Acabei de chegar do encontro desse movimento. O desejo de partilhar as experiências, não podem esperar, e explico a razão.
Durante toda a vida consciente, fazemos escolhas, muitas vezes não tão conscientes assim, porém outras são decididas assim, quase lá nas fraldas, pois pelo resto da vida defendemos idéias que nos acompanham desde o berço.
Foi assim que conheci Luiz Antonio, o idealizador e mentor desse movimento. Nos conhecemos lá nos ides de 1994, juntamente com outro gigante, o Gerdinaldo que convicto do que se quer, hoje é juiz acho que lá de Santo André.
Fato é que ao escolher ir por um caminho, abrimos mão de outros, e hoje no mundo capitalista, abrir mão de determinados favorecimentos e posturas, ocorre-nos o que podemos chamar de "não esperteza" fator primordial dentro de inúmeros determinantes financeiros.
E durante a vida, defendemos certa postura, que achamos que não irá lá fazer muitos adeptos ou ao contrário, provavelmente elencaríamos incorfomados com nossas escolhas, aqueles que defendem outras visões mais capitalistas e conformistas também.
Dentro disso, conhecemos algumas pessoas, pouquíssimas, as quais guardamos pelo resto da vida, e Luiz Antonio é um deles, quem conhece, respeita, segue e exalta.
Não digo isso por rasgação de seda ou confetes, que nem é de meu feitio, exceto quando dentro de minha infinita ignorância posso de fato nobrezar (acabei de inventar o verbo)tal figura e explico a razão.
Sua postura, guarda em si algo de muito especial que conquista somente boas pessoas, aos quais dentro do movimento, viemos a conhecer, porém, existem tantas outras que nem sonhamos, mas que estão todas ali, em grau de nobreza tanto quanto.
Na reunião passada, nosso novo amigo, Linconl em 5 minutos de rápido diálogo deu-nos informações, aos quais passei 2 dias inteiros pesquisando. Hoje foi o dia de outro nobre personagem na nossa história chama-se "Oswaldo Crisante".
Atleta do futebol, poeta, cronista, compositor, seresteiro, entre outros importantes atributos, juntos esses dois transformaram nosso encontro ao lado do poeta e amigo André Bianc e meu querido Eugenio Ribeiro num mar de aprendizado.
Em um pequeno bate papo, de não mais que uma hora, conheci tanta coisa diversificada acerca da cultura, de arte e de causos, que nem imaginei que existia.
E é nisso que consiste minha urgência em escrever, para não perder o "kairos" da euforia de após 36 anos de vida, angustia, dor e muita ilusão, confusão e crises, ter a certeza do caminho escolhido.
Olha que terrível! não temos adeptos, nem movimentos que defendam na mídia nacional, sequer local, a opção de sermos íntegros, inteiros e autonomos.
E aquele que ousar desafiar o mercado, estará condenado a não participar de movimentos em que não discutiremos pessoas, mas sim idéias, respeitando a diversidade e a cultura, bem como todos os princípios do mais puro amor e respeito existentes, como foi o de hoje, além de estarmos condenados a sermos bem acompanhados por pessoas que sem dúvida marcaram sua existência com o ato de partilhar, de doar, de estar.
Concluo esses pensamentos, na certeza de que, podemos demorar, mas o caminho está traçado, a rota direcionada, e o encontro das águas que unem ação e manifestação se dá a partir do movimento de seres humanos, que certamente escolheram trilhar a mesma direção. Obrigada pela partilha, caros amigos!
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A partida dos gatos
Foi assim...
Eles chegaram, podem conferir que verão o início de tudo, nesse mesmo blog...
Foram chegando, aos poucos, parindo cada vez mais, chegamos ao número de 12!!!!
Não era possível mais a situação. Fila de zoonoses que nunca chega para castrá-los... Viajaram para as Minas Gerais, na casa de uma prima, que é moradora em um bairro inteiro de cachoeiras e lindas paisagens, serão felizes lá.
Mas, a mãe gato, selvagem que era não foi junto, não quiz. São muito independentes e desconfiados, os gatos e com razão!!!
Agora chora, como qualquer outra mãe que vê seus filhos partirem.
Como é grande a dor do parto!!!
Como é triste acompanhar essa dor.
Eles chegaram, podem conferir que verão o início de tudo, nesse mesmo blog...
Foram chegando, aos poucos, parindo cada vez mais, chegamos ao número de 12!!!!
Não era possível mais a situação. Fila de zoonoses que nunca chega para castrá-los... Viajaram para as Minas Gerais, na casa de uma prima, que é moradora em um bairro inteiro de cachoeiras e lindas paisagens, serão felizes lá.
Mas, a mãe gato, selvagem que era não foi junto, não quiz. São muito independentes e desconfiados, os gatos e com razão!!!
Agora chora, como qualquer outra mãe que vê seus filhos partirem.
Como é grande a dor do parto!!!
Como é triste acompanhar essa dor.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Filósofo brasileiro - Claudio Ulpiano
Estava pesquisando alguns sites relacionados ao encontro nacional de Filosofia (XXVII ENEFIL RIO) desse ano que se dará em Niteroi – RJ e “descobri” Claudio Ulpiano.
Ouvi algumas aulas e me apaixonei.
