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terça-feira, 9 de agosto de 2011
Filosofia e "OSPB" ...
OSPB - Organização Social Política Brasileira, essa era a sigla ensinada nas escolas no tempo da ditadura, em que nos mostrava como a "sociedade" deveria se comportar, os valores que deveríamos guardar...
quem tem mais de 30 anos se lembrará que além dela, decorávamos questionários e aprendíamos que os europeus eram bons e os índios maus, entre outras bárbaries corrigidas pelo tempo, incluindo a de que Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1500...
E então, nós que éramos crianças, crescemos e achamos que podíamos mudar o mundo, a Filosofia a grande salvadora da pátria que fora arrancada das escolas em tempo de ditadura estava retornando, e nós jovens filósofos achávamos que estávamos salvos...
Ledo engano...Tínhamos decretado nossa condenação...
Assim como parece que tem que ser em uma boa ditadura, reproduzimos, pior...
Nós, os filósofos, pensadores dos novos tempos àqueles cuja função por profissão seria o de evidenciar os fatos, escancarar e incomodar como as moscas de Sócrates, nos calamos, posto que abandonamos nossos ideais, nossos sonhos, nossas ilusões de que algo poderia ser feito, em troca de segurança, aprovação, certezas...
E junto com o grande irmão de George Orwell em 1984, docilizamos e somos docilizados sistemáticamente, vergonhosamente, discaradamente.
Somos postos em currais para sermos doutrinados...e nos calamos...
A Filosofia hoje se torna a OSPB de 30 anos atrás, com um grande diferencial...
Somos Nós que aceitamos e domesticamos nossos alunos a se tecnocratizar, a se docilizar, a ter boas notas e passar no vestibular...
Pois, hoje mais do que nunca é preciso TER para SER!!!
Afinal, sofrer para que???
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Curso de Extensão: Direito e Poder - uma leitura social
Como as amarras que nos acorrentam foram instituídas?
Como os grilhões se tornaram fixos em nossos tornozelos?
Quais caminhos para liberdade?
é Possível? a liberdade?
terça-feira, 19 de julho de 2011
Comédia "Funeral Amoroso"
Escrita por João Angelo Guimarães, tendo como diretor Pedro Bandeira, baluartes do teatro taubateano, há cerca de uns 40 anos atras inauguravam a comédia do cotidiano em Taubaté, em que demonstravam tão sabiamente o que se passa por tras da cortina que esconde a hipocrisia na sociedade.
Quando conheci João Angelo e Pedro Bandeira, por volta da década de 90, juntamente com Alessandro e Anibal, Sandra e Olavo, entre tantos outros, estrelávamos a Comédia "Funeral Amoroso", com elenco tão especial quanto os que compõem a peça nos dias de hoje.
O grupo "Orelha do Mundo" tem uma peculiaridade, que cabe revelar, como toda boa relação, tornaram-se familiares, Pedro e Sandra casaram-se e produziram a Almerinda junto com seu lindo irmão, ou seja, caso raro em que definitivamente a arte incorpora a vida.
Anibal e Alessandro, tornaram-se compadres, comparsas e íntimos, além de Olavo que brilha como nunca no cenário atual.
Porém, 20 anos mais tarde, posso afirmar que como um bom vinho, a peça ficou ainda melhor, Pedro Bandeira e Sandra, hoje tão íntimos, Alessandro, Anibal e Olavo, juntamente com Cidinha e a excelente carpideira, demonstram-nos a razão que nos leva a nos emocionar no palco da vida em que podemos representar tão bem a exatidão das manifestações humanas.
Na apresentação do dia 19 de julho de 2012, guardando a originalidade da composição de Marcos Boca, na voz de Alexandre do Carmo, num legítimo Blues, que tive a honra de ouvir compor.
Assistir esse espetáculo enaltece meu existir, por saber que partilhei de tão bons momentos, ora participando, ora assistindo, a história que foi sendo criado no enredo do cotidiano, em que temos iluminando o cenário, o filho de Alessandro Bertoli, Vinícius, o que nos mostra, que o teatro é luz que irradia por todas as direções, contaminando todas as gerações.
Obrigada amigos, pela oportunidade de vê-los brilhar tanto.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
" A INSENSATEZ"
Insensatez
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Explicações sobre a vítima...nós mesmos
Por que será que as vezes nossa natureza fica selvagem?
Ou será que não seria esse, nosso estado natural?
O do selvagem. Como já diria Rousseau.
Será que os costumes e hábitos que nos vem através das cobranças sociais, familiares, não fazem com que nos transformemos em não selvagens, seres dóceis? ou bem humorados?
Qual a relação entre mal humor e selvageria?
Será que o conceito de ordem e progresso de Augusto Comte, base a qual vive o capitalismo não teria sido fundamentado num conceito de normalidade duvidoso?
