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quinta-feira, 19 de abril de 2012
TRATADO SOBRE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Até que ponto vale a autoridade de tolher os filhos em detrimento de sua segurança?
E quando, enquadrados dentro de seus espaços fechados se tornam seres inexpressivos, devido ao medo de se expor?
Por quê para promover o diálogo e a reflexão sob os atos da família temos que recorrer ao direito?
- Porque o direito se torna plataforma de defesa de discurso.
Num tempo que se percebe a consciência acerca do respeito e da responsabilidade pode-se excluir os direitos de ir e vir de adolescentes?
O que será necessário para desbravar os sentidos autoritários de pais que proíbem filhos de se comunicar com a mãe, com amigos e com quaisquer pessoas sendo sempre apontado como infrator, como perigo, sem ao menos ter cometido crimes?
Quantos bichos de sete cabeças criaram em nome da segurança?
Quantos seres humanos precisaram violentar para conseguir o que querem?
Quando nos tornamos pais, se faz necessário perceber que no direito de parir um humano no mundo, também se faz necessário perceber sua natureza de humano a qual deverá ser formada por si mesmo e não pela autoridade daqueles que agem em nome de falsas verdades que só servem para persuadir e fazer temer.
Até Hitler tinha suas razões para cometer seus genocídios. Até quando vamos impor nossos desejos e vontades em detrimento ao do outro, só porque os parimos e criamos?
Até quando, menosprezaremos nossos filhos por sabermos sempre o caminho de nossas certezas infundadas, posto que a única coisa certa na vida, sem dúvida é a morte da carne...
Qual é o limite de se assistir cenas de violência doméstica subjetivas?
Aquela que se dão no leito da cama ao dormir, no silêncio sem misericórdia do acusador, na tortura dilacerado do amor incondicional, no desespero de não saber o que fazer e temer, sobretudo temer a perda do bem amado.
Será que o amor justifica tal ato? O da tortura, da submissão e dos maus tratos?
Do silencio como arma de guerra?
Do castrador exprimindo opiniões que devastam sentidos, daquele que ouve?
Na mania dominadora que impede o filho de voar e conhecer o céu.
Ou na tirania do roubo dos sonhos e do enfrentamento da realidade.
Até que ponto sabemos o que devemos para com o outro ser humano que tanto amamos?
Qual é o limite da dor subjetiva?
Se achavalharmos nossas mentes, descobriremos que somos artífices de nossas próprias crenças e que o nosso exterior reflete o caos interior.
Somos uma civilização que se acha tão instruída que ainda nem alcançamos os descobrimentos maias e astecas.
Nos achamos tão especiais e impositivos que declaramos a importância total para a vida do outro, mesmo dentro da castração e tortura.
Quantos crimes não se dão na calada da noite, até que tomem corpo através das torturas impostas pelo desamor e se transformem em crimes hediondos que vemos na TV?
Porque será que há tantos filhos matando pais por aí?
Será que os seres humanos do século XXI percebem que não precisam de enquadramentos? Que podem agir conforme seus sentidos, posto que como o desamor desconstrua, não será possível nunca uma civilização mais justa enquanto matarmos e ferirmos em nome de nosso amor.
Quantos idealistas ferem seus filhos em nome de seus ideais, e que opção os filhos tem?
Filhos de pais frustrados e que precisam da autoridade para subverter e ofender, pais que esmiúçam a vida do filho para encontrar motivos para acusar, pais que ajudam a formar os psicopatas do futuro, nas melhores das intenções.
Cabe aqui salientar, que, de boas intenções, o inferno está cheio.
Fica o convite para refletirmos a Violência Doméstica Subjetiva. Você sabe o que é isso? Conhece algum caso?
Quem sabe num tempo em que se discuta tanto a violência ou mesmo a corrupção, quem sabe não possamos ponderar sobre a corrupção de dentro de nossas almas, que usurpa do outro o direito de viver e de errar, posto que somos todos humanos, ou será que já nos tornamos divinos?
terça-feira, 3 de abril de 2012
PÁSCOA: TEMPO DE PERDÃO E RESSURREIÇÃO
PÁSCOA: TEMPO DE PERDÃO E RESSURREIÇÃO.
Após redescobrir a esperança no coração dos homens, crer e confiar na epifania que transcende junto ao cosmo. uauuuuu um privilégio se entregar.
Hoje transborda meu amor, estou a servir felicidade em taças, alguém está servido? Agradeço muito por isso.
Sou composta por muitas boas almas, sem as quais jamais seria possível encontrar o extase de percorrer o caminho.
Agradeço muito mesmo a todos que me ajudam na caminhada no deserto existencial.
Em especial àqueles que me ajudaram a atravessar as trevas, não é mesmo Alex Carneiro, Ale Roshin Esclapes, Carlos Eduardo de Siqueira, Almir Rafael de Arruda, Maria Lucia Padilha, Mauro Roberto, Edna e Murilo Montanha, Mayra Montanha, Gustavo Montanha, nossa tanta gente, que corre o risco de me perder, dou glória por isso.
Amigo é o parente que a gente escolhe.
Isso sem falar nos irmãos que a gente adota como meu querido encarcerado Fabio Augusto Monteiro Reis, transferido para longe demais e em reforma.
Meu irmão adorado Ivan Neder, e meus irmãos de sangue Miguel Rogéiro, Camila, Elaine Cristina.
Enfim crer que um outro mundo é possível, abrir os olhos e perceber o que é sonhar, quando conheci o movimento que há no mundo, no silêncio do subterrâneo, na expressão inteligente da dor. Em Sartre, em Serj, em Gibran e em Cristo, nosso pai e salvador. Amém.
Feliz Páscoa a todos!!!
Estendam o perdão sem distinção.
Isso tudo sem mencionar meu Dante personificado em Eugenio Ribeiro, a quem tudo sou grata.
Após redescobrir a esperança no coração dos homens, crer e confiar na epifania que transcende junto ao cosmo. uauuuuu um privilégio se entregar.
Hoje transborda meu amor, estou a servir felicidade em taças, alguém está servido? Agradeço muito por isso.
Sou composta por muitas boas almas, sem as quais jamais seria possível encontrar o extase de percorrer o caminho.
Agradeço muito mesmo a todos que me ajudam na caminhada no deserto existencial.
Em especial àqueles que me ajudaram a atravessar as trevas, não é mesmo Alex Carneiro, Ale Roshin Esclapes, Carlos Eduardo de Siqueira, Almir Rafael