terça-feira, 12 de março de 2013

PERSONAL PHILOSOPHERS


Filósofa oferece serviços de aconselhamento pessoal e particular, sigiloso, discreto e viável.


Especializada em resolver questões relacionadas ao campo humano, seja no sentido religioso, financeiro, familiar, profissional, mental, sexual, em grupos, empresas ou particular.
Oferece caminhos para se resolverem questões relacionadas ao cotidiano, principalmente de cunho familiar, relacional e que tornam o cotidiano triste e insuportável, bem como dá dicas e sugestões relacionadas a tempo e dinheiro e suas implicações, escolhas, caminhos, sem desespero e dor.

Você que precisa de apoio rápido, da presença e do apoio constante de alguém que possa lhe dar amor e colo, com conselhos, que possa lhe compreender, entender, sem críticas, nem distinções em relação a sua opção sexual, cor, raça ou preferência, eque não deseja mais sofrer desnecessariamente.

Tenha atendimento EXCLUSIVO.  Rápido, seguro e rigorosamente sigiloso, quando e como e pelo tempo que quiser. Você escolhe o que quer!

Profª Simone Suelene tem mais de duas décadas em estudos, testemunhos e pesquisas sobre a violência humana e suas ferramentas, bem como para o conhecimento e a pratica de si. 
Mãezona, Já morreu e viveu meia dúzia de vezes, é com sangue que escreve sua história de quem não veio ao mundo a passeio. 
Atuou com desenvolvimento humano desde o berço, alegre, extrovertida, faz a vida parecer uma festa. 
Com sugestões úteis e simples e sérias seu dia a dia pode se tornar bem mais leve.
Tem disponibilidade para viajar, discursar, produzir textos, negociar, organizar, entre outras habilidades.

Acabe com a angústia do seu coração. Marque uma entrevista sem custos.

Fone 12 36811180 12 97288488 vivo; 12 88032275 oi; 12 82324690 tim e 12 92117957
email/msn: simone_suelene@hotmail.com
skype: simone.suelene
blog: simonesuelene.blogspot.com
facebook, twiter: simonesuelene

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quarta-feira, 6 de março de 2013

Carta à meu pai - Kafka

Foi difícil digerir Kafka, com aquela história de amanhecer barata, ou coisa parecida, aceitar e relatar o caos, me chamou a atenção, depois veio "O Processo", lia na viagem para o Mato Grosso, 3 dias de onibus, uma decepção....mas, fiquei curiosa com essa "Carta ao pai, do Frans"

Retirei fragmentos do início ao fim do livro, uma carta na verdade, 35 paginas, coisa profunda, intensa e realmente verdadeira, de quem ainda nem conhecia direito Freud, imaginem esse homem hj...

Creio que o que intriga é a clareza dos sentimentos bem entendidos e sem receios, mágoas ou amarguras, é simplesmente o relato do ocorrido, sem julgamentos ou valores e quando os há, são específicos, obra magnífica que indico especialmente aos psicanalistas que estudam as manifestações fenomenológicas da linguagem e expressão humana, num set, numa determinada hora e local, seguido de quase um ritual de desvelamento de sentidos e de juizos, quase um "transe" só para ouvir e oferecer leituras como a que Kafka nos ofereceu sobre si mesmo.

Poucos chegaram tão longe, ainda (para ele mesmo) que morreu cedo.

Seguem fragmentos, quem quiser, solicita a obra...bjs


...Eu teria precisado de um pouco de estímulo, de um pouco de amabilidade, de um pouco de abertura para o meu caminho, mas ao invés disso você o obstruiu, certamente com a boa intenção de que eu devia seguir outro. Mas para isso eu não tinha condições. Você me estimulava, por exemplo, quando eu batia continência e marchava direito, no entanto eu não era um futuro soldado; ou me estimulava quando eu comia vigorosamente e além disso conseguia beber cerveja; ou quando sabia repetir canções que não compreendia, ou arremedar suas expressões prediletas; nada disso, entretanto, fazia parte do meu futuro. E é significativo que até hoje você si me encoraje de fato naquilo que o afeta pessoalmente, quando se trata do seu amor-próprio, que eu firo (por exemplo, com o meu projeto de casamento)...