Posto que o normal foi sendo "determinado" e através dessas determinações é que somos escravizados, pois não podemos ser nós mesmos, nesse sentido a vitimização do texto anterior.
Somos somente reflexo de algo social e tudo isso se manifesta através da doença, da vida
" um ser vivo é normal num determinado meio na medida que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" (Canguilhem, 1943)
e a irritação é o seu oposto, ou expoente...ou seja, ou estamos excitados ou irritados...
Ou será que não seria esse, nosso estado natural?
O do selvagem. Como já diria Rousseau.
Será que os costumes e hábitos que nos vem através das cobranças sociais, familiares, não fazem com que nos transformemos em não selvagens, seres dóceis? ou bem humorados?
Qual a relação entre mal humor e selvageria?
Será que o conceito de ordem e progresso de Augusto Comte, base a qual vive o capitalismo não teria sido fundamentado num conceito de normalidade duvidoso?
Posto que o normal foi sendo "determinado" e através dessas determinações é que somos escravizados, pois não podemos ser nós mesmos, nesse sentido a vitimização do texto anterior.
Somos somente reflexo de algo social e tudo isso se manifesta através da doença, da vida
" um ser vivo é normal num determinado meio na medida que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" (Canguilhem, 1943)
e a irritação é o seu oposto, ou expoente...ou seja, ou estamos excitados ou irritados...
"O normal e o patológico" fragmentos
Os trechos são indicações de fragmentos da obra "O normal e o Patológico" de Georges Canguilhem, da 9ªed da editora florense de 1966 e as paginas estão referidas ao final do texto.
O texto se encontra disponível:
http://pt.scribd.com/doc/52289555/O-Normal-e-o-Patologico
"É no presente que os problemas solicitam uma reflexão. Se a reflexão leva a uma regressão, a regressão é necessariamente relativa à reflexão. Assim, a origem histórica importa menos, na verdade, que a origem reflexiva." 1966,P22
Será que, afirmando seriamente que a saúde perfeita não existe e que por conseguinte a doença não poderia ser definida, os médicos perceberam que estavam ressuscitando pura e simplesmente o problema da existência da perfeiçãoe o argumento ontológico? p.28
O problema da existência efetiva de uma saúde perfeita é análogo.Como se a saúde perfeita fosse apenas um conceito normativo, um tipo ideal? Raciocinando com todo o rigor, uma norma não existe, apenas desempenha seu papel que é de desvalorizar a existência para permitir a correção dessa mesma existência. Dizer que a saúde perfeita não existe é apenas dizer que o conceito de saúde não é o de uma existência, mas sim o de uma norma cuja função e cujo valor é relacionar essa norma com a existência a fim de provocar a modificaçãodesta. Isso não significa que saúde seja um conceito vazio. P.29
Antes de tudo, porém, no que se refere ao caso concreto da úlcera, deve-se dizer que o essencial da doença não consiste na hipercloridria, mas sim no fato de que, nesse caso, o estômago digere-se a simesmo, estado que, devemos admitir, difere profundamente do estado normal. Diga-se depassagem que esse exemplo talvez sirva para fazer entender o que é uma função normal. Uma função poderia ser chamada de normal enquanto fosse independente dos efeitos que produz. O estômago é normal enquanto digere sem se digerir. Aplica-se às funções a mesma regra que às balanças: primeiro fidelidade, depois sensibilidade p. 31
É de um modo bastante artificial, parece, que dispersamos a doença em sintomas ou a abstraímos de suas complicações. O que é um sintoma,sem contexto, ou um pano de fundo? O que é uma complicação, separada daquilo que ele complica? Quando classificamos como patológico um sintoma ou um mecanismo funcional isolados, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é sua relação de inserção na totalidade indivisível de um comportamento individual.p,34
O texto se encontra disponível:
http://pt.scribd.com/doc/52289555/O-Normal-e-o-Patologico
"É no presente que os problemas solicitam uma reflexão. Se a reflexão leva a uma regressão, a regressão é necessariamente relativa à reflexão. Assim, a origem histórica importa menos, na verdade, que a origem reflexiva." 1966,P22
Será que, afirmando seriamente que a saúde perfeita não existe e que por conseguinte a doença não poderia ser definida, os médicos perceberam que estavam ressuscitando pura e simplesmente o problema da existência da perfeiçãoe o argumento ontológico? p.28
O problema da existência efetiva de uma saúde perfeita é análogo.Como se a saúde perfeita fosse apenas um conceito normativo, um tipo ideal? Raciocinando com todo o rigor, uma norma não existe, apenas desempenha seu papel que é de desvalorizar a existência para permitir a correção dessa mesma existência. Dizer que a saúde perfeita não existe é apenas dizer que o conceito de saúde não é o de uma existência, mas sim o de uma norma cuja função e cujo valor é relacionar essa norma com a existência a fim de provocar a modificaçãodesta. Isso não significa que saúde seja um conceito vazio. P.29
Antes de tudo, porém, no que se refere ao caso concreto da úlcera, deve-se dizer que o essencial da doença não consiste na hipercloridria, mas sim no fato de que, nesse caso, o estômago digere-se a simesmo, estado que, devemos admitir, difere profundamente do estado normal. Diga-se depassagem que esse exemplo talvez sirva para fazer entender o que é uma função normal. Uma função poderia ser chamada de normal enquanto fosse independente dos efeitos que produz. O estômago é normal enquanto digere sem se digerir. Aplica-se às funções a mesma regra que às balanças: primeiro fidelidade, depois sensibilidade p. 31
É de um modo bastante artificial, parece, que dispersamos a doença em sintomas ou a abstraímos de suas complicações. O que é um sintoma,sem contexto, ou um pano de fundo? O que é uma complicação, separada daquilo que ele complica? Quando classificamos como patológico um sintoma ou um mecanismo funcional isolados, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é sua relação de inserção na totalidade indivisível de um comportamento individual.p,34
O normal e o Patológico - um ensaio acerca de George Canguilhem
Desde o nascimento, a fórceps, senti a resistência pulsar em minhas veias...