Pesquisando, descobri que Claudio é filósofo brasileiro, lá do nordeste, morreu em 1999 e deixou um pensamento vasto e bastante alinhado com nossa realidade contemporânea, trazendo respostas e inquietações pertinentes ao momento.
Quero partilhar algumas considerações.
Lucrécio: A felicidade suprema e a Arte humana da infelicidade .
Nessa aula Ulpiano abarca a questão da felicidade suprema e a infelicidade em Lucrécio,denomina a criação do mito enquanto manifestação do homem, criado para apaziguar e amenizar o medo da morte. Em que o homem é produtor do falso, criou a idéia da infinitude na criação humana, os temores do inferno, como os castigos, as punições. As perturbações na alma geram sofrimentos imensos, emanam fantasmas que assombram o homem. Nossos átomos não nos pertencem, argumenta, pertencem ao universo, tudo que existe é átomo e vazio. Quando caímos produzimos dentro de nós pensamentos e são esses que nos libertarão, enquanto nossos fantasmas só nos aprisionarão.
Há em Lucrécio na obra “Da natureza” uma tentativa de afastar o homem do medo da morte, em provar que depois de mortos, estamos MORTOS, ao contrário da religião que prega que depois da morte, teremos a vida eterna, representando a infinitude e a imoralidade da alma.
Considera que o infinito só existe em ato e não em potencia, pois sabemos que existe o infinito, mas não damos conta de pensá-lo. Bem como argumenta que existem 2 tipos de infinito, o infinito vazio e o infinito de átomos, esses átomos diferentemente da Física quântica, ou dos tomistas, representa uma unidade e não se faz de forma estrutural, os átomos não teriam partes, mas sim seriam inteiros e não nascem e nem morrem. Todos os corpos são constituídos por conjunto de átomos, logo são estruturas e se são estruturas morrem. Através do conhecimento de nossos corpos apreendemos nossos sentidos, mas os corpos emitem átomos que prosseguem para o infinito através de contatos, como no caso de um jardim florido, o perfume das flores, seria a emissão daqueles átomos.
Interessante constar que para esse filósofo a conversa psicanalítica é muito pertinente, pois o século XX nos traz com Freud o entendimento do inconsciente, porém parece que o entendimento acerca do inconsciente não se restringe somente a essa esfera. Para Lucrecio existe um inconsciente natural que pertença já aos átomos da existência que são infinitos e imutáveis. Há uma oposição do sujeito psicológico ao pensamento da natureza, falar do amor é manifestação da nossa subjetividade, bem como os terrores e necessidade geram a necessidade do consultório psicanalítico.
Importante lembrar que a morte de Deus, não se daria em Nietzsche, mas sim em Kant, quando na Crítica da Razão Pura, ele lança a morte especulativa de Deus, e Claudio ainda diz mais, argumenta que somente a literatura ateísta é que pode nos levar a algum tipo de reflexão segura, posto que abandonaremos nossos medos.
Temos por hábito dizer que somente as coisas que conhecemos existem, aquelas que não conhecemos, negamos. A morte faz parte da vida, foi o medo da morte que fomentou a existência e criação de deuses. Por isso o homem alimenta medos e incertezas, cria seu próprio inferno, seus monstros e deuses que castigam e é por isso também que se criou a função de agente social, que seria o papel do psicólogo, professor, psiquiatra, todos aqueles que auxiliam quando enfraquecemos, sim, pois o homem parece que devido as distrações perdeu seus contatos in natura.
Abarca também a questão da sexualidade, pois parece que a vida nega a sexualidade, demonstra que na humanidade há 3 tipos de formas de se relacionar sexualmente, que seriam: homossexualismo, heterossexualismo e bissexualismo. Porém na natureza existem diversas formas de haver uma relação sexual e evidencia o exemplo da orquídea que para que a vespa espalhe seu pólen, cria um tecido que parece-se com a barriga de uma abelha, logo a vespa sente o cheiro da abelha e se lava no pólen e dessa forma a orquídea garante sua sobrevivência, levantamos também a relação que há entre uma folha e a gota d’água. A essas manifestações o filósofo trata como in natura.
A diferença em relação ao inconsciente freudiano e o natural seria o aspecto da moral, pois na natureza não há moral a priori, foi o homem que construiu a moral, diferente da ética, que para esse pensador, representa a relação entre corpos. Logo teremos bons e maus encontros, em que nos enriqueceremos ou nos envenenaremos.
A vida é trágica, nem otimista, nem pessimista e função da filosofia é nos entristecer, se a filosofia não nos gerar um mínimo de tristeza e de angústia ela não serve para coisa alguma, pois a tragicidade da vida consiste na apreensão do trágico da existência, uma mãe que perde um filho por exemplo, o envelhecimento, são características trágicas que nos faz pensar acerca da existência. Atualmente não existem mais heróis, os heróis são criados nas novelas, são os facilitadores para um caminho ético, a ética hoje se produz na novela, na mídia, nos interesses.
Para o filósofo, existe uma diferença entre a manifestação e a expressão, argumenta que a manifestação é fenômeno relativo e pertinente somente a natureza humana já a expressão é a constatação dos fenômenos da natureza, ou seja, o nosso entendimento é cerceado por manifestações e não por expressões.
