terça-feira, 29 de junho de 2010

Rede em dependência química

A partir do simpósio sobre dependência química, evento organizado a partir do CAPS de Taubaté, na faculdade Dehoniana, em que participaram diversas instituições, profissionais e interessados em auxiliar no que podem a pensar e refletir as razões que levam o sujeito a a perder-se de si mesmo, abandonando o controle sobre si para levar-se pelo que neutraliza os neurônios do sofrer.
Há muito percebe-se que estamos em guerra, em que as ferramentas oferecidas para a batalha, deixaram há muito de ser a lança ou o míssel, mas que se apresentam sob diversos aspectos, tais quais a mídia sempre nos apresenta, como a definição de um modelo instituido de belo, de bom, de necessário.
Formas de fabricar o pensar, de instituir o saber, de promover o desejo a partir da construção das necessidades, em que permeiam a realidade do POSSUIR, do TER, do PARECER, entre outros verbos que em muito tem distanciado o sujeito de si mesmo.
Dessas reflexões surgem opções, caminhos, como a de se formar uma rede a partir dessas ações, ou mesmo buscar espaços para a edificação do sujeito enquanto humanidade de diálogo em vertentes sociais como a família, o trabalho.
Faz parte das conclusões, buscar formas de divulgar os meios que existem para apoio ao sujeito em dependência, para reconsiderar pensamentos e situações que são produzidas a partir de realidades normalmente comprometidas e sem afeto que são resultado do palco dessa guerra, vestígios a ser observados, analisados para que possamos atuar diretamente no cerne das situações que são consideradas problemas e que geram para suas famílias, bem como para a sociedade em geral momentos de desespero e dor, que por vezes como consequência desabam nas penitenciarias, nas clínicas ou nos hospitais psiquiátricos.
Parece que temos dificuldade para sentir. Sentir a dor, o sofrimento, até mesmo o amor, que também gera confusão e angústia que corrobora para a perspectiva da culpa, condensada na característica da pós modernidade como obrigatória.
Aqui não caberia conclusão, somente provocações, aguardo-as ansiosa.
bjs a todos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Provocações: Qual o sentido da vida?

Qual é o sentido da vida que buscamos?
Será que todos buscam um sentido?
E se não buscam, podem realizá-lo?
Platão argumenta que uma vida sem sentido nao merece ser vivida, será?
Será que de fato a existência sucumbe a análise constante, reflexão constante?
Será que não estamos de fato fadado ao niilismo existencial e que corremos feito cão, atrás do rabo buscando sempre a repetição, devido ao fato de não ousarmos?
Será que a falta de ousadia gera a inreflexão e a repetição?
Será que conseguiremos nos livrar da repetição que nos acompanha ou nos acomete?
Será que não podemos criar livremente circunstâncias da existencia?

Difícil... como criar circunstâncias, se estamos atrelados a existencia?
Para criar novas palavras, é preciso que o populismo se consuma, e para se criar sentido, o que deve ser considerado?
A propria existencia, mas, e se essa existencia for vazia de significado, só consumo, ainda assim, continuará sendo existencia?
Existimos pq consumimos, caso contrário já teríamos caido na insignificancia de um pedinte ou de um amolador qquer, nosso significado está hj, diretamente ligado à construção contemporanea de sociedade, incidente sobre o seu significado capital, eis caros leitores nosso significado existencial atual.
Qual o sentido da vida, afinal?

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Reflexões Filosóficas

É também função da filosofia analisar a realidade e desse modo buscar explicações e propor análises que possibilitem a cada ser humano, compreender, vivenciar, existir como construtor autônomo e responsável da sua própria existência.
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Podemos simplificar essa ação acerca da reflexão efetiva de como o Brasil acontece hoje. De como nossa cidade, nosso estado, reage às questões propostas para um fim mundial. Pois se o planeta está comprometido, cada habitante dele também está. Precisamos vivenciar as questões sociais, dentro de cada esquadrinhamento que foi montado pelo próprio humano.
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Humano que como se fosse uma grande aranha a tecer, arrematando suas teias em valores, crenças e hábitos, acreditando ser sua melhor forma de tecer, ou até mesmo se aproveitando de sua condição de aranha. Por todos os instantes escolhemos e decidimos por ações dentro desse esquadrinhamento, engessando valores, preconceitos e paradigmas, que ganham forma na mídia em geral, nas inúmeras formas de acesso que ganham corpo social, apontando e sugestionando sobre como conduzir a vida do cotidiano, e passivamente, permissivamente, aceitamos e acolhemos essas “sugestões”.
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O que pretendemos de fato? Creio que temos que buscar freneticamente a sobrevivência através da moeda de troca e que ficamos enfraquecidos em nossas propostas pessoais, perdendo-as dentro da necessidade do consumo que nos é aceita, ou em comprimidos de tarja preta.
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Urge buscarmos o significado da existência humana, bem como buscar o que entendemos por ética e como desejamos estar daqui há 30, 40 ou 100 anos. Necessitamos entender que nossas decisões hoje, refletem na estrutura de um planeta. Cada criança hoje, permite a possibilidade de algo distinto. Somos sementes de esperanças, plantadas em terreno muito arenoso, precisamos acreditar nas perspectivas que traçamos às nossas existências em busca de um fim comum, mesmo que dentro disso, encontremos a facilidade de vivenciar uma experiência baseada em propostas superficiais e de interesses próprios.
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Acreditamos que refletir a existência é mais do que propor reflexões em que poucos tem acesso, devido a intensidade de suas análises, mas sim, de que todos que possam ter contato com a possibilidade da perspectiva de uma construção em que possamos opinar, entender e refletir o que ocorre em nossa volta.
Não que sem essa proposta, não se possa buscar soluções. O que essa coluna propõe, é um reolhar, propondo uma provocação do entendimento acerca do humano e da vivencia e entendimento de sua realidade.
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SIMONE SUELENE

