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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Curso de Extensão: Direito e Poder - uma leitura social
Como as amarras que nos acorrentam foram instituídas?
Como os grilhões se tornaram fixos em nossos tornozelos?
Quais caminhos para liberdade?
é Possível? a liberdade?
terça-feira, 19 de julho de 2011
Comédia "Funeral Amoroso"
Escrita por João Angelo Guimarães, tendo como diretor Pedro Bandeira, baluartes do teatro taubateano, há cerca de uns 40 anos atras inauguravam a comédia do cotidiano em Taubaté, em que demonstravam tão sabiamente o que se passa por tras da cortina que esconde a hipocrisia na sociedade.
Quando conheci João Angelo e Pedro Bandeira, por volta da década de 90, juntamente com Alessandro e Anibal, Sandra e Olavo, entre tantos outros, estrelávamos a Comédia "Funeral Amoroso", com elenco tão especial quanto os que compõem a peça nos dias de hoje.
O grupo "Orelha do Mundo" tem uma peculiaridade, que cabe revelar, como toda boa relação, tornaram-se familiares, Pedro e Sandra casaram-se e produziram a Almerinda junto com seu lindo irmão, ou seja, caso raro em que definitivamente a arte incorpora a vida.
Anibal e Alessandro, tornaram-se compadres, comparsas e íntimos, além de Olavo que brilha como nunca no cenário atual.
Porém, 20 anos mais tarde, posso afirmar que como um bom vinho, a peça ficou ainda melhor, Pedro Bandeira e Sandra, hoje tão íntimos, Alessandro, Anibal e Olavo, juntamente com Cidinha e a excelente carpideira, demonstram-nos a razão que nos leva a nos emocionar no palco da vida em que podemos representar tão bem a exatidão das manifestações humanas.
Na apresentação do dia 19 de julho de 2012, guardando a originalidade da composição de Marcos Boca, na voz de Alexandre do Carmo, num legítimo Blues, que tive a honra de ouvir compor.
Assistir esse espetáculo enaltece meu existir, por saber que partilhei de tão bons momentos, ora participando, ora assistindo, a história que foi sendo criado no enredo do cotidiano, em que temos iluminando o cenário, o filho de Alessandro Bertoli, Vinícius, o que nos mostra, que o teatro é luz que irradia por todas as direções, contaminando todas as gerações.
Obrigada amigos, pela oportunidade de vê-los brilhar tanto.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
" A INSENSATEZ"
Insensatez
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim
Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado
Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Explicações sobre a vítima...nós mesmos
Por que será que as vezes nossa natureza fica selvagem?
Ou será que não seria esse, nosso estado natural?
O do selvagem. Como já diria Rousseau.
Será que os costumes e hábitos que nos vem através das cobranças sociais, familiares, não fazem com que nos transformemos em não selvagens, seres dóceis? ou bem humorados?
Qual a relação entre mal humor e selvageria?
Será que o conceito de ordem e progresso de Augusto Comte, base a qual vive o capitalismo não teria sido fundamentado num conceito de normalidade duvidoso?
Posto que o normal foi sendo "determinado" e através dessas determinações é que somos escravizados, pois não podemos ser nós mesmos, nesse sentido a vitimização do texto anterior.
Somos somente reflexo de algo social e tudo isso se manifesta através da doença, da vida
" um ser vivo é normal num determinado meio na medida que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" (Canguilhem, 1943)
e a irritação é o seu oposto, ou expoente...ou seja, ou estamos excitados ou irritados...
Ou será que não seria esse, nosso estado natural?
O do selvagem. Como já diria Rousseau.
Será que os costumes e hábitos que nos vem através das cobranças sociais, familiares, não fazem com que nos transformemos em não selvagens, seres dóceis? ou bem humorados?
Qual a relação entre mal humor e selvageria?
Será que o conceito de ordem e progresso de Augusto Comte, base a qual vive o capitalismo não teria sido fundamentado num conceito de normalidade duvidoso?
Posto que o normal foi sendo "determinado" e através dessas determinações é que somos escravizados, pois não podemos ser nós mesmos, nesse sentido a vitimização do texto anterior.