Aos sete anos já questionava a Trindade e vamos combinar não há nada de normal nisso.
Quebrar barreiras, insistir no entendimento de como as coisas são num tempo como o nosso não é lá tarefa para ajuizados.
Mas, como a filosofia é a remissora das causas ditas "perdidas", posto que para a filosofia o importante é a elucidação, o clarear das idéias...não importando quais...
Investigar, problematizar é tarefa das faculdades tidas como racionais, tanto é que desde Descartes no século XVI vemos separando as coisas para facilitar a dita ciencia.
E como não é de se espantar sempre percebemos algo na surdina das coisas, um quê de nada explicativo...esses dias enviei uma provocação a um professor sobre o nada sartreano que ficou sem resposta, ou fui tida como estúpida ou como sei lá o que, que não merecesse resposta, mas voilá as coisas e as pessoas são e ponto.
Sartre mesmo irá argumentar "O que importa não é o que fazem com vc, mas o que vc faz com o que fazem de vc".
E foi assim que encontrei Canguilhem nesse espantar com conceitos tidos como naturais e universais...
Esse francÊs que já é do século XX tendo nascido num vilarejo da França em 1904 e morrido em 1995 com 91 anos deixou um legado de provocações ao sistema positivo que estava se impondo o que nos dariam as bases do liberalismo, neo liberalismo, e nossa economia de mercado.
Além de filósofo foi médico e atuou e viveu a Segunda Grande Guerra, critica profundamente a forma de como as questões voltadas À pratica e ao olhar da medicina foi construida a partir de premissas únicas e não questionáveis como as de Broussais.
Interessante é a perspectiva que traz ao analisar o normal e o patológico do ponto de vista organico, genetico e histórico, demonstrando que o mal estar na civilização é na verdade a consequencia daquilo que fazemos de nós sem percebermos.
A falencia dos orgãos generalizadas que culmina na morte, não é mais do que o encerramento de uma sintonia de vida que não teria como não desafinar, posto que maior mistério não há da harmonia de tantas notas juntas na musica.
Bem como a distinção do ser vivo tido como normal, diante de um enquadramento que se dá no centro daquilo que definimos como norma, regra.
Quando entendemos que o conceito de normal se dá de acordo "À altura dos deveres resultantes do meio que lhe é próprio", também temos a definição do que seria o ser vivo normal quando está num determinado meio "na medida em que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" 1943, p.21
outra definição interessante seria a do conjunto dos disturbios causados atualmente são "produzidos na economia pelos agentes que tornam os fenomenos da vida mais ou menos pronunciados do que o são no estado normal".
Ou seja, nossos "stress" que geram angustia, palpitação nervosa, inercia, vontade de não fazer nada, nada mais são que sintomas de nosso tempo e nossas exigencias.
Demonstram que como tais devem ser analisadas, devemos recorrer o olhar ao que já está posto como ordem e progresso que ordem? e progresso de quem?
Quando olhamos para nosso corpo e percebemos que nada dele sabemos e que aceitamos como verdades formas de viver e manifestar para atingir objetivos para que e para quem mesmo?
Por isso os livros de auto ajuda e a necessidade das pessoas se relacionarem, segundo o autor a falta de excitação é a maior parte dos nossos males, já que no caso o início de todas as coisas, o fato vital primordial seria a excitação, o homem só existe pela intensidade dela, o oposto seria irritabilidade, ou estaríamos num estado ou no outro. E essas manifestações são exercidas nos órgãos vitais pelos meios em que somos obrigados a viver.