Os temores da morte são as manifestações, representações que os mitos nos revelam que o homem tem durante a vida, ou seja a culpa, o arrependimento, são manifestações que o sujeito apresenta e não se libertar desses sentimentos seria um problema para encarar a morte. Existem registros em que grupos de pessoas viviam sem culpa e nem arrependimento, pois desconheciam tais sentimentos.
Nós complicamos as coisas devido a criação da infelicidade. Para Lucrécio, Os deuses só existem enquanto emissores de átomos, enquanto compostos de átomos, quando liberam seus átomos estes encontram os homens e reverberam, assim aprendemos a ataraxia grega que seria a indiferença, a tranqüilidade em relação as coisas do mundo.
O modelo do saber ocidental em Platão, nasce após o enfraquecimento do oriente em que existe uma clara distinção, em que para o oriente se originam os sábios ou sofois para os gregos e no ocidente caracterizou-se a filosofia, ou seja o amante da sabedoria e não o sábio. Para o ocidente, queremos saber o que é , lança-se a pergunta para a definição da coisa e da função dela.
Com Platão teremos uma filosofia sedentária que esta baseada na condução, na representação, repetição e a filosofia nômade oriental, a qual originou-se nos estudos de Lucrecio como sendo libertadora do medo da morte e sendo a alma para ele um conjunto de átomos e desse modo desintegra-se, a morte seria um desfazer-se dos átomos. O átomo é eterno e não o conjunto que é o corpo, o átomo não tem parte.
Argumenta que a visão que temos do amor no ocidente é uma visão amarrada e amparada pela punição, pela cobrança, pela culpa. O amor foi deturpado. Toma a representação de Venus como o amor voltado ao prazer e Eros o amor da criação, o qual é manifestação do homem, enquanto Venus seria expressão do amor, voluptas, prazer, logo o amor Eros não é real, é elaboração é manifestação, enquanto o de Venus seria expressão. Distinguir esses conceitos é fundamental na filosofia de Claudio Ulpiano.
O amor que aprisiona não existe, o amor é também causa das infelicidades do outro, não podemos ser dependentes do outro ser, todos somos plenos. A dor deve ser evitada, a religião é que impõe a dor como um pagamento pela vida eterna, pois como é tão boa precisa se superar e pagar por isso.
Claudio não se restringe a uma filosofia fechada numa monografia de um pensador somente, como ele mesmo argumenta, sua linha de raciocínio é aberta, utilizando-se inclusive do cinema e da literatura como fontes inesgotáveis de filosofar.
Para tanto, caracteriza o rosto enquanto representação de uma “socialização” argumenta que nossos rostos revelam quem somos devido as nossas expressões, cultura e geografia.
O rosto é indivuante e comunicante, em alguns cineastas como Ingmar Bergman em “morangos silvestres” podemos perceber o que chama-se de primeira idade ou primeiro plano, ou seja, o closed, esta ação descaracteriza a humanização social do rosto e deixa que ele se revele nele mesmo, observando as características contigentes dele próprio, esse também é o exercício da arte, revelar traços desumanizando, des socializando. A arte para Lucrecio através da expressão tenta produzir algo que libere os fantasmas, desumanizando, através da “expressão”.
Para Lucrecio o homem possui categorias que se revelam através de faculdades, coloca a sensibilidade, a memória, a inteligência entre outros como tais categorias e para Chowsky, pensar não pertence ao sujeito, não estamos habituados a pensar.
O homem foi quem criou a infelicidade, por isso tem que criar o super homem para superá-la, pois tem que derrubar o homem com seus medos, incertezas para dar lugar a um homem seguro e tranquilo em relação a morte. Modificar hábitos é essencial para o homem que quer encarar seus medos.
Ouvi algumas aulas e me apaixonei.
Pesquisando, descobri que Claudio é filósofo brasileiro, lá do nordeste, morreu em 1999 e deixou um pensamento vasto e bastante alinhado com nossa realidade contemporânea, trazendo respostas e inquietações pertinentes ao momento.
Quero partilhar algumas considerações.
Lucrécio: A felicidade suprema e a Arte humana da infelicidade .
Nessa aula Ulpiano abarca a questão da felicidade suprema e a infelicidade em Lucrécio,denomina a criação do mito enquanto manifestação do homem, criado para apaziguar e amenizar o medo da morte. Em que o homem é produtor do falso, criou a idéia da infinitude na criação humana, os temores do inferno, como os castigos, as punições. As perturbações na alma geram sofrimentos imensos, emanam fantasmas que assombram o homem. Nossos átomos não nos pertencem, argumenta, pertencem ao universo, tudo que existe é átomo e vazio. Quando caímos produzimos dentro de nós pensamentos e são esses que nos libertarão, enquanto nossos fantasmas só nos aprisionarão.
Há em Lucrécio na obra “Da natureza” uma tentativa de afastar o homem do medo da morte, em provar que depois de mortos, estamos MORTOS, ao contrário da religião que prega que depois da morte, teremos a vida eterna, representando a infinitude e a imoralidade da alma.