Somos somente reflexo de algo social e tudo isso se manifesta através da doença, da vida
" um ser vivo é normal num determinado meio na medida que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" (Canguilhem, 1943)
e a irritação é o seu oposto, ou expoente...ou seja, ou estamos excitados ou irritados...
"O normal e o patológico" fragmentos
Os trechos são indicações de fragmentos da obra "O normal e o Patológico" de Georges Canguilhem, da 9ªed da editora florense de 1966 e as paginas estão referidas ao final do texto.
O texto se encontra disponível:
http://pt.scribd.com/doc/52289555/O-Normal-e-o-Patologico
"É no presente que os problemas solicitam uma reflexão. Se a reflexão leva a uma regressão, a regressão é necessariamente relativa à reflexão. Assim, a origem histórica importa menos, na verdade, que a origem reflexiva." 1966,P22
Será que, afirmando seriamente que a saúde perfeita não existe e que por conseguinte a doença não poderia ser definida, os médicos perceberam que estavam ressuscitando pura e simplesmente o problema da existência da perfeiçãoe o argumento ontológico? p.28
O problema da existência efetiva de uma saúde perfeita é análogo.Como se a saúde perfeita fosse apenas um conceito normativo, um tipo ideal? Raciocinando com todo o rigor, uma norma não existe, apenas desempenha seu papel que é de desvalorizar a existência para permitir a correção dessa mesma existência. Dizer que a saúde perfeita não existe é apenas dizer que o conceito de saúde não é o de uma existência, mas sim o de uma norma cuja função e cujo valor é relacionar essa norma com a existência a fim de provocar a modificaçãodesta. Isso não significa que saúde seja um conceito vazio. P.29
Antes de tudo, porém, no que se refere ao caso concreto da úlcera, deve-se dizer que o essencial da doença não consiste na hipercloridria, mas sim no fato de que, nesse caso, o estômago digere-se a simesmo, estado que, devemos admitir, difere profundamente do estado normal. Diga-se depassagem que esse exemplo talvez sirva para fazer entender o que é uma função normal. Uma função poderia ser chamada de normal enquanto fosse independente dos efeitos que produz. O estômago é normal enquanto digere sem se digerir. Aplica-se às funções a mesma regra que às balanças: primeiro fidelidade, depois sensibilidade p. 31
É de um modo bastante artificial, parece, que dispersamos a doença em sintomas ou a abstraímos de suas complicações. O que é um sintoma,sem contexto, ou um pano de fundo? O que é uma complicação, separada daquilo que ele complica? Quando classificamos como patológico um sintoma ou um mecanismo funcional isolados, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é sua relação de inserção na totalidade indivisível de um comportamento individual.p,34
O texto se encontra disponível:
http://pt.scribd.com/doc/52289555/O-Normal-e-o-Patologico
"É no presente que os problemas solicitam uma reflexão. Se a reflexão leva a uma regressão, a regressão é necessariamente relativa à reflexão. Assim, a origem histórica importa menos, na verdade, que a origem reflexiva." 1966,P22
Será que, afirmando seriamente que a saúde perfeita não existe e que por conseguinte a doença não poderia ser definida, os médicos perceberam que estavam ressuscitando pura e simplesmente o problema da existência da perfeiçãoe o argumento ontológico? p.28
O problema da existência efetiva de uma saúde perfeita é análogo.Como se a saúde perfeita fosse apenas um conceito normativo, um tipo ideal? Raciocinando com todo o rigor, uma norma não existe, apenas desempenha seu papel que é de desvalorizar a existência para permitir a correção dessa mesma existência. Dizer que a saúde perfeita não existe é apenas dizer que o conceito de saúde não é o de uma existência, mas sim o de uma norma cuja função e cujo valor é relacionar essa norma com a existência a fim de provocar a modificaçãodesta. Isso não significa que saúde seja um conceito vazio. P.29
Antes de tudo, porém, no que se refere ao caso concreto da úlcera, deve-se dizer que o essencial da doença não consiste na hipercloridria, mas sim no fato de que, nesse caso, o estômago digere-se a simesmo, estado que, devemos admitir, difere profundamente do estado normal. Diga-se depassagem que esse exemplo talvez sirva para fazer entender o que é uma função normal. Uma função poderia ser chamada de normal enquanto fosse independente dos efeitos que produz. O estômago é normal enquanto digere sem se digerir. Aplica-se às funções a mesma regra que às balanças: primeiro fidelidade, depois sensibilidade p. 31
É de um modo bastante artificial, parece, que dispersamos a doença em sintomas ou a abstraímos de suas complicações. O que é um sintoma,sem contexto, ou um pano de fundo? O que é uma complicação, separada daquilo que ele complica? Quando classificamos como patológico um sintoma ou um mecanismo funcional isolados, esquecemos que aquilo que os torna patológicos é sua relação de inserção na totalidade indivisível de um comportamento individual.p,34
O normal e o Patológico - um ensaio acerca de George Canguilhem
Desde o nascimento, a fórceps, senti a resistência pulsar em minhas veias...
