quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

MOVIMENTO UNIÃO CULTURAL

Diversidade Cultural

O movimento UNIÃO CULTURAL, fomentado pelo poeta taubateano Luiz Antonio Cardoso, gira em torno do assunto “cultura” e hábitos do cotidiano que espera através dos participantes elevarem os conhecimentos acerca de nossa realidade e de outras até então desconhecidas.
Espera-se que ao se reunir com periodicidade mensal ou quinzenal com estatuto montado visando o respeito ao próximo como premissa básica, bem como a isonomia partidária ou religiosa, distribuir às culturas participantes e através de textos ou experiência prevalecer o bom senso e as características científicas para se basear o diálogo intercultural acerca daquela cultura que será abordada, sempre pronto para aprender e compreender a realidade apontada.
Através disso, considera-se que a partir da iniciativa de reunir pessoas dispostas a analisar sua diversidade cultural bem como sua realidade cotidiana, possamos elencar os aspectos culturais que nos cercam facilitando o olhar para nossa realidade com entendimento desmistificado, podendo então atrelar elementos que possam gerir um arcabouço criativo acerca das dúvidas que nossa contemporaneidade nos traz, facilitando assim o caminhar.
Concluímos então que o movimento nascente “UNIÃO CULTURAL” bem como todas as ações que nosso nobre amigo poeta sempre produz, tem em si o objetivo de nos enriquecer e nos brindar com novos aprendizados e experiências que para os que almejam uma vida com qualidade são imprescindíveis, a diversidade é sem dúvida um princípio a ser observado, pois o outro é o outro e nunca aquilo que queremos que seja, saber respeitar isso já é um bom princípio. Parabéns pela iniciativa!!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então, é Natal!

E alguns de nós jantaremos fartamente e seremos todos abraçados e felicitados...é Natal.
Nasceu Jesus em Belém!!!

Bom, não enveredaremos para essa análise. Sabe-se que não foi nem dezembro que ele nasceu...mas...

Quero partilhar a recomposição do meu ser em relação aos últimos posts.
Voltei para o yoga, ando mergulhando fundo dentro de mim e advinhem, tenho encontrado uma pessoa quase desconhecida,  eu mesma.
De fato, sem máscaras, artifícios, desculpas, pontos de fuga...
Dedicarei 2011, bem como até o fim da vida, uma atenção especial a nossa amizade (eu e eu mesma), descobri que dedico pouco amor a ela, que nos enganamos tanto que nos distraimos do que de fato ocorre.
Sim, pois tudo depende da forma que se encara as coisas, do ponto de vista e isso é mais sério do que parece.
Por que sentimos tão distintamente um do outro, por que nossa característica comportamental de personalidade parece ser algo tão genético?
Que fenomeno é esse que liga grande parte da nossa energia em agir para o não agir?
Por que nos adiantamos sempre em querer sofrer, sendo que tudo poderia ser mais simples?
A questão parece exatamente essa, o querer, o desejo. É preciso eliminar o desejo. Sofro quando penso assim, me sinto realmente um alface, parte de toda a natureza, de um cosmo, como se não importasse de fato o que se pensa, então para que pensar? por que dedicamos tanto tempo a entender as coisas para não sofrermos?
Ou será que o fato que incomoda é a morte, o fim. Será que não preciso realmente me  preocupar com ela, como os epicuristas sinalizam "Não precisamos nos preocupar com a morte, pois quando ela chegar já não somos".
Porque precisamos entender as coisas para não sofrer com elas? OU você não precisa?
Me conte sobre isso, aguardo sua análise, vamos fazer algo divertido por aqui.

sábado, 4 de dezembro de 2010

LUTO E DOR

Desde que me entendo por gente, nunca fui lá muito fã da vida como me foi apresentada, assim posta, toma, aceita, é isso, é sua e acabou, nasceu assim e vai morrer e ponto e tudo por que Deus quis.
Não, na verdade, nunca aceitei essa representação da vida que me ofereciam, sempre pensei nela como algo que deveria haver mais, seria impossível que fosse somente isso, seria, no mínimo, não razoável. Talvez por isso estude há mais de 15 anos sobre o assunto e talvez enlouqueca tal qual Goya ou Nietz.

As vezes, penso que o que não é razoável é pensarmos sobre ela, deveríamos apenas viver. Mas, viver o que?

O que é a vida de fato? pois esse conforto e bem estar que tenho aqui, mais me parece a ilusão de um conformismo em que me encaixo do que vida.
Certamente tenhamos situações de misérias sem dúvidas, desigualdades sociais e corrupções que nem se fala, mas não é essa a questão, estamos falando aqui daquilo que é possível ser dito ou seja, aquilo que faz parte do natural talvez fosse melhor usar algo como "hermético", quero dizer sem influencia do humano, mas a partir dele, algo que é digno de ser  pensado e vivido, talvez para mim, a única função da existencia: entendê-la!