Considera que o infinito só existe em ato e não em potencia, pois sabemos que existe o infinito, mas não damos conta de pensá-lo. Bem como argumenta que existem 2 tipos de infinito, o infinito vazio e o infinito de átomos, esses átomos diferentemente da Física quântica, ou dos tomistas, representa uma unidade e não se faz de forma estrutural, os átomos não teriam partes, mas sim seriam inteiros e não nascem e nem morrem. Todos os corpos são constituídos por conjunto de átomos, logo são estruturas e se são estruturas morrem. Através do conhecimento de nossos corpos apreendemos nossos sentidos, mas os corpos emitem átomos que prosseguem para o infinito através de contatos, como no caso de um jardim florido, o perfume das flores, seria a emissão daqueles átomos.
Interessante constar que para esse filósofo a conversa psicanalítica é muito pertinente, pois o século XX nos traz com Freud o entendimento do inconsciente, porém parece que o entendimento acerca do inconsciente não se restringe somente a essa esfera. Para Lucrecio existe um inconsciente natural que pertença já aos átomos da existência que são infinitos e imutáveis. Há uma oposição do sujeito psicológico ao pensamento da natureza, falar do amor é manifestação da nossa subjetividade, bem como os terrores e necessidade geram a necessidade do consultório psicanalítico.
Importante lembrar que a morte de Deus, não se daria em Nietzsche, mas sim em Kant, quando na Crítica da Razão Pura, ele lança a morte especulativa de Deus, e Claudio ainda diz mais, argumenta que somente a literatura ateísta é que pode nos levar a algum tipo de reflexão segura, posto que abandonaremos nossos medos.
Temos por hábito dizer que somente as coisas que conhecemos existem, aquelas que não conhecemos, negamos. A morte faz parte da vida, foi o medo da morte que fomentou a existência e criação de deuses. Por isso o homem alimenta medos e incertezas, cria seu próprio inferno, seus monstros e deuses que castigam e é por isso também que se criou a função de agente social, que seria o papel do psicólogo, professor, psiquiatra, todos aqueles que auxiliam quando enfraquecemos, sim, pois o homem parece que devido as distrações perdeu seus contatos in natura.
Abarca também a questão da sexualidade, pois parece que a vida nega a sexualidade, demonstra que na humanidade há 3 tipos de formas de se relacionar sexualmente, que seriam: homossexualismo, heterossexualismo e bissexualismo. Porém na natureza existem diversas formas de haver uma relação sexual e evidencia o exemplo da orquídea que para que a vespa espalhe seu pólen, cria um tecido que parece-se com a barriga de uma abelha, logo a vespa sente o cheiro da abelha e se lava no pólen e dessa forma a orquídea garante sua sobrevivência, levantamos também a relação que há entre uma folha e a gota d’água. A essas manifestações o filósofo trata como in natura.
A diferença em relação ao inconsciente freudiano e o natural seria o aspecto da moral, pois na natureza não há moral a priori, foi o homem que construiu a moral, diferente da ética, que para esse pensador, representa a relação entre corpos. Logo teremos bons e maus encontros, em que nos enriqueceremos ou nos envenenaremos.
A vida é trágica, nem otimista, nem pessimista e função da filosofia é nos entristecer, se a filosofia não nos gerar um mínimo de tristeza e de angústia ela não serve para coisa alguma, pois a tragicidade da vida consiste na apreensão do trágico da existência, uma mãe que perde um filho por exemplo, o envelhecimento, são características trágicas que nos faz pensar acerca da existência. Atualmente não existem mais heróis, os heróis são criados nas novelas, são os facilitadores para um caminho ético, a ética hoje se produz na novela, na mídia, nos interesses.
Para o filósofo, existe uma diferença entre a manifestação e a expressão, argumenta que a manifestação é fenômeno relativo e pertinente somente a natureza humana já a expressão é a constatação dos fenômenos da natureza, ou seja, o nosso entendimento é cerceado por manifestações e não por expressões.
Os temores da morte são as manifestações, representações que os mitos nos revelam que o homem tem durante a vida, ou seja a culpa, o arrependimento, são manifestações que o sujeito apresenta e não se libertar desses sentimentos seria um problema para encarar a morte. Existem registros em que grupos de pessoas viviam sem culpa e nem arrependimento, pois desconheciam tais sentimentos.
Nós complicamos as coisas devido a criação da infelicidade. Para Lucrécio, Os deuses só existem enquanto emissores de átomos, enquanto compostos de átomos, quando liberam seus átomos estes encontram os homens e reverberam, assim aprendemos a ataraxia grega que seria a indiferença, a tranqüilidade em relação as coisas do mundo.
O modelo do saber ocidental em Platão, nasce após o enfraquecimento do oriente em que existe uma clara distinção, em que para o oriente se originam os sábios ou sofois para os gregos e no ocidente caracterizou-se a filosofia, ou seja o amante da sabedoria e não o sábio. Para o ocidente, queremos saber o que é , lança-se a pergunta para a definição da coisa e da função dela.
Com Platão teremos uma filosofia sedentária que esta baseada na condução, na representação, repetição e a filosofia nômade oriental, a qual originou-se nos estudos de Lucrecio como sendo libertadora do medo da morte e sendo a alma para ele um conjunto de átomos e desse modo desintegra-se, a morte seria um desfazer-se dos átomos. O átomo é eterno e não o conjunto que é o corpo, o átomo não tem parte.