Aos sete anos já questionava a Trindade e vamos combinar não há nada de normal nisso.
Quebrar barreiras, insistir no entendimento de como as coisas são num tempo como o nosso não é lá tarefa para ajuizados.
Mas, como a filosofia é a remissora das causas ditas "perdidas", posto que para a filosofia o importante é a elucidação, o clarear das idéias...não importando quais...
Investigar, problematizar é tarefa das faculdades tidas como racionais, tanto é que desde Descartes no século XVI vemos separando as coisas para facilitar a dita ciencia.
E como não é de se espantar sempre percebemos algo na surdina das coisas, um quê de nada explicativo...esses dias enviei uma provocação a um professor sobre o nada sartreano que ficou sem resposta, ou fui tida como estúpida ou como sei lá o que, que não merecesse resposta, mas voilá as coisas e as pessoas são e ponto.
Sartre mesmo irá argumentar "O que importa não é o que fazem com vc, mas o que vc faz com o que fazem de vc".
E foi assim que encontrei Canguilhem nesse espantar com conceitos tidos como naturais e universais...
Esse francÊs que já é do século XX tendo nascido num vilarejo da França em 1904 e morrido em 1995 com 91 anos deixou um legado de provocações ao sistema positivo que estava se impondo o que nos dariam as bases do liberalismo, neo liberalismo, e nossa economia de mercado.
Além de filósofo foi médico e atuou e viveu a Segunda Grande Guerra, critica profundamente a forma de como as questões voltadas À pratica e ao olhar da medicina foi construida a partir de premissas únicas e não questionáveis como as de Broussais.
Interessante é a perspectiva que traz ao analisar o normal e o patológico do ponto de vista organico, genetico e histórico, demonstrando que o mal estar na civilização é na verdade a consequencia daquilo que fazemos de nós sem percebermos.
A falencia dos orgãos generalizadas que culmina na morte, não é mais do que o encerramento de uma sintonia de vida que não teria como não desafinar, posto que maior mistério não há da harmonia de tantas notas juntas na musica.
Bem como a distinção do ser vivo tido como normal, diante de um enquadramento que se dá no centro daquilo que definimos como norma, regra.
Quando entendemos que o conceito de normal se dá de acordo "À altura dos deveres resultantes do meio que lhe é próprio", também temos a definição do que seria o ser vivo normal quando está num determinado meio "na medida em que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" 1943, p.21
outra definição interessante seria a do conjunto dos disturbios causados atualmente são "produzidos na economia pelos agentes que tornam os fenomenos da vida mais ou menos pronunciados do que o são no estado normal".
Ou seja, nossos "stress" que geram angustia, palpitação nervosa, inercia, vontade de não fazer nada, nada mais são que sintomas de nosso tempo e nossas exigencias.
Demonstram que como tais devem ser analisadas, devemos recorrer o olhar ao que já está posto como ordem e progresso que ordem? e progresso de quem?
Quando olhamos para nosso corpo e percebemos que nada dele sabemos e que aceitamos como verdades formas de viver e manifestar para atingir objetivos para que e para quem mesmo?
Por isso os livros de auto ajuda e a necessidade das pessoas se relacionarem, segundo o autor a falta de excitação é a maior parte dos nossos males, já que no caso o início de todas as coisas, o fato vital primordial seria a excitação, o homem só existe pela intensidade dela, o oposto seria irritabilidade, ou estaríamos num estado ou no outro. E essas manifestações são exercidas nos órgãos vitais pelos meios em que somos obrigados a viver.