...Para mim, sempre foi incompreensível sua total falta de sensibilidade em relação à dor e à vergonha que podia me infligir com palavras e juízos: era como se você não tivesse a menor noção da sua força...


...Mas para mim, quando criança, tudo o que você bradava era logo mandamento do céu, eu jamais o esquecia, ficava sendo para mim o recurso mais importante para poder julgar o mundo, sobretudo para julgar você mesmo, e nisso o seu fracasso era completo. Como em criança eu ficava junto de você principalmente na hora das refeições, a sua lição principal era em grande parte uma lição sobre o comportamento correto à mesa. O que vinha à mesa precisava ser comido, não era permitido falar sobre
a qualidade da comida - mas você freqüentemente achava a comida intragável; chamava-a de "grude", a "besta" (a cozinheira) a tinha estragado. Como você por natureza tinha um apetite vigoroso e uma predileção especial por comer tudo rápido, quente e em grandes bocados, o filho tinha de se apressar, reinava à mesa um silêncio sombrio, interrompido por admoestações: "Primeiro coma, depois fale", ou "Mais depressa, mais depressa", ou "Veja: já terminei de comer faz muito tempo". Não era permitido partir os ossos com os dentes, mas você podia. Não era permitido sorver o vinagre, mas você podia. O principal era que se cortasse o pão direito, mas o fato de que você o fizesse com uma faca pingando molho era indiferente...

...Era preciso prestar atenção para que não caíssem restos de comida no chão, no final a maioria
deles ficava embaixo de você. À mesa não era permitido se ocupar de outra coisa a não ser da refeição, mas você polia e cortava as unhas, apontava lápis, limpava os ouvidos com o palito de dentes. Por favor, pai, me entenda bem, esses pormenores teriam sido em si mesmos totalmente insignificantes, eles só me oprimiam porque você, o homem tão imensamente decisivo, não atendia ele mesmo aos mandamentos que me impunha. Com isso o mundo se dividia para mim em três partes: uma onde eu, o escravo, vivia sob leis que tinham sido inventadas só para mim e às quais, além disso, não sabia por que, nunca podia corresponder plenamente; depois, um segundo mundo, infinitamente distante do meu, no qual você vivia, ocupado em governar, dar ordens e irritar-se com o seu não-cumprimento; e finalmente um terceiro mundo,
onde as outras pessoas viviam felizes e livres de ordens e de obediência...

...Eu vivia imerso na vergonha: ou seguia as suas leis, e isso era vergonha porque elas só valiam para mim; ou ficava teimoso, e isso também era vergonha, pois como me permitia ser teimoso diante de você?, ou então não podia obedecer porque, por exemplo, não tinha a sua força, o seu apetite, a sua destreza, embora você exigisse isso de mim como algo natural: esta era com certeza a vergonha maior. Desse modo se moviam não as reflexões, mas os sentimentos do menino....

Para o outro irmão que o intimida]
..."Faça o que quiser; por mim você está livre; você é maior de idade; não tenho conselhos para lhe dar" - e tudo naquela inflexão terrível e rouca da ira e da completa condenação, diante da qual eu hoje só tremo menos que na infância porque o sentimento de culpa exclusivo da criança foi em parte substituído pela compreensão do nosso comum
desamparo.

 "Sempre do contra em tudo" não foi realmente meu princípio de vida diante de você, como acredita e me recrimina por isso. Pelo contrário:
se eu tivesse obedecido menos, você na certa estaria muito mais satisfeito comigo. O fato é que as suas medidas educativas acertaram no alvo; não me esquivei a nenhuma
investida sua; assim como sou (naturalmente pondo de lado os fundamentos e a influência da vida), sou o resultado da sua educação e da minha docilidade. Que esse
resultado apesar disso lhe seja penoso, que você se recuse inconscientemente a reconhecê-lo como produto da sua educação, se deve justamente ao fato de que a sua
mão e o meu material eram tão estranhos um ao outro. Você dizia: "Nenhuma palavra de contestação!" e com isso queria silenciar em mim as forças contrárias que Ihe
eram tão desagradáveis, mas essa influência era muito forte para mim, eu era dócil demais, emudecia por completo, me escondia de você e só ousava me mexer quando
estava tão distante que o seu poder não me alcançava mais, pelo menos diretamente. Mas você estava ali, diante de mim, e tudo Ihe parecia ser novamente "do contra",

É fato também que você nunca me bateu de verdade. Mas os gritos, o enrubescimento do seu rosto, o gesto de tirar a cinta e deixá-la pronta no espaldar da cadeira
para mim eram quase piores.