Minha douta ignorância dos princípios budistas do "apenas viva" ..... que por sinal acho nobríssimo e muito respeito ....mas tenho uma vontade profunda de passar o dia a pastar como um burro, ou uma vaca, que se encaixaria melhor no meu perfil, usando uma ponta de humor... creio que vai dar no mesmo, tirando o conforto é claro. Diante disso, acho mais emocionate ir para o Haiti.

Talvez vida fosse a possibilidade de existir a cada instante, (aliás, Deleuze, nietz, e outros, tbm acham, mas o objetivo do texto é um desabafo e não um tratado ou artigo científico) isso mesmo, talvez o que melhor representasse a vida nesse momento para mim seria a guerra massiva, a trincheira, ou aquelas cenas africanas com as crianças esperando os helicopteros com comidas que chegam a nos tirar o ar, isso sim, TALVEZ, seria vida, SE caso eu conseguisse atravessar até o outro lado VIVA, aí sim, poderia se dizer que viveria, que de fato, teríamos um real motivo para viver, chegar vivo do outro lado.

Pois hoje, parece-me que "vida" virou algo mercadológico...sim, pois a vida é....não há como dizer mais sobre isso...a vida é...ok, vamos lá....
é o que????

é o que? é o que vc quiser, o que vc achar conveniente o que for bom, mesmo que seja tirar os filhos de uma mãe e obrigá-la a pagar pensão na justiça só por vaidade ou para demonstrar força ou poder para alguma outra pessoa ver que vc é forte. Mesmo que para isso vc mate ou morra.

Ou ainda, muitos dizem que vivem trabalham o dia todo arduamente, pagam seus inúmeros carnes arduamente, não pensam em outra coisa senão em dinheiro e em como saldar suas contas nos bancos e sair de seus especiais, contam os dias para chegar o dia do pagamento para saber o que poderá fazer para "viver", ah sim, pois há uma relação entre essa vida e a felicidade tem mais essa. E chamam isso de vida e acreditam piamente que vivem ou pior, alguns esperam a aposentadoria para viver, alguns dão sorte, outros não resistem, morrem junto com a aposentadoria.

Parece que viver é sinônimo de felicidade. Onde mesmo????
Lógico que mortal nenhum vai negar que existe para ser feliz e nenhum vai afirmar o contrário.Mas, o que é Felicidade mesmo?

Bom, no meu sonho dessa noite e nas lágrimas que molham minhas roupas agora e dificultam minha escrita FELICIDADE seria ver meu filho chegando e receber um abraço seu, como quando ele fazia da escola, ou ter um embate filosófico com a mais velha sentada no quintal com os gatinhos como fazíamos antes de sermos mutilados, por uma frívola "bola da vez", sim, pois sempre há uma tal como em guerras, sempre há aquelas forças que estão por trás, porque as bases "manipuláveis" sempre são fracas, comandadas sempre pelo DINHEIRO.

Hoje percebo claramente isso, porque parimos, penso que a natureza é tão perfeita que nos faz mães para que não tenhamos que PERDER TEMPO buscando encontrar outras razões para se viver, ou outras coisas para o que se fazer com elas, claro que me refiro aquelas pessoas que estão interessadas na vida, na hermeneutica, e não no pão e no circo.

Pois a experiencia do nascimentos, Àqueles mesmo que sim, dão todo o sentido da vida, que sem necessidade nenhuma de tentar entender, ao nascer quando olhamos aqueles seres ao quais geramos e amamos desde que nos embrenhamos deles não é necessário ir ao Talibã ou ao Haiti ou ver as misérias da vida ou quaisquer outras coisas para se saber que vida é no mínimo ...AMOR....e que no caso egoísticamente da mãe é o mais PURO amor que há.
e o mais difícil de ser desvincilhado também.

Dessa forma, eu gostaria muito de ser uma daquelas  talibanesa, para quem sabe ser alvejada e apedrejada senão talvez estivesse estilhaçada sob pedradas, uma a uma, bem lentamente, o que  sem dúvida, seria muito mais interessante e menos doloroso, e que para mim nesse momento é o que consigo representar a dor que abarca minha alma de mãe ferida.