A idéia de Canguilhem é a de que na verdade o que só existem seria a doença.
Pois as doenças aumentam, diminuem, interrompem, deterioram a inervação do encéfalo sob os aspectos instintivo, intelectual, sensitivo e muscular.
Aquilo que é normal provém de certa normatividade, a vida só existe para esse autor por conta da "incitabilidade" que seria o que nos permite sermos afetados e reagirmos.
Se entendermos como funcionamos, talvez, só talvez, desmisitificaremos aquilo que não conseguimos explicar e perceberemos que somos mais vítimas do que imaginamos...
Aos sete anos já questionava a Trindade e vamos combinar não há nada de normal nisso.
Quebrar barreiras, insistir no entendimento de como as coisas são num tempo como o nosso não é lá tarefa para ajuizados.
Mas, como a filosofia é a remissora das causas ditas "perdidas", posto que para a filosofia o importante é a elucidação, o clarear das idéias...não importando quais...
Investigar, problematizar é tarefa das faculdades tidas como racionais, tanto é que desde Descartes no século XVI vemos separando as coisas para facilitar a dita ciencia.
E como não é de se espantar sempre percebemos algo na surdina das coisas, um quê de nada explicativo...esses dias enviei uma provocação a um professor sobre o nada sartreano que ficou sem resposta, ou fui tida como estúpida ou como sei lá o que, que não merecesse resposta, mas voilá as coisas e as pessoas são e ponto.
Sartre mesmo irá argumentar "O que importa não é o que fazem com vc, mas o que vc faz com o que fazem de vc".
E foi assim que encontrei Canguilhem nesse espantar com conceitos tidos como naturais e universais...
Esse francÊs que já é do século XX tendo nascido num vilarejo da França em 1904 e morrido em 1995 com 91 anos deixou um legado de provocações ao sistema positivo que estava se impondo o que nos dariam as bases do liberalismo, neo liberalismo, e nossa economia de mercado.
Além de filósofo foi médico e atuou e viveu a Segunda Grande Guerra, critica profundamente a forma de como as questões voltadas À pratica e ao olhar da medicina foi construida a partir de premissas únicas e não questionáveis como as de Broussais.
Interessante é a perspectiva que traz ao analisar o normal e o patológico do ponto de vista organico, genetico e histórico, demonstrando que o mal estar na civilização é na verdade a consequencia daquilo que fazemos de nós sem percebermos.
A falencia dos orgãos generalizadas que culmina na morte, não é mais do que o encerramento de uma sintonia de vida que não teria como não desafinar, posto que maior mistério não há da harmonia de tantas notas juntas na musica.
Bem como a distinção do ser vivo tido como normal, diante de um enquadramento que se dá no centro daquilo que definimos como norma, regra.
Quando entendemos que o conceito de normal se dá de acordo "À altura dos deveres resultantes do meio que lhe é próprio", também temos a definição do que seria o ser vivo normal quando está num determinado meio "na medida em que ele é solução morfológica e funcional encontrada pela vida para responder as exigencias do meio" 1943, p.21
outra definição interessante seria a do conjunto dos disturbios causados atualmente são "produzidos na economia pelos agentes que tornam os fenomenos da vida mais ou menos pronunciados do que o são no estado normal".
Ou seja, nossos "stress" que geram angustia, palpitação nervosa, inercia, vontade de não fazer nada, nada mais são que sintomas de nosso tempo e nossas exigencias.
Demonstram que como tais devem ser analisadas, devemos recorrer o olhar ao que já está posto como ordem e progresso que ordem? e progresso de quem?
Quando olhamos para nosso corpo e percebemos que nada dele sabemos e que aceitamos como verdades formas de viver e manifestar para atingir objetivos para que e para quem mesmo?
Por isso os livros de auto ajuda e a necessidade das pessoas se relacionarem, segundo o autor a falta de excitação é a maior parte dos nossos males, já que no caso o início de todas as coisas, o fato vital primordial seria a excitação, o homem só existe pela intensidade dela, o oposto seria irritabilidade, ou estaríamos num estado ou no outro. E essas manifestações são exercidas nos órgãos vitais pelos meios em que somos obrigados a viver.