sábado, 29 de março de 2008

Filosofia, para quê?

Existem homens que empurram uma criança para a água com a intenção de a afogar; e outros homens que sacrificariam a vida para salvá-la!

Não lhe faz confusão viver num mundo em que tudo, da informação que nos "servem", às relações entre as pessoas são superficiais, quando não mesmo falsas?

Não lhe faz confusão viver num mundo que valoriza o espetáculo e a mentira ? Que premia não os que melhor fazem, ou os que dizem a verdade, mas os que melhor fingem e mentem ? Num mundo em que também os políticos, de todos os países e de todos os quadrantes, se enchem de mordomias e são tão freqüentemente corruptos ?

“O homem pode converter-se no mais divino dos animais, sempre que se o eduque corretamente; pode também, converte-se na criatura mais selvagem de todas as criaturas que habitam a terra, em caso de ser mal-educado”. Platão, em Fedro.

Uma das funções do filósofo é o critério da observação, criticidade e análise.

quarta-feira, 26 de março de 2008

SER FELIZ É UMA DECISÃO!

Você é feliz?

Durante um seminário para casais, perguntaram

a uma das esposas:

- 'Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?'

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança.

Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro 'NÃO', daqueles bem redondos!

- 'Não, o meu marido não me faz feliz'! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).

'Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz!

Eu sou feliz'.

E continuou: 'O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim.

Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade.

Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental.

E assim eu poderia citar uma lista interminável.

Eu decido ser feliz!

Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz!

Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz!

Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz!

Sou casada, mas era feliz quando estava solteira.

Eu sou feliz por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações

eu chamo de 'experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza'.

Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.

Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem feliz, porque meus amigos não me fazem feliz, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.

Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos.

Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros.

É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.

Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros.

A vida de todos fica muito mais leve. E, é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos.

Nunca deixe nas mãos de ninguém

uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.'