A PARTIDA ATO I

Bom, enquanto crianças, foram abandonados...quando se tornaram adolescentes, parece que tornaram-se "produtivos" economizou se com empregadas. Iniciou se um padrão doentio de dominação e ciúme, típico daqueles que preferem vampirizar a gerar suas próprias energias que aliás só voltava a se repetir.
e foi assim...uma ligação, uma tentativa de diálogo e como "Quem paga a conta" manda,  tudo já fora acertado.
E dessa forma o destino foi selado sob notas de garoupas e onças, mensais, as quais, quem as pagará obviamente serei eu que além de não querer expor meus filhos a um tribunal, que tal qual "Salomão", diz: leva.
E tudo o que sobra é chorar e sofrer e mais chorar e sofrer até dilacerar a última veia lacrimogina que exista, para quem sabe assim eu me canse e vá refazer a minha vida. Certa do adágio mais claro que há: "Criamos os filhos para o mundo".

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O desenrolar da escrita

Escrever não é só lançar palavras junto a um papel. Não é só articular as idéias que irão permear o papel, mas sim, um impulso, um desejo.
Não há quem escreva para não ser lido, mesmo que seja por si mesmo. A pergunta fundamental é para que?
E a resposta não extingue ou esclarece a busca, na verdade ao encontrar o motivo de escrever, encontrará na verdade uma razão de ser.
Não há quem escreva o que não acredita. Na verdade, não há quem escreva para o engano, mesmo porque no fundo, o escritor é autentico a si mesmo.
Não é uma profissão, em que se veste uma máscara e sae por aí escrevendo o que não se acredita ou não aceita.
O escritor, mesmo quando sob pressão, não consegue escrever o que não concorda, pode sim, fazer-se corcondar por circunstancia, ou por um desejo maior externo, mas ainda assim, não poderá de todo discordar do que se escreve.
Pode-se sim, utilizar das palavras e do papel para falsear um alarde ou outro, para provocar um atrito pequeno, uma fagulha diante da impunidade de verbos aplicados a ações e não somente em palavras, aliás, impunidade da palavra dita, escrita e que se segue somente para que não se perca na mesma impunidade de não ser.
Pois, escrever é o ato em que mais nos encontramos conosco mesmo, mais nos achamos, mesmo que equivocadamente, ainda assim, nos concentramos nos verbos, nas colocações, nos enfases, e sobretudo, na forma que o leitor entenda, ou seja: clareza!
Clareza na escrita, clareza na vida. Realização de todo escritor, creio.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Desato - Viviane Mosé

Acabei de ler esse livro, além de outros artigos da autora. Como é bom ouvir um eco na solidão.
Como é bom ler alguém que sabe realmente o que escreve. Sente o que escreve.
Quero ser não verbo, emudecer diante do fracasso da existência, posto que morremos...
mas, morremos todos os dias,
e quanto mais aprendemos a morrer, mais nascemos...
é como se a morte fosse um pré-parto, nascemos sempre para algo novo.
Tanta coisa poderia ser escrita, tanto pode ser dito, mas parece que as palavras se afugentam...
Perceber o fracasso é coisa séria, transforma, balança, transforma...
essas reticencias compõe o que não pode ser dito, pois não ganhou um corpo ainda.
As palavras vão se contorcendo, meio que sem saber para onde nem por quê, mesmo que observando se o por quê é a razão ou o modo para que possa ser escrito...
tantos pensamentos se aglutinam, sem nenhum ganhar uma forma...
Quando lemos, exercitamos o que não criamos, pegamos carona com o autor que melhor decifra os pensamentos e melhor revela as palavras, que gera vida.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ausencia

Estive agosto e setembro todo envolvida com o mestrado de filosofia contemporânea na USP.
Em um mês, escolhi empiricamente, conheci, frequentei aulas, conheci pensadores, mergulhei na esquerda russa, em toda a política pré e pós guerra, e me encantei por "Cornélius Costariadis"
Grego, que viveu na França nos ides entre 1920-1980, escrevi um projeto acerca da "liberdade, igualdade e fraternidade" nas idéias do autor, que ao finalizar sua vida dedicou-se a psicanálise e percebeu que o desejo bem como a morte, precisam ser revistas.
Articulou-se durante toda a vida na esquerda e defendeu o que chama de sociedade autonoma.
Quem desejar conhecer mais do autor, entre em contato que envio estudos.
Após o desenvolvimento do projeto que se deu em uma semana, 3 livros, 2 entrevistas, traduções e dilacerações...fui estudar francÊs, tudo bem que sobrou menos de 3 dias...e
Após o resultado das provas, percebi que era tão filósofa qto tradutora de francês...esses reveses da vida....risos
As notas foram satisfatórias devido a essa realidade de pouquíssimo tempo, não exatamente aquilo que teria que ser para se matricular, mas, continuo assistindo aulas do mestre Ruy Fausto, que intercala SP USP e a França e prof Cicero Araujo que já anda mergulhado em Claude Lefort, aliás tenho que correr...
e assim Continua a historia do mestrado, que penso rolará alguns anos....