A idéia de Canguilhem é a de que na verdade o que só existem seria a doença.
Pois as doenças aumentam, diminuem, interrompem, deterioram a inervação do encéfalo sob os aspectos instintivo, intelectual, sensitivo e muscular.
Aquilo que é normal provém de certa normatividade, a vida só existe para esse autor por conta da "incitabilidade" que seria o que nos permite sermos afetados e reagirmos.
Se entendermos como funcionamos, talvez, só talvez, desmisitificaremos aquilo que não conseguimos explicar e perceberemos que somos mais vítimas do que imaginamos...
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A Parhesia enquanto exercício.
AVISO : O TEXTO É LONGO E CANSATIVO, SUGIRO PACIÊNCIA E ESPERO SER ÚTIL EM MINHAS PONDERAÇÕES...
Parhesia é a palavra em grego que significa fala franca.
E falando francamente ando pensando muito a respeito da dignidade e honra.
Já não é a primeira vez que sou testada em relação ao que estabeleci como critério de vida e partilharei minhas experiência, a quem interessar, sempre no intento da partilha legítima...
Sim, posto que até pouco tempo atrás, como todo ser racional, nem aceitava minha vida, tive muito trabalho para me decidir pelo que eu viveria afinal.
E descobri e descubro muitas coisas...
Sou muito grata a vida e aos meus pais por existir e ter a possibilidade de ter a faculdade da razão e utilizá-la hoje a meu favor, sim, pois durante muito tempo, fui escrava das minhas paixões...tá bom, ainda sou um pouquinho...tá bom bastante, mas já melhorei muito, já posso falar a respeito, risos.
Foi assim: Passei a prestar atenção em mim...no que eu fazia...em como eu pensava...
E descobri através de muito esforço, dedicação e confiança, de que eu não iria morrer antes de descobrir o valor da vida, a razão de se existir, sim, pois Deus me deu a possibilidade da vida e meus filhos são conseqüência dela...mas, não podia ser a razão...não a minha. Aceitar isso seria para mim reproduzir apenas..
Se analisarmos racionalmente, livre de tabus e preconceitos... Viver é um algo meio que sem sentido, posto que sabemos que morremos, ou seja, tudo isso que é importante para nós hoje, pelo qual nós devotamos horas e horas do nosso dia, do nosso pensamento, nosso trabalho, em que passamos mais tempo do que em casa, onde gastamos mais energia, e temos mais dissabores, aborrecimentos, quando morrermos ficará tudo, tudo, para traz...
Então, no fundo, pensamos que a nossa salvação se fará através desse trabalho, porque é isso que nos é reproduzido, digo ensinado .
Quanto mais eu trabalhar, mais eu serei salvo..."o trabalho enobrece o homem"...
Porém, o trabalho enobrece o homem, quando é nobre. O trabalho, pelo qual nos responsabilizamos e nos devotamos, que nos preocupamos principalmente com a saúde dos envolvidos, entendendo como a saúde é importante, tanta a física quanto a mental.
Porém, somos pegos em armadilhas, posto que encontramos sempre situações, pessoas que pensam diferente, esmagadora maioria, que estão muito preocupadas apenas com o que se ganha do trabalho e com o proveito que se possa tirar dele.
Parece, talvez seja só impressão, que as pessoas cada vez mais estão focadas no dinheiro, na quantia...
O trabalho, a vida, o labor, a ação, a saúde estão em qualquer outro lugar, bem longe de si, posto que o que importa são quantias de papeis que logo serão descartadas e trocadas por outras coisas ou mesmo outras ações...
Não precisamos duvidar, quando achamos que somos diferente, quando escolhemos preferir acreditar em nossas ações, ao invés de acreditar na maioria ou naqueles que se utilizam da fé e do amor do outro para receber honorários em nome de deus...
Mesmo que tenhamos sido pegos nessas armadilhas um dia, sempre é tempo de voltar seu amor, seu olhar para o Deus que habita nosso ser e recomeçar nossa aliança, sem a interferência de outros humanos...
Daqui a pouco, teremos pastores formados em economia sendo colching de seus fiéis... sou candidata, aliás, pois se estas pessoas as quais me refiro são emissários de deus, me considero e nomeio a propria madre Tereza, que deus a tenha sempre em sua glória...