Argumenta que a visão que temos do amor no ocidente é uma visão amarrada e amparada pela punição, pela cobrança, pela culpa. O amor foi deturpado. Toma a representação de Venus como o amor voltado ao prazer e Eros o amor da criação, o qual é manifestação do homem, enquanto Venus seria expressão do amor, voluptas, prazer, logo o amor Eros não é real, é elaboração é manifestação, enquanto o de Venus seria expressão. Distinguir esses conceitos é fundamental na filosofia de Claudio Ulpiano.
O amor que aprisiona não existe, o amor é também causa das infelicidades do outro, não podemos ser dependentes do outro ser, todos somos plenos. A dor deve ser evitada, a religião é que impõe a dor como um pagamento pela vida eterna, pois como é tão boa precisa se superar e pagar por isso.
Claudio não se restringe a uma filosofia fechada numa monografia de um pensador somente, como ele mesmo argumenta, sua linha de raciocínio é aberta, utilizando-se inclusive do cinema e da literatura como fontes inesgotáveis de filosofar.
Para tanto, caracteriza o rosto enquanto representação de uma “socialização” argumenta que nossos rostos revelam quem somos devido as nossas expressões, cultura e geografia.
O rosto é indivuante e comunicante, em alguns cineastas como Ingmar Bergman em “morangos silvestres” podemos perceber o que chama-se de primeira idade ou primeiro plano, ou seja, o closed, esta ação descaracteriza a humanização social do rosto e deixa que ele se revele nele mesmo, observando as características contigentes dele próprio, esse também é o exercício da arte, revelar traços desumanizando, des socializando. A arte para Lucrecio através da expressão tenta produzir algo que libere os fantasmas, desumanizando, através da “expressão”.
Para Lucrecio o homem possui categorias que se revelam através de faculdades, coloca a sensibilidade, a memória, a inteligência entre outros como tais categorias e para Chowsky, pensar não pertence ao sujeito, não estamos habituados a pensar.
O homem foi quem criou a infelicidade, por isso tem que criar o super homem para superá-la, pois tem que derrubar o homem com seus medos, incertezas para dar lugar a um homem seguro e tranquilo em relação a morte. Modificar hábitos é essencial para o homem que quer encarar seus medos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
MOVIMENTO UNIÃO CULTURAL
Diversidade Cultural
O movimento UNIÃO CULTURAL, fomentado pelo poeta taubateano Luiz Antonio Cardoso, gira em torno do assunto “cultura” e hábitos do cotidiano que espera através dos participantes elevarem os conhecimentos acerca de nossa realidade e de outras até então desconhecidas.
Espera-se que ao se reunir com periodicidade mensal ou quinzenal com estatuto montado visando o respeito ao próximo como premissa básica, bem como a isonomia partidária ou religiosa, distribuir às culturas participantes e através de textos ou experiência prevalecer o bom senso e as características científicas para se basear o diálogo intercultural acerca daquela cultura que será abordada, sempre pronto para aprender e compreender a realidade apontada.
Através disso, considera-se que a partir da iniciativa de reunir pessoas dispostas a analisar sua diversidade cultural bem como sua realidade cotidiana, possamos elencar os aspectos culturais que nos cercam facilitando o olhar para nossa realidade com entendimento desmistificado, podendo então atrelar elementos que possam gerir um arcabouço criativo acerca das dúvidas que nossa contemporaneidade nos traz, facilitando assim o caminhar.
Concluímos então que o movimento nascente “UNIÃO CULTURAL” bem como todas as ações que nosso nobre amigo poeta sempre produz, tem em si o objetivo de nos enriquecer e nos brindar com novos aprendizados e experiências que para os que almejam uma vida com qualidade são imprescindíveis, a diversidade é sem dúvida um princípio a ser observado, pois o outro é o outro e nunca aquilo que queremos que seja, saber respeitar isso já é um bom princípio. Parabéns pela iniciativa!!!
O movimento UNIÃO CULTURAL, fomentado pelo poeta taubateano Luiz Antonio Cardoso, gira em torno do assunto “cultura” e hábitos do cotidiano que espera através dos participantes elevarem os conhecimentos acerca de nossa realidade e de outras até então desconhecidas.
Espera-se que ao se reunir com periodicidade mensal ou quinzenal com estatuto montado visando o respeito ao próximo como premissa básica, bem como a isonomia partidária ou religiosa, distribuir às culturas participantes e através de textos ou experiência prevalecer o bom senso e as características científicas para se basear o diálogo intercultural acerca daquela cultura que será abordada, sempre pronto para aprender e compreender a realidade apontada.
Através disso, considera-se que a partir da iniciativa de reunir pessoas dispostas a analisar sua diversidade cultural bem como sua realidade cotidiana, possamos elencar os aspectos culturais que nos cercam facilitando o olhar para nossa realidade com entendimento desmistificado, podendo então atrelar elementos que possam gerir um arcabouço criativo acerca das dúvidas que nossa contemporaneidade nos traz, facilitando assim o caminhar.
Concluímos então que o movimento nascente “UNIÃO CULTURAL” bem como todas as ações que nosso nobre amigo poeta sempre produz, tem em si o objetivo de nos enriquecer e nos brindar com novos aprendizados e experiências que para os que almejam uma vida com qualidade são imprescindíveis, a diversidade é sem dúvida um princípio a ser observado, pois o outro é o outro e nunca aquilo que queremos que seja, saber respeitar isso já é um bom princípio. Parabéns pela iniciativa!!!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Então, é Natal!
