ainda nem pago, aquisição aliás, que aliada a um valor exorbitante que se paga temos acesso a internet.
Se formos analisar, pagamos o equivalente a quase 50% do salário mínimo em net, fone e eletricidade...veja quantos podem e irão ter acesso a essas leituras???
Estão vendo? entendo que isso é sentir e questiono querá que quem escreve, percebi ou pensa nisso? não que isso seja importante, mas penso que qual outra utilidade da existência mesmo?
bjsssssssssssss aguardo retorno...risos
Òbvio que deve haver respostas para tal questão, mas mesmo que lida, não seria entendida nesse momento, por quê? pela razão de não estarmos prontos para entender.
A história do blog...
Há muito que não passo por aqui.
Mesmo porque esse blog foi criado para atender uma demanda que iniciava lá no colégio tableau em Taubaté, onde lecionava várias disciplinas, entre elas filosofia, sociologia, orientação profissional e história. Como não tínhamos apostilado pronto, a idéia era disponibilizar algum tipo de material, buscar uma aproximação através dos fóruns...enfim coisa que não chegou a acontecer de forma satisfatória, embora compreendendo esse aspecto, alimentava-o na época com certa frequência.
Após esse período, dei o salto sartreano e desci a serra, fiquei lá sem net, sem fone, sem dinheiro e sem chão...logo, não havia A MENOR POSSIBILIDADE em pensar em blog...
Coisa aliás curiosa para mim, se temos esse tempo para sentar na frente do pc e relatar detalhadamente nosso cotidiano, nossas relações a necessidade de registrar nossa história, seja lá por vaidade, seja egocentrismo, fato é registramos nosso pensar e essa tarefa não é nada fácil, exige tempo, disciplina e principalmente disposição tanto para ler, quanto para escrever, pois percebo nesse momento em que vivemos uma terrível dificuldade de expressão.
E quando chegamos a conseguir escrever o que pensamos, com clareza para o leitor que lê, que pode ter diversas formações de estudo de linguagem, de pronto que aquele que não é habituado a leitura alguma, compreenda o que está escrito.
Para chegarmos ao ponto de exprimir nossos pensamentos, passamos por vários filtros de ligações neurológicas que definem padrões, intenções, desejos, estímulos, entre outros fatores, incluindo nisso a visão, o olfato, o paladar, o tato...somos muito mais sensação do que pensamento, ou melhor dizendo, somos pensamento que sente.
Mas, parece-me que atualmente não exploramos o sentir...mas, isso já é outro tema para escrever....
Estão vendo como é fácil se perder? mesmo escrevendo, devaneamos...comecei a escrever o motivo de não alimentar o blog com postagens, logo após coloquei a situação de perceber que era importante registrar nossa história em seguida já entro em uma reflexão sobre o escrever o que se vive, como conseguimos isso sem afetar nossas relações reais, pois o tempo que dedicamos a escrever poderia estar destinado a conhecer, sentir...cozinhar...ceifar...sabe-se lá...seria o exercício da criatividade, posto que não temos em absoluto incentivo para sentirmos, nos perceber, quase não nos relacionamos conosco mesmo, há inúmeras situações que culminam para que isso ocorra.
Desde a questão da violência, que esbarra hoje no crack, até a perdição da vida fácil com riscos da marginalidade, gera reflexão pois habita o subterrâneo de nossas intenções e aquisições morais, que iniciam no momento que se nasce. Pois já somos, já nos envolvemos na sociedade que nos acolhe e ponto. Temos que bailar conforme a música....outro assunto, risos....
Vou concluir, pois parece que quantos mais refletimos a questão de vivenciar, ante o escrever, mais dúvidas geramos acerca do que e como devemos pensar.
Até a próxima postagem.
bjs
Mesmo porque esse blog foi criado para atender uma demanda que iniciava lá no colégio tableau em Taubaté, onde lecionava várias disciplinas, entre elas filosofia, sociologia, orientação profissional e história. Como não tínhamos apostilado pronto, a idéia era disponibilizar algum tipo de material, buscar uma aproximação através dos fóruns...enfim coisa que não chegou a acontecer de forma satisfatória, embora compreendendo esse aspecto, alimentava-o na época com certa frequência.
Após esse período, dei o salto sartreano e desci a serra, fiquei lá sem net, sem fone, sem dinheiro e sem chão...logo, não havia A MENOR POSSIBILIDADE em pensar em blog...
Coisa aliás curiosa para mim, se temos esse tempo para sentar na frente do pc e relatar detalhadamente nosso cotidiano, nossas relações a necessidade de registrar nossa história, seja lá por vaidade, seja egocentrismo, fato é registramos nosso pensar e essa tarefa não é nada fácil, exige tempo, disciplina e principalmente disposição tanto para ler, quanto para escrever, pois percebo nesse momento em que vivemos uma terrível dificuldade de expressão.
E quando chegamos a conseguir escrever o que pensamos, com clareza para o leitor que lê, que pode ter diversas formações de estudo de linguagem, de pronto que aquele que não é habituado a leitura alguma, compreenda o que está escrito.