Quando nos identificamos com Deus em alguma instituição, é porque na verdade, a luz de Deus, a verdade, já habitava em nós. Santo Agostinho já dizia que "quanto mais se conhece, mais perto de Deus se está".
E é por isso que quem se interessou leu até aqui...risos
Pois, são pessoas que não descansam, sempre estão abertos a conhecer, posto que no fundo também não aceitam as injustiças...
E é por isso que acredito que é possível viver naquilo que acreditamos e compreender que viver, todos vivemos, posto que respiramos, a questão é como...
não levaremos nossos pertences conosco....pensemos nisso!
Estamos muito certos em duvidar de nós mesmos sempre e não devemos nos culpar quando algo não der certo, pois a vida também acaba...então, perdemos sempre, porque não somos ensinados a perder? Talvez assim, estaríamos mais preparado para a solidão, para o aborrecimento e sorrir quando a morte chegar, esse é meu mais fiel desejo.
Mas, como diz Gadamer "A vida é um jogo" e temos que aprender sempre com ela e se estivermos atentos, iremos deixar nossos sentidos apurados prestando atenção naquilo que realmente importa, as coisas que escolhemos...
É isso, já me estendi demais, se leram até aqui, já estão cansados e começando a se aborrecer, me desculpo por isso e agradeço a paciência...
Quero testemunhar por último a razão de ter escolhido a parhesia para ser um modo de ser no mundo, pois se a vida é um jogo, o jogo que quero jogar na vida, implica em sinceridade, legitimidade e confiança, atributos que hoje em dia, estão sendo muito desrespeitados...pouco valorados...perdidos...parece que nem faz diferença...rs
Não podemos cobrar do outro, comportamentos que cabem somente a nós mesmos, logo, aquele que acredita e devota dignidade ao outro a ponto de se entregar deve analisar profundamente suas ações, posto que SE não somos alicerçados dentro das mesmas situações, como saberemos se podemos confiar?
Por isso, Descartes, lá no século XIV nos ensinou, que se alguém que julga ter o mínimo de razão em algo, tem que duvidar sempre, para que possa chegar em suas certezas.
Agradeço a valoroza lição.
A partir disso, confiarei mais em mim e duvidarei mais ainda das minhas certezas.
Espero que me entendam ou conversem sobre o que não entenderem...
grande abraço a todos,
Simone
***PS se quiser saber mais informações, busque faculdade dehoniana, curso de extensão, em agosto iniciaremos um voltado para essas questões diretamente.
Parhesia é a palavra em grego que significa fala franca.
E falando francamente ando pensando muito a respeito da dignidade e honra.
Já não é a primeira vez que sou testada em relação ao que estabeleci como critério de vida e partilharei minhas experiência, a quem interessar, sempre no intento da partilha legítima...
Sim, posto que até pouco tempo atrás, como todo ser racional, nem aceitava minha vida, tive muito trabalho para me decidir pelo que eu viveria afinal.
E descobri e descubro muitas coisas...
Sou muito grata a vida e aos meus pais por existir e ter a possibilidade de ter a faculdade da razão e utilizá-la hoje a meu favor, sim, pois durante muito tempo, fui escrava das minhas paixões...tá bom, ainda sou um pouquinho...tá bom bastante, mas já melhorei muito, já posso falar a respeito, risos.
Foi assim: Passei a prestar atenção em mim...no que eu fazia...em como eu pensava...
E descobri através de muito esforço, dedicação e confiança, de que eu não iria morrer antes de descobrir o valor da vida, a razão de se existir, sim, pois Deus me deu a possibilidade da vida e meus filhos são conseqüência dela...mas, não podia ser a razão...não a minha. Aceitar isso seria para mim reproduzir apenas..
Se analisarmos racionalmente, livre de tabus e preconceitos... Viver é um algo meio que sem sentido, posto que sabemos que morremos, ou seja, tudo isso que é importante para nós hoje, pelo qual nós devotamos horas e horas do nosso dia, do nosso pensamento, nosso trabalho, em que passamos mais tempo do que em casa, onde gastamos mais energia, e temos mais dissabores, aborrecimentos, quando morrermos ficará tudo, tudo, para traz...
