sábado, 2 de abril de 2011

A Liga dos "Super Amigos"

O objetivo da Liga dos Super amigos, perpassa a idéia do ubermensh nietzschiano, em que a superação de si se apresenta como alternativa para o desenvolvimento de idéias pro ativas que produza efeitos éticos sociais que se alastram tal qual uma corrente do bem.
Utópico? Nem um pouco. Exponho alguns argumentos

Se superar está ligado a noção do entendimento acerca das coisas que nos cercam, desse modo, quando sinto responsável por minha ações, percebo a responsabilidade acerca delas e quando assumo a postura de que o medo da morte caminha ao nosso lado, nos dispomos com coragem de conduzir sua vida de modo que gere bem estar e boa saúde.
Desse modo, o projeto tem como objetivo Ser ponte entre o sujeito que busca seu equilíbrio e seus desejos e intenções e suas escolhas diante do cotidiano existente.
Como: Aliando-se ao bem e buscando legitimidade na existência, pois todo aquele que acredita e busca a "Verdade" está sempre em movimento para o bem, para a defesa da sociedade, observando as políticas sociais e optando pela ações de sustentabilidade, respeitando as diferenças e semeando significados a nossa essência.

Do Mundo de Sofia Encerramento

A LIGA DOS SUPER AMIGOS

Muitas coisas foram decididas nesse último encontro na faculdade.
Lançamos propostas para grupo de estudo e polarização da filosofia entre as relações existentes.
Somos muito importante, tomara que estejamos dispostos nesse momento a se
comprometer com o desafio do enfrentamento de si, em que somos
convidados ou condenados a nos ater a nós mesmos e em nossa certeza da
diversidade cultura e social que nos cerceia. Assunto aliás tratado na
aula de hoje.

Também falamos em conjunto com Freud na psicanálise acerca das pulsões que projetamos no objeto e na clareza desses movimentos em relação a forma que devemos sentir, como por exemplo o amor. Posto que hoje se tornou moeda de troca. Quanto vale seu amor?
quanto ele vale para vc mesmo? Quão longe vc quer chegar consigo mesmo?
Qto quer entender? o quanto quer ser responsável?

Caso
se interesse em continuar conosco, decidimos que teremos um encontro
informal dia 16/04 às 21:00h no salão paroquial em Tremembé para
apreciarmos o delicioso e tão aclamado bolo da Ana e combinar aspectos
metodológicos dos futuros encontros em que será decidido dias, horários e
finalidades.


"Cheguei com a expectativa de encontrar minha identidade e encontrei um caminho para ela e quero seguir esse caminho, pois me identifiquei com ele.Como isso aconteceu comigo, posso afirmar que o curso atingiu seu objetivo"


"Em termos academicos o curso nos apresentou a filosofia de forma dinamica e de fácil compreensão, utilizando termos do cotidiano na explicação de conceitos e idéias filosóficas, agregando ao nosso saber de forma natural a visão do pensar, analisar e criticar nosso meio e a nós mesmos. Pessoalmente adorei o curso e espero profundamente que este não seja o último encontro, mas o início de um novo começo"

segunda-feira, 28 de março de 2011

Da história da Filosofia

Da história da Filosofia
Inicialmente a filosofia vem atender a necessidade que o homem se vê em superar o mito, através do entendimento acerca da natureza. E a esses bravos denominamos “pré socráticos” ou “filósofos da natureza”.
A partir da contemplação e do entendimento geraram questões como a de Parmênides “ o ser é ou não é” e Heráclito que argumenta que o “homem não é o mesmo quando entra e sai do rio, nem mesmo o rio é o mesmo ao receber esse homem”.
Entre inúmeros outros que observavam que em tudo há deuses, números, átomos, elementos da natureza e por último o “homem”, é então onde encontramos Sócrates e a partir dele, todo o olhar se volta para esse humano e suas relações, sejam sociais, sejam intelectuais, sejam naturais.

Sócrates, Platão e Aristóteles, junto com os filósofos da natureza formam o conjunto ao qual denominamos FILOSOFIA ANTIGA.
A FILOSOFIA MEDIEVAL vem cristianizar os filósofos antigos e apontar direções em relação ao UNO e ABSOLUTO e ao livre arbítrio, através dos santos padres e filósofos, como Agostinho e Tomás de Aquino.
Com o advento do iluminismo, do renascimento, nasce também A FILOSOFIA MODERNA, questionando a validade da fé na razão. Nasce os direitos humanos, a constituição e a formulação social que carregamos até hoje no Ocidente e Kant nos desafia “temos que ter coragem de seguir nossa própria inteligência”.
Após as grandes guerras, com o monopólio do poder bélico e medicinal, Deus morre e o homem se vê mergulhado em si mesmo, condenado sobremaneira a ser livre, como dirá Sartre “Somos condenados a ser livres”.
Por outro lado, Nietzsche argumentará que devemos viver uma vida, ao qual possamos vivê-la da mesma forma várias vezes. E a busca pela autonomia e responsabilidade se desponta como norteador de ações éticas.
E na contemporaneidade também desponta a globalização e a tecnocracia, o reino da técnica, em que cada vez mais, o homem se desumaniza. E para dar conta a essas saídas a filosofia percebe a característica do entendimento através da linguagem. E é esse nosso esforço aqui, observar e escolher o que pensaremos e para quê pensaremos.