A idéia de Canguilhem é a de que na verdade o que só existem seria a doença.
Pois as doenças aumentam, diminuem, interrompem, deterioram a inervação do encéfalo sob os aspectos instintivo, intelectual, sensitivo e muscular.
Aquilo que é normal provém de certa normatividade, a vida só existe para esse autor por conta da "incitabilidade" que seria o que nos permite sermos afetados e reagirmos.
Se entendermos como funcionamos, talvez, só talvez, desmisitificaremos aquilo que não conseguimos explicar e perceberemos que somos mais vítimas do que imaginamos...
Aos sete anos já questionava a Trindade e vamos combinar não há nada de normal nisso.
Quebrar barreiras, insistir no entendimento de como as coisas são num tempo como o nosso não é lá tarefa para ajuizados.
Mas, como a filosofia é a remissora das causas ditas "perdidas", posto que para a filosofia o importante é a elucidação, o clarear das idéias...não importando quais...
Investigar, problematizar é tarefa das faculdades tidas como racionais, tanto é que desde Descartes no século XVI vemos separando as coisas para facilitar a dita ciencia.
E como não é de se espantar sempre percebemos algo na surdina das coisas, um quê de nada explicativo...esses dias enviei uma provocação a um professor sobre o nada sartreano que ficou sem resposta, ou fui tida como estúpida ou como sei lá o que, que não merecesse resposta, mas voilá as coisas e as pessoas são e ponto.
Sartre mesmo irá argumentar "O que importa não é o que fazem com vc, mas o que vc faz com o que fazem de vc".
E foi assim que encontrei Canguilhem nesse espantar com conceitos tidos como naturais e universais...
Esse francÊs que já é do século XX tendo nascido num vilarejo da França em 1904 e morrido em 1995 com 91 anos deixou um legado de provocações ao sistema positivo que estava se impondo o que nos dariam as bases do liberalismo, neo liberalismo, e nossa economia de mercado.
Além de filósofo foi médico e atuou e viveu a Segunda Grande Guerra, critica profundamente a forma de como as questões voltadas À pratica e ao olhar da medicina foi construida a partir de premissas únicas e não questionáveis como as de Broussais.
Interessante é a perspectiva que traz ao analisar o normal e o patológico do ponto de vista organico, genetico e histórico, demonstrando que o mal estar na civilização é na verdade a consequencia daquilo que fazemos de nós sem percebermos.
A falencia dos orgãos generalizadas que culmina na morte, não é mais do que o encerramento de uma sintonia de vida que não teria como não desafinar, posto que maior mistério não há da harmonia de tantas notas juntas na musica.
Bem como a distinção do ser vivo tido como normal, diante de um enquadramento que se dá no centro daquilo que definimos como norma, regra.
Quando entendemos que o conceito de normal se dá de acordo "À altura dos deveres resultantes do meio que lhe é próprio", também temos a definição do que seria o ser vivo normal quando está num determinado meio "na medida em que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" 1943, p.21
outra definição interessante seria a do conjunto dos disturbios causados atualmente são "produzidos na economia pelos agentes que tornam os fenomenos da vida mais ou menos pronunciados do que o são no estado normal".
Ou seja, nossos "stress" que geram angustia, palpitação nervosa, inercia, vontade de não fazer nada, nada mais são que sintomas de nosso tempo e nossas exigencias.
Demonstram que como tais devem ser analisadas, devemos recorrer o olhar ao que já está posto como ordem e progresso que ordem? e progresso de quem?
Quando olhamos para nosso corpo e percebemos que nada dele sabemos e que aceitamos como verdades formas de viver e manifestar para atingir objetivos para que e para quem mesmo?
Por isso os livros de auto ajuda e a necessidade das pessoas se relacionarem, segundo o autor a falta de excitação é a maior parte dos nossos males, já que no caso o início de todas as coisas, o fato vital primordial seria a excitação, o homem só existe pela intensidade dela, o oposto seria irritabilidade, ou estaríamos num estado ou no outro. E essas manifestações são exercidas nos órgãos vitais pelos meios em que somos obrigados a viver.
A idéia de Canguilhem é a de que na verdade o que só existem seria a doença.
Pois as doenças aumentam, diminuem, interrompem, deterioram a inervação do encéfalo sob os aspectos instintivo, intelectual, sensitivo e muscular.
Aquilo que é normal provém de certa normatividade, a vida só existe para esse autor por conta da "incitabilidade" que seria o que nos permite sermos afetados e reagirmos.
Se entendermos como funcionamos, talvez, só talvez, desmisitificaremos aquilo que não conseguimos explicar e perceberemos que somos mais vítimas do que imaginamos...
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