E alguns de nós jantaremos fartamente e seremos todos abraçados e felicitados...é Natal.
Nasceu Jesus em Belém!!!
Bom, não enveredaremos para essa análise. Sabe-se que não foi nem dezembro que ele nasceu...mas...
Quero partilhar a recomposição do meu ser em relação aos últimos posts.
Voltei para o yoga, ando mergulhando fundo dentro de mim e advinhem, tenho encontrado uma pessoa quase desconhecida, eu mesma.
De fato, sem máscaras, artifícios, desculpas, pontos de fuga...
Dedicarei 2011, bem como até o fim da vida, uma atenção especial a nossa amizade (eu e eu mesma), descobri que dedico pouco amor a ela, que nos enganamos tanto que nos distraimos do que de fato ocorre.
Sim, pois tudo depende da forma que se encara as coisas, do ponto de vista e isso é mais sério do que parece.
Por que sentimos tão distintamente um do outro, por que nossa característica comportamental de personalidade parece ser algo tão genético?
Que fenomeno é esse que liga grande parte da nossa energia em agir para o não agir?
Por que nos adiantamos sempre em querer sofrer, sendo que tudo poderia ser mais simples?
A questão parece exatamente essa, o querer, o desejo. É preciso eliminar o desejo. Sofro quando penso assim, me sinto realmente um alface, parte de toda a natureza, de um cosmo, como se não importasse de fato o que se pensa, então para que pensar? por que dedicamos tanto tempo a entender as coisas para não sofrermos?
Ou será que o fato que incomoda é a morte, o fim. Será que não preciso realmente me preocupar com ela, como os epicuristas sinalizam "Não precisamos nos preocupar com a morte, pois quando ela chegar já não somos".
Porque precisamos entender as coisas para não sofrer com elas? OU você não precisa?
Me conte sobre isso, aguardo sua análise, vamos fazer algo divertido por aqui.
Nasceu Jesus em Belém!!!
Bom, não enveredaremos para essa análise. Sabe-se que não foi nem dezembro que ele nasceu...mas...
Quero partilhar a recomposição do meu ser em relação aos últimos posts.
Voltei para o yoga, ando mergulhando fundo dentro de mim e advinhem, tenho encontrado uma pessoa quase desconhecida, eu mesma.
De fato, sem máscaras, artifícios, desculpas, pontos de fuga...
Dedicarei 2011, bem como até o fim da vida, uma atenção especial a nossa amizade (eu e eu mesma), descobri que dedico pouco amor a ela, que nos enganamos tanto que nos distraimos do que de fato ocorre.
Sim, pois tudo depende da forma que se encara as coisas, do ponto de vista e isso é mais sério do que parece.
Por que sentimos tão distintamente um do outro, por que nossa característica comportamental de personalidade parece ser algo tão genético?
Que fenomeno é esse que liga grande parte da nossa energia em agir para o não agir?
Por que nos adiantamos sempre em querer sofrer, sendo que tudo poderia ser mais simples?
A questão parece exatamente essa, o querer, o desejo. É preciso eliminar o desejo. Sofro quando penso assim, me sinto realmente um alface, parte de toda a natureza, de um cosmo, como se não importasse de fato o que se pensa, então para que pensar? por que dedicamos tanto tempo a entender as coisas para não sofrermos?
Ou será que o fato que incomoda é a morte, o fim. Será que não preciso realmente me preocupar com ela, como os epicuristas sinalizam "Não precisamos nos preocupar com a morte, pois quando ela chegar já não somos".
Porque precisamos entender as coisas para não sofrer com elas? OU você não precisa?
Me conte sobre isso, aguardo sua análise, vamos fazer algo divertido por aqui.
sábado, 4 de dezembro de 2010
LUTO E DOR
Desde que me entendo por gente, nunca fui lá muito fã da vida como me foi apresentada, assim posta, toma, aceita, é isso, é sua e acabou, nasceu assim e vai morrer e ponto e tudo por que Deus quis.
Não, na verdade, nunca aceitei essa representação da vida que me ofereciam, sempre pensei nela como algo que deveria haver mais, seria impossível que fosse somente isso, seria, no mínimo, não razoável. Talvez por isso estude há mais de 15 anos sobre o assunto e talvez enlouqueca tal qual Goya ou Nietz.
As vezes, penso que o que não é razoável é pensarmos sobre ela, deveríamos apenas viver. Mas, viver o que?
O que é a vida de fato? pois esse conforto e bem estar que tenho aqui, mais me parece a ilusão de um conformismo em que me encaixo do que vida.
Certamente tenhamos situações de misérias sem dúvidas, desigualdades sociais e corrupções que nem se fala, mas não é essa a questão, estamos falando aqui daquilo que é possível ser dito ou seja, aquilo que faz parte do natural talvez fosse melhor usar algo como "hermético", quero dizer sem influencia do humano, mas a partir dele, algo que é digno de ser pensado e vivido, talvez para mim, a única função da existencia: entendê-la!
Minha douta ignorância dos princípios budistas do "apenas viva" ..... que por sinal acho nobríssimo e muito respeito ....mas tenho uma vontade profunda de passar o dia a pastar como um burro, ou uma vaca, que se encaixaria melhor no meu perfil, usando uma ponta de humor... creio que vai dar no mesmo, tirando o conforto é claro. Diante disso, acho mais emocionate ir para o Haiti.