Para chegarmos ao ponto de exprimir nossos pensamentos, passamos por vários filtros de ligações neurológicas que definem padrões, intenções, desejos, estímulos, entre outros fatores, incluindo nisso a visão, o olfato, o paladar, o tato...somos muito mais sensação do que pensamento, ou melhor dizendo, somos pensamento que sente.
Mas, parece-me que atualmente não exploramos o sentir...mas, isso já é outro tema para escrever....
Estão vendo como é fácil se perder? mesmo escrevendo, devaneamos...comecei a escrever o motivo de não alimentar o blog com postagens, logo após coloquei a situação de perceber que era importante registrar nossa história em seguida já entro em uma reflexão sobre o escrever o que se vive, como conseguimos isso sem afetar nossas relações reais, pois o tempo que dedicamos a escrever poderia estar destinado a conhecer, sentir...cozinhar...ceifar...sabe-se lá...seria o exercício da criatividade, posto que não temos em absoluto incentivo para sentirmos, nos perceber, quase não nos relacionamos conosco mesmo, há inúmeras situações que culminam para que isso ocorra.
Desde a questão da violência, que esbarra hoje no crack, até a perdição da vida fácil com riscos da marginalidade, gera reflexão pois habita o subterrâneo de nossas intenções e aquisições morais, que iniciam no momento que se nasce. Pois já somos, já nos envolvemos na sociedade que nos acolhe e ponto. Temos que bailar conforme a música....outro assunto, risos....
Vou concluir, pois parece que quantos mais refletimos a questão de vivenciar, ante o escrever, mais dúvidas geramos acerca do que e como devemos pensar.
Até a próxima postagem.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Rede em dependência química
A partir do simpósio sobre dependência química, evento organizado a partir do CAPS de Taubaté, na faculdade Dehoniana, em que participaram diversas instituições, profissionais e interessados em auxiliar no que podem a pensar e refletir as razões que levam o sujeito a a perder-se de si mesmo, abandonando o controle sobre si para levar-se pelo que neutraliza os neurônios do sofrer.
Há muito percebe-se que estamos em guerra, em que as ferramentas oferecidas para a batalha, deixaram há muito de ser a lança ou o míssel, mas que se apresentam sob diversos aspectos, tais quais a mídia sempre nos apresenta, como a definição de um modelo instituido de belo, de bom, de necessário.
Formas de fabricar o pensar, de instituir o saber, de promover o desejo a partir da construção das necessidades, em que permeiam a realidade do POSSUIR, do TER, do PARECER, entre outros verbos que em muito tem distanciado o sujeito de si mesmo.
Dessas reflexões surgem opções, caminhos, como a de se formar uma rede a partir dessas ações, ou mesmo buscar espaços para a edificação do sujeito enquanto humanidade de diálogo em vertentes sociais como a família, o trabalho.
Faz parte das conclusões, buscar formas de divulgar os meios que existem para apoio ao sujeito em dependência, para reconsiderar pensamentos e situações que são produzidas a partir de realidades normalmente comprometidas e sem afeto que são resultado do palco dessa guerra, vestígios a ser observados, analisados para que possamos atuar diretamente no cerne das situações que são consideradas problemas e que geram para suas famílias, bem como para a sociedade em geral momentos de desespero e dor, que por vezes como consequência desabam nas penitenciarias, nas clínicas ou nos hospitais psiquiátricos.
Parece que temos dificuldade para sentir. Sentir a dor, o sofrimento, até mesmo o amor, que também gera confusão e angústia que corrobora para a perspectiva da culpa, condensada na característica da pós modernidade como obrigatória.
Aqui não caberia conclusão, somente provocações, aguardo-as ansiosa.
bjs a todos
Há muito percebe-se que estamos em guerra, em que as ferramentas oferecidas para a batalha, deixaram há muito de ser a lança ou o míssel, mas que se apresentam sob diversos aspectos, tais quais a mídia sempre nos apresenta, como a definição de um modelo instituido de belo, de bom, de necessário.
Formas de fabricar o pensar, de instituir o saber, de promover o desejo a partir da construção das necessidades, em que permeiam a realidade do POSSUIR, do TER, do PARECER, entre outros verbos que em muito tem distanciado o sujeito de si mesmo.
Dessas reflexões surgem opções, caminhos, como a de se formar uma rede a partir dessas ações, ou mesmo buscar espaços para a edificação do sujeito enquanto humanidade de diálogo em vertentes sociais como a família, o trabalho.
Faz parte das conclusões, buscar formas de divulgar os meios que existem para apoio ao sujeito em dependência, para reconsiderar pensamentos e situações que são produzidas a partir de realidades normalmente comprometidas e sem afeto que são resultado do palco dessa guerra, vestígios a ser observados, analisados para que possamos atuar diretamente no cerne das situações que são consideradas problemas e que geram para suas famílias, bem como para a sociedade em geral momentos de desespero e dor, que por vezes como consequência desabam nas penitenciarias, nas clínicas ou nos hospitais psiquiátricos.
Parece que temos dificuldade para sentir. Sentir a dor, o sofrimento, até mesmo o amor, que também gera confusão e angústia que corrobora para a perspectiva da culpa, condensada na característica da pós modernidade como obrigatória.
Aqui não caberia conclusão, somente provocações, aguardo-as ansiosa.
bjs a todos
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