A avareza é sem dúvida um dos sinais mais confiáveis de infelicidade profunda17

É muito fácil rebater isso em qualquer parte e aqui também. Sem dúvida não se tratava de algum ensinamento que você devesse ter dado aos seus filhos, mas sim de
uma vida exemplar; se o seu judaísmo tivesse sido mais forte, o seu exemplo também teria sido mais convincente; isso é óbvio e mais uma vez não constitui, de modo
algum, uma recriminação, apenas uma defesa contra as recriminações que você faz.22

É como se alguém tivesse de subir cinco degraus de escada
e uma segunda pessoa apenas um degrau, mas que, pelo menos para ela, é tão alto quanto aqueles cinco juntos; o primeiro vai vencer não só os cinco degraus, mas também
centenas e milhares de outros, terá levado uma vida ampla e muito fatigante, porém nenhum dos degraus que subiu terá sido para ele tão importante como, para o segundo,
aquele degrau único, primeiro, alto, impossível de escalar com as forças todas de que dispõe, e que ele não só não pode subir, como também passar por cima.
 27

Estou convencido de que casar, fundar uma família, acolher todos os filhos que vierem, mantê-los neste mundo inseguro e guiá-los um pouco, é o máximo que um homem
pode em geral conseguir. O fato de serem tantos os que o conseguem não é uma prova em contrário, pois em primeiro lugar efetivamente não são muitos os que conseguem,
e em segundo esses poucos não o "fazem", simplesmente "acontece" com eles; na verdade não é aquele máximo, mas é algo muito grande e muito honroso (principalmente
porque "fazer" e "acontecer" não se deixam distinguir nitidamente um do outro). E afinal também não se trata de modo algum desse máximo, e sim de alguma aproximação
remota, porém decente; sem dúvida não é necessário voar para o meio do sol, mas ir rastejando até um lugarzinho limpo sobre a terra, onde ele às vezes brilha e onde
é possível se aquecer um pouco.

É claro que na realidade as coisas não se encaixam tão bem como as provas contidas na minha carta, pois a vida é mais
que um jogo de paciência; mas com a correção que resulta dessa réplica - que não posso nem quero estender aos detalhes - alcançou a meu ver alguma coisa tão próxima
da verdade, que pode nos tranqüilizar um pouco e tornar a vida e a morte mais leves para ambos.

Franz




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Aforismas simonescos


  1. Escrever o pensamento é como rastreá-lo;
  2. A música dissolve as rusgas;
  3. Talvez a utilidade das coisas estejam no prazer em que se revelam;
  4. Para escrever, você pensa inicialmente, depois a escrita se revela por si e muitas vezes surpreendemo-nos com seu resultado.
  5. Parece que a doação e a generosidade dependem do quanto se tem no bolso, entendendo o bolso aqui como aquele que recebe a picada do escorpião, pois é muito fácil ser generoso com o que não lhe pertence ou que não depende de si;
  6. Perceber o instante é ver-se perdido na imensidão das possibilidades e na tristeza da impotência. Pois diante dos fatos que vislumbram a onipotência (controlar, determinar, presumir, concluir...) percebemos a evidencia da impotência, que se impõe. Posto isso, aceito isso, talvez assim, felicitarmo-no-íamos simplesmente pela arte de se expressar. 

Introdução à Psicanálise www.apsicanalise.com



terça-feira, 23 de outubro de 2012

A banalidade da vida

Se não somos muito diferentes dos outros animais, como a vaca, não sei porque a vida também não pode ser banal, aliás, em épocas mais primitivas, a família saia de casa com 10 pessoas, voltava com 5 e tava tudo certo, fazia parte...

Fala-se sobre educação, cordialidade e respeito, como elementos ausentes na sociedade, mas estou aqui a pensar sobre isso, onde é que  aprendemos isso?