Talvez vida fosse a possibilidade de existir a cada instante, (aliás, Deleuze, nietz, e outros, tbm acham, mas o objetivo do texto é um desabafo e não um tratado ou artigo científico) isso mesmo, talvez o que melhor representasse a vida nesse momento para mim seria a guerra massiva, a trincheira, ou aquelas cenas africanas com as crianças esperando os helicopteros com comidas que chegam a nos tirar o ar, isso sim, TALVEZ, seria vida, SE caso eu conseguisse atravessar até o outro lado VIVA, aí sim, poderia se dizer que viveria, que de fato, teríamos um real motivo para viver, chegar vivo do outro lado.
Pois hoje, parece-me que "vida" virou algo mercadológico...sim, pois a vida é....não há como dizer mais sobre isso...a vida é...ok, vamos lá....
é o que????
é o que? é o que vc quiser, o que vc achar conveniente o que for bom, mesmo que seja tirar os filhos de uma mãe e obrigá-la a pagar pensão na justiça só por vaidade ou para demonstrar força ou poder para alguma outra pessoa ver que vc é forte. Mesmo que para isso vc mate ou morra.
Ou ainda, muitos dizem que vivem trabalham o dia todo arduamente, pagam seus inúmeros carnes arduamente, não pensam em outra coisa senão em dinheiro e em como saldar suas contas nos bancos e sair de seus especiais, contam os dias para chegar o dia do pagamento para saber o que poderá fazer para "viver", ah sim, pois há uma relação entre essa vida e a felicidade tem mais essa. E chamam isso de vida e acreditam piamente que vivem ou pior, alguns esperam a aposentadoria para viver, alguns dão sorte, outros não resistem, morrem junto com a aposentadoria.
Parece que viver é sinônimo de felicidade. Onde mesmo????
Lógico que mortal nenhum vai negar que existe para ser feliz e nenhum vai afirmar o contrário.Mas, o que é Felicidade mesmo?
Bom, no meu sonho dessa noite e nas lágrimas que molham minhas roupas agora e dificultam minha escrita FELICIDADE seria ver meu filho chegando e receber um abraço seu, como quando ele fazia da escola, ou ter um embate filosófico com a mais velha sentada no quintal com os gatinhos como fazíamos antes de sermos mutilados, por uma frívola "bola da vez", sim, pois sempre há uma tal como em guerras, sempre há aquelas forças que estão por trás, porque as bases "manipuláveis" sempre são fracas, comandadas sempre pelo DINHEIRO.
Hoje percebo claramente isso, porque parimos, penso que a natureza é tão perfeita que nos faz mães para que não tenhamos que PERDER TEMPO buscando encontrar outras razões para se viver, ou outras coisas para o que se fazer com elas, claro que me refiro aquelas pessoas que estão interessadas na vida, na hermeneutica, e não no pão e no circo.
Pois a experiencia do nascimentos, Àqueles mesmo que sim, dão todo o sentido da vida, que sem necessidade nenhuma de tentar entender, ao nascer quando olhamos aqueles seres ao quais geramos e amamos desde que nos embrenhamos deles não é necessário ir ao Talibã ou ao Haiti ou ver as misérias da vida ou quaisquer outras coisas para se saber que vida é no mínimo ...AMOR....e que no caso egoísticamente da mãe é o mais PURO amor que há.
e o mais difícil de ser desvincilhado também.
Dessa forma, eu gostaria muito de ser uma daquelas talibanesa, para quem sabe ser alvejada e apedrejada senão talvez estivesse estilhaçada sob pedradas, uma a uma, bem lentamente, o que sem dúvida, seria muito mais interessante e menos doloroso, e que para mim nesse momento é o que consigo representar a dor que abarca minha alma de mãe ferida.
Não, na verdade, nunca aceitei essa representação da vida que me ofereciam, sempre pensei nela como algo que deveria haver mais, seria impossível que fosse somente isso, seria, no mínimo, não razoável. Talvez por isso estude há mais de 15 anos sobre o assunto e talvez enlouqueca tal qual Goya ou Nietz.
As vezes, penso que o que não é razoável é pensarmos sobre ela, deveríamos apenas viver. Mas, viver o que?
O que é a vida de fato? pois esse conforto e bem estar que tenho aqui, mais me parece a ilusão de um conformismo em que me encaixo do que vida.
Certamente tenhamos situações de misérias sem dúvidas, desigualdades sociais e corrupções que nem se fala, mas não é essa a questão, estamos falando aqui daquilo que é possível ser dito ou seja, aquilo que faz parte do natural talvez fosse melhor usar algo como "hermético", quero dizer sem influencia do humano, mas a partir dele, algo que é digno de ser pensado e vivido, talvez para mim, a única função da existencia: entendê-la!
Minha douta ignorância dos princípios budistas do "apenas viva" ..... que por sinal acho nobríssimo e muito respeito ....mas tenho uma vontade profunda de passar o dia a pastar como um burro, ou uma vaca, que se encaixaria melhor no meu perfil, usando uma ponta de humor... creio que vai dar no mesmo, tirando o conforto é claro. Diante disso, acho mais emocionate ir para o Haiti.