Então, no fundo, pensamos que a nossa salvação se fará através desse trabalho, porque é isso que nos é reproduzido, digo ensinado .
Quanto mais eu trabalhar, mais eu serei salvo..."o trabalho enobrece o homem"...
Porém, o trabalho enobrece o homem, quando é nobre. O trabalho, pelo qual nos responsabilizamos e nos devotamos, que nos preocupamos principalmente com a saúde dos envolvidos, entendendo como a saúde é importante, tanta a física quanto a mental.
Porém, somos pegos em armadilhas, posto que encontramos sempre situações, pessoas que pensam diferente, esmagadora maioria, que estão muito preocupadas apenas com o que se ganha do trabalho e com o proveito que se possa tirar dele.
Parece, talvez seja só impressão, que as pessoas cada vez mais estão focadas no dinheiro, na quantia...
O trabalho, a vida, o labor, a ação, a saúde estão em qualquer outro lugar, bem longe de si, posto que o que importa são quantias de papeis que logo serão descartadas e trocadas por outras coisas ou mesmo outras ações...
Não precisamos duvidar, quando achamos que somos diferente, quando escolhemos preferir acreditar em nossas ações, ao invés de acreditar na maioria ou naqueles que se utilizam da fé e do amor do outro para receber honorários em nome de deus...
Mesmo que tenhamos sido pegos nessas armadilhas um dia, sempre é tempo de voltar seu amor, seu olhar para o Deus que habita nosso ser e recomeçar nossa aliança, sem a interferência de outros humanos...
Daqui a pouco, teremos pastores formados em economia sendo colching de seus fiéis... sou candidata, aliás, pois se estas pessoas as quais me refiro são emissários de deus, me considero e nomeio a propria madre Tereza, que deus a tenha sempre em sua glória...
Quando nos identificamos com Deus em alguma instituição, é porque na verdade, a luz de Deus, a verdade, já habitava em nós. Santo Agostinho já dizia que "quanto mais se conhece, mais perto de Deus se está".
E é por isso que quem se interessou leu até aqui...risos
Pois, são pessoas que não descansam, sempre estão abertos a conhecer, posto que no fundo também não aceitam as injustiças...
E é por isso que acredito que é possível viver naquilo que acreditamos e compreender que viver, todos vivemos, posto que respiramos, a questão é como...
não levaremos nossos pertences conosco....pensemos nisso!
Estamos muito certos em duvidar de nós mesmos sempre e não devemos nos culpar quando algo não der certo, pois a vida também acaba...então, perdemos sempre, porque não somos ensinados a perder? Talvez assim, estaríamos mais preparado para a solidão, para o aborrecimento e sorrir quando a morte chegar, esse é meu mais fiel desejo.
Mas, como diz Gadamer "A vida é um jogo" e temos que aprender sempre com ela e se estivermos atentos, iremos deixar nossos sentidos apurados prestando atenção naquilo que realmente importa, as coisas que escolhemos...
É isso, já me estendi demais, se leram até aqui, já estão cansados e começando a se aborrecer, me desculpo por isso e agradeço a paciência...
Quero testemunhar por último a razão de ter escolhido a parhesia para ser um modo de ser no mundo, pois se a vida é um jogo, o jogo que quero jogar na vida, implica em sinceridade, legitimidade e confiança, atributos que hoje em dia, estão sendo muito desrespeitados...pouco valorados...perdidos...parece que nem faz diferença...rs
Não podemos cobrar do outro, comportamentos que cabem somente a nós mesmos, logo, aquele que acredita e devota dignidade ao outro a ponto de se entregar deve analisar profundamente suas ações, posto que SE não somos alicerçados dentro das mesmas situações, como saberemos se podemos confiar?
Por isso, Descartes, lá no século XIV nos ensinou, que se alguém que julga ter o mínimo de razão em algo, tem que duvidar sempre, para que possa chegar em suas certezas.
Agradeço a valoroza lição.
A partir disso, confiarei mais em mim e duvidarei mais ainda das minhas certezas.
Espero que me entendam ou conversem sobre o que não entenderem...
grande abraço a todos,
Simone
***PS se quiser saber mais informações, busque faculdade dehoniana, curso de extensão, em agosto iniciaremos um voltado para essas questões diretamente.
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