Somos criados para sermos perfeitos, não errar, com severas punições, sem a menor cordialidade posto que senão nos submetermos, não  trabalharmos, não comemos, ninguém tem "dó" nem "piedade" de ninguém, somos condenados ao núcleo familiar ou institucional, pior ainda se não conseguir superar e não trabalhar...

e respeito??? desde que nascemos tudo que não temos é respeito, somos animais, jogados, paridos, respeito? o que é isso? Vamos nos aprofundar: 

A palavra respeito vem do «lat[im] respectus,ūs, "ação de olhar para trás; consideração, respeito, atenção, conta; asilo, acolhida, refúgio"; f[orma] hist[órica] sXIV respeyto, sXV respeito, sXV rrespecto» (Dicionário Eletrônico Houaiss).
Respeito quer dizer, entre outras coisas, «ato ou efeito de respeitar(-se)»; «sentimento que leva alguém a tratar outrem ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência; consideração, reverência»; e «estima ou consideração que se demonstra por alguém ou algo» (idem).

ISSO TEM PREÇO HOJE em dia...

Apanha-se ao nascer para respirar, na escola, só os berros ecoam, em casa nem se fale, parece-me que é o último lugar desses elementos, não sei, parece até que vivemos em mundos paralelos, quando pensamos que se é possível essas relações...É PRECISO MUITO ESFORÇO E VONTADE PARA SE APLICAR ESSES ELEMENTOS....não é de graça....o mínimo de respeito que temos é apenas para garantir a sobrevivência...

Essa escrita não é de jeito nenhum crítica, só uma perspectiva, um olhar, muito particular, talvez...creio que a humanidade seria melhor mesmo com esses elementos, mas, confesso que no alto dos meus quase 40, aprendi a ter respeito, sendo respeitada, estou aprendendo e me esforçando para ser cordial, mas francamente, tenho vontade de me rasgar toda de desespero quando tenho que lidar com a telefônica e outros serviços aos montes por aí, que se pudesse, creio que seríamos capazes de atos violentos nesses espaços, bem como já existe no transito, pelo descaso com que somos tratados...cada qual pensa somente em suas questões...E se for o contrário disso está fadado ao fracasso.

então, fico a pensar, educação, cordialidade, respeito, numa existência em que esses elementos não constituem nossas experiências...

Qual o valor da vida? Existimos para que mesmo? 

Nesse momento capitalista é fácil responder. Para trabalhar e ponto. Senão trabalhar, não come e não mora, vai parar debaixo da ponte e em clínica para recuperação, cadeias, quantas pessoas não soubemos que tinham boas idéias debaixo do viaduto ou na cadeia?

Como encarar as questões mais óbvias sociais se os que matam e ferem, normalmente já foram feridos...

Se formos analisar biologicamente, somos só mais um dos milhões de seres vivos nesse planeta, porque raios teríamos que nos respeitar? Se isso não nos é ensinado???? como aprender isso debaixo de pauladas???? está aí, um bom desafio.

Acho importante salientar, que esse mundo aí, que gostaríamos,  deve estar bastante restrito hoje em dia.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A tragédia humana - reflexões da condição humana entre Freud, Nietzsche e Shopenhauer


http://www.apsicanalise.com/
  A partir de Freud, o homem passa a ter maior alcance sobre si mesmo, retirando cisões e buscando integrar-se cada vez mais. Nietzsche desconstrói a fé e oferece a saída “ideal” com seu super homem e enfim Shopenhauer aponta para a “realidade” escancarada da existência, sem ilusões. Aponta para o homem como dono ou servo da sua vontade. 
  
 O objetivo do curso é oferecer uma compreensão resumida dos principais conceitos teóricos desses pensadores e uma leitura de alguns recortes em suas intenções e seus propósitos em suas revelações. 

Metodologia: 08 aulas – Apresentação Histórica, bibliográfica e biográfica, Recorte com as principais questões relacionadas a evidencia da dor, do trágico, da angústia e violência humana, as bases teóricas de Nietzsche, Freud e Shopenhauer, apresentando seus conceitos e revelando suas intenções. 
Público-Alvo – Público em geral. 
Duração – de 31/10/2012 até 19/12/2012 – Quartas-feiras às 10h ou 20h EAD ou Presencial. 
Para outros horários, consultar a Escola. Investimento – 2 X R$ 199,00. Certificação – o aluno receberá certificado com carga horária total de participação. 
Coordenação – Simone Suelene Informações: 0800 772 1262