Talvez vida fosse a possibilidade de existir a cada instante, (aliás, Deleuze, nietz, e outros, tbm acham, mas o objetivo do texto é um desabafo e não um tratado ou artigo científico) isso mesmo, talvez o que melhor representasse a vida nesse momento para mim seria a guerra massiva, a trincheira, ou aquelas cenas africanas com as crianças esperando os helicopteros com comidas que chegam a nos tirar o ar, isso sim, TALVEZ, seria vida, SE caso eu conseguisse atravessar até o outro lado VIVA, aí sim, poderia se dizer que viveria, que de fato, teríamos um real motivo para viver, chegar vivo do outro lado.
Pois hoje, parece-me que "vida" virou algo mercadológico...sim, pois a vida é....não há como dizer mais sobre isso...a vida é...ok, vamos lá....
é o que????
é o que? é o que vc quiser, o que vc achar conveniente o que for bom, mesmo que seja tirar os filhos de uma mãe e obrigá-la a pagar pensão na justiça só por vaidade ou para demonstrar força ou poder para alguma outra pessoa ver que vc é forte. Mesmo que para isso vc mate ou morra.
Ou ainda, muitos dizem que vivem trabalham o dia todo arduamente, pagam seus inúmeros carnes arduamente, não pensam em outra coisa senão em dinheiro e em como saldar suas contas nos bancos e sair de seus especiais, contam os dias para chegar o dia do pagamento para saber o que poderá fazer para "viver", ah sim, pois há uma relação entre essa vida e a felicidade tem mais essa. E chamam isso de vida e acreditam piamente que vivem ou pior, alguns esperam a aposentadoria para viver, alguns dão sorte, outros não resistem, morrem junto com a aposentadoria.
Parece que viver é sinônimo de felicidade. Onde mesmo????
Lógico que mortal nenhum vai negar que existe para ser feliz e nenhum vai afirmar o contrário.Mas, o que é Felicidade mesmo?
Bom, no meu sonho dessa noite e nas lágrimas que molham minhas roupas agora e dificultam minha escrita FELICIDADE seria ver meu filho chegando e receber um abraço seu, como quando ele fazia da escola, ou ter um embate filosófico com a mais velha sentada no quintal com os gatinhos como fazíamos antes de sermos mutilados, por uma frívola "bola da vez", sim, pois sempre há uma tal como em guerras, sempre há aquelas forças que estão por trás, porque as bases "manipuláveis" sempre são fracas, comandadas sempre pelo DINHEIRO.
Hoje percebo claramente isso, porque parimos, penso que a natureza é tão perfeita que nos faz mães para que não tenhamos que PERDER TEMPO buscando encontrar outras razões para se viver, ou outras coisas para o que se fazer com elas, claro que me refiro aquelas pessoas que estão interessadas na vida, na hermeneutica, e não no pão e no circo.
Pois a experiencia do nascimentos, Àqueles mesmo que sim, dão todo o sentido da vida, que sem necessidade nenhuma de tentar entender, ao nascer quando olhamos aqueles seres ao quais geramos e amamos desde que nos embrenhamos deles não é necessário ir ao Talibã ou ao Haiti ou ver as misérias da vida ou quaisquer outras coisas para se saber que vida é no mínimo ...AMOR....e que no caso egoísticamente da mãe é o mais PURO amor que há.
e o mais difícil de ser desvincilhado também.
Dessa forma, eu gostaria muito de ser uma daquelas talibanesa, para quem sabe ser alvejada e apedrejada senão talvez estivesse estilhaçada sob pedradas, uma a uma, bem lentamente, o que sem dúvida, seria muito mais interessante e menos doloroso, e que para mim nesse momento é o que consigo representar a dor que abarca minha alma de mãe ferida.
A PARTIDA ATO I
Bom, enquanto crianças, foram abandonados...quando se tornaram adolescentes, parece que tornaram-se "produtivos" economizou se com empregadas. Iniciou se um padrão doentio de dominação e ciúme, típico daqueles que preferem vampirizar a gerar suas próprias energias que aliás só voltava a se repetir.
e foi assim...uma ligação, uma tentativa de diálogo e como "Quem paga a conta" manda, tudo já fora acertado.
E dessa forma o destino foi selado sob notas de garoupas e onças, mensais, as quais, quem as pagará obviamente serei eu que além de não querer expor meus filhos a um tribunal, que tal qual "Salomão", diz: leva.
E tudo o que sobra é chorar e sofrer e mais chorar e sofrer até dilacerar a última veia lacrimogina que exista, para quem sabe assim eu me canse e vá refazer a minha vida. Certa do adágio mais claro que há: "Criamos os filhos para o mundo".
e foi assim...uma ligação, uma tentativa de diálogo e como "Quem paga a conta" manda, tudo já fora acertado.
E dessa forma o destino foi selado sob notas de garoupas e onças, mensais, as quais, quem as pagará obviamente serei eu que além de não querer expor meus filhos a um tribunal, que tal qual "Salomão", diz: leva.
E tudo o que sobra é chorar e sofrer e mais chorar e sofrer até dilacerar a última veia lacrimogina que exista, para quem sabe assim eu me canse e vá refazer a minha vida. Certa do adágio mais claro que há: "Criamos os filhos para o mundo".
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