sábado, 12 de março de 2011

Do mundo de Sofia

O “thelos” da Filosofia
Dos momentos em que a ira nos arrebata com tamanha força que nos afasta da razão e nos aproxima dos sentimentos de uma criança que não se conforma de não ter seu desejo realizado.
Qual seria esse desejo afinal?
Querer o que não se tem, incluindo a ilusão daquilo é bom, pois quando temos, deixa de ser.
O “como” alimentar em si um sentir direcionado aos conhecimentos que possuímos, considerando o homem como divino, imortal e eterno, aprisionado em um corpo agora. Com seus questionamentos limitados a uma esfera de conhecimento somente do que vai sendo conhecido de acordo com os caminhos que se escolhe.
Por isso é que precisa-se ter muito claro a razão e o motivo da existência, posto que temos que escolher todo o tempo algo.
Esse algo pode ou não favorecer, criar causas e condições para a elaboração do que propôs a priori.
Mas será mesmo que damos conta disso?
Entende-se que quanto mais entendemos o funcionamento do nosso corpo e da elaboração dos pensamentos, podemos ser capazes de criar movimento ao redor.
É como se a fruição do pensamento transbordasse do centro de nossas cabeças e que seria o que chamamos de “mente” e transbordando pudesse “contaminar” as paredes externas a mim e criar ondas aproximando os desejos, as vontades, o querer que sabe o que quer.
Mesmo diante disso somos arrebatados por “forças” que vem de dentro, num “estrondo” dentro de mim mesmo que nos jogam para um não crer e desesperar-se da própria miséria - que sabe que não tem!
Sinto-me rica a cada novo significado e sentido que descubro. A cada nova possibilidade de ir além e alcançar as estrelas.
A fera que habita nosso ser, nos devora os sentidos, nos lança num movimento inoperante de vontades. Nos cega e nos arruína.
Como nos livramos dela? Talvez a isso se chamam de “Livramento”.
Penso que viver harmoniosamente seja um caminho, talvez não.
O homem é caos e cosmos.
Qual a possibilidade da idéia que temos sobre as coisas?
Como saber o que é o céu?
E para que sabê-lo, se não damos conta de nosso cotidiano, de nossas feras interiores que nos lançam a todo tempo contra nós mesmos. Que tomados de fúria, por uma sensação impensada de impulso de agir. O ímpeto, o impensado do agir, do sentido.
Por que é mais confortável gerar essas idéias alicerçadas em fundamentações externas a mim?
Porque mesmo querendo alcançar clareza de sentidos para não gerar desconforto, somente amor e acolhimento, mostramo-nos tão primitivos, felinos, neodertais.
Não é verdade que há todo momento conseguimos pensar nisso. Passamos horas nos ocupando com imbecilidades, ainda assim, buscadas para “desconectar-nos” e conectar-nos a uma outra realidade, de prazeres, externa, de desejos, inveja e alucinações. (como eu queria)
Por isso o caminho tem que estar claro e dito. A razão pela qual quer se obter mais conhecimento, se não o utilizamos em prol da ética, da melhoria do ser, que consiste em favorecer a linguagem para a construção de sentidos que possa expressar as saídas das crises, pois se posso sequer manifestar essa relação com a fera é porque galguei caminhos que acreditamos.
Poder fortalecer àqueles que também acreditam e buscam de alguma forma, nos fortalecendo também através daquela fruição de pensamento.
Criamos nossos desejos a partir daquilo que acreditamos. E isso não é auto ajuda, e sim autoconhecimento, consciência e esperança, faculdades unicamente humanas!



domingo, 6 de fevereiro de 2011

EXISTE PAZ NA SUA CASA?

Em conversa com o nobre amigo Luiz Antonio Cardoso, inspirador e organizador do movimento União Cultural, dentre outros, pensamos o seguinte: Discutir a paz universal é antes de tudo refletir acerca da sua própria paz, o mesmo se dá com a fraternidade, o que entendemos por fraternidade. O que seria viver como irmãos?
Atualmente, tudo desmorona ao nosso redor, a educação desfragmentada que nossa geração de 30/40 anos recebeu de nossos patriarcas já é cerceada por cultura ditatorial perene de outros tempos.
Mesmo assim, ainda sofremos como o modo que somos tratados, haja vista que entre uma geração e outra há todo um desgaste que não damos conta de enumerar, salvo em texto muito longo, o que não seria nossa intenção nesse momento.
Fica a provocação e a campanha: EXISTE PAZ EM MINHA CASA?
Filosoficamente, não resolve sabermos o que é a educação para Platão, ou a Paidéia grega, se não temos noção de como isso se aplica em nosso cotidiano.
Para Platão, por exemplo, o ideal de educação, o que os gregos chamavam de Paidéia seria grosso modo, o ensino das artes, musicas, atividades físicas, além de ser ensinado a respeitar as hierarquias e as leis da cidade. Tanto é que a criança era separada de sua mãe aos sete anos de idade para conviver com outras crianças da mesma idade e aprender.
Dessa forma, quando estivesse pronto iria para as lutas, logo depois dos 30 anos poderia se dedicar a filosofia e aqueles que apresentassem vocação poderiam passar a viver a intelectualidade, a filosofia ou continuar nas lutas e guerras.
E hoje o que entendemos por educação? Como educamos nossos filhos e qual o objetivo final antes de nossa morte em relação a vida deles?
Deixo essa provocação e convido a todos a ampliarmos essa discussão, pois a vida acontece, enquanto olhamos para ela passar e muitas vezes em nosso cotidiano não alcançamos aquilo que almejamos para o universo.
Paz e bem a todos!