segunda-feira, 10 de março de 2008

Linha do tempo- Filosofia

Período Naturalista
ou Pré-Socrático.
A procura pelo Princípio Constitutivo de todas as coisas e o Nascimento da Filosofia.
Escola Jônica: Tales de Mileto; Anaximandro; Anaxímenes.
Escola Pitagórica: Pitágoras.
Escola Heleática: Xenófanes; Parmênides.
Heráclito
Empédocles
Demócrito
Período Antropológico
As questões Filosóficas se dirigem para a problematicidade da Verdade e da possibilidade do Conhecimento.
Os Sofistas: Protágoras e Gorgias.
Período Sistemático
A Filosofia Converge para a construção dos dois grandes Sistemas Filosóficos.
§ Platão e o Sistema Platônico
§
Período Ético
As questões Filosóficas se dirigem para a problematicidade do mundo Ético e a possibilidade Felicidade.
§ Estoicismo
§ Epicurismo
§ Ceticismo
Período Ético-Religioso
As soluções Filosóficas para as questões referentes ao mundo Ético e à procura da Felicidade se mesclam com as soluções de caráter religioso.
Neoplatonismo.
Os Pensadores de Alexandria: Fílon; Clemente e Orígenes
A Patrística
Pré-Agostiniana
A Construção do Pensamento Cristão
e as Tensões entre
Fé e Razão.
Os Filósofos (Terapeutas) de Alexandria:
Fílon; Clemente e Orígenes.
Plotino
A Patrística
Agostiniana
A primeira aproximação realizada entre a Filosofia Grega e a Teologia Cristã e
as primeiras conciliações entre Fé e Razão.
Santo Agostinho
O Renascimento.
Uma nova visão de mundo e as mudanças de Paradigmas: Conhecer para Transformar.
Nicolau de Cusa
Bernardino Telésio
Giordano Bruno
Michel Mantaigne
Thomas Morus
Nicolau Maquiavel
A Reforma Protestante: Lutero e Calvino
A Contra Reforma: Tomás Campanella
Os Pilares da Nova Ciência: F. Bacon e Galileu Galilei.
A Consolidação da Nova Ciência e do conceito
de Razão Instrumental.
O Racionalismo: R. Descartes, Spinoza, Malebranche, Leibniz, Pascal.
O Empirismo: Tomas Hobbes, J. Locke, J. Berkeley, D. Hume.
As Grandes Revoluções e a Construção da Modernidade
e do Capitalismo.
O Iluminismo Francês: Montesquieu, Voltaire, Diderot, D’ Alambet, Condillac, Rousseau...
O Iluminismo Inglês: Newton, Boyle..
§O Iluminismo Alemão: Wolff, Lessing
§
§O Iluminismo e as duas Grandes Revoluções: “Revolução Francesa” “Revolução Industrial”.
A Transição: Da Modernidade à “Pós-Modernidade”
O Idealismo Alemão: Fichte, Schelling, Hegel e a Construção de 3o. Grande Sistema Filosófico
As Críticas ao Idealismo e à Sociedade Moderna: A Esquerda Hegeliana e o Materialismo Dialético: Feuerbch, Engels e K. Marx.
Os Voluntaristas: Schopenhauer, Hartmann, Kierkeggard, Nietzsche, Freud
Os Positivistas:
O Positivismo Francês: Saunt-Simon e Augusto Comte...
O Positivismo Inglês: Charles Darwin, Herbert Spencer, Stuart Mill...
O Positivismo Alemão: Richard Avenarius, Ernst Mach...
O Positivismo Italiano: Carlo Cattaneo, Roberto Ardigò...
A Fenomenologia: Edmund Husserl
O Existencialismo: K. Jaspers, Gabriel Marcel, Sartre, Heidegger...
O Espiritualismo: Henri Bérgson, Blondel, J. Maritain...
O Estruturalismo: Lévi-Strauss, M. Foucault.
Os Revisionistas e a Teoria Crítica: Gramsci, Marcuse, Horkheimer, Adorno, Garandy...
A Filosofia da Ciência e a Epistemologia: Bertrand Russell, Karl Popper...
A Filosofia da Linguagem: Ludwig Wittgenstein, Rudolf Carnap e o Círculo de Viena.
O Pragmatismo e os Filósofos Americanos: John Dewey, Peirce, William James, John Watson, Skinner ...
A 2a. Guerra Mundial, As Grandes Descobertas Científica e a Pós-Modernidade
As Leituras e Críticas à “Pós-Modernidade”: Gilles Deleuze, Felix Guattari, Jacques Derrida, Habbermas, e outros.
Filosofia da Linguagem
Teorias da Informação
Teoria Sistêmica

quinta-feira, 6 de março de 2008

A importância da Orientação Profissional

A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA FASE DA ADOLESCÊNCIA

Maria Cristina da Fonseca Redondo
Josefina Martins Carvalho
DERDIC-PUCSP

A identidade pessoal é um dos temas de maior importância na personalidade do adolescente por vincular-se à sua história pessoal, uma vez que é na adolescência que começamos a tecer nosso próprio relato de vida e que caracterizará nossa individualidade.

Na adolescência as interações sociais ampliam-se com a participação nos diferentes grupos aos quais o adolescente pertence: grupos da escola, da igreja, de esportes, de passeios no shopping, de clubes e associações, etc.

Essas novas referências possibilitam um confronto sadio com as adquiridas anteriormente na família, as quais serão utilizadas como auto-referência para dar significados pessoais aos acontecimentos, fugindo dos conflitos a serem enfrentados. Muitas vezes esses fatos são traduzidos por imaturidade emocional e enrijecimento geral da personalidade, manifestados por atitudes de padrões infantis, sem a elaboração adequada.

Nesta fase da vida, é comum encontrar queixas de que o adolescente sente-se perdido e desinteressado em relação ao seu futuro profissional. Apresenta-se com a auto-imagem deformada e confusa em relação aos seus interesses e habilidades; faz uso de soluções pouco reflexivas ou influenciadas pelos amigos e familiares.

O ideal é que o adolescente seja ativo em suas escolhas, que possa se basear na auto-análise, na compreensão pessoal, no reconhecimento de vantagens e exigências de uma ocupação. É preciso, ainda, que identifique os requisitos profissionais e analise suas características pessoais, para que possa, então, escolher de forma a ser feliz com o que faz.

O ensino fundamental e médio devem propiciar ao adolescente oportunidades onde diferentes situações conflitantes sejam discutidas, amadurecidas, superadas, ou pelo menos atenuadas. Com isso, facilitará a possibilidade desse jovem traçar um plano de carreira profissional individual mas compartilhado com seus colegas de classe, seja pela identificação de suas aspirações e limitações, seja pelas condições reais do mercado de trabalho.

Artigo extraído do texto : REDONDO, MCF; CARVALHO, JM. Capítulo V- Adolescência : Construindo a Identidade Pessoal , a ser publicado pelo MEC , 1999 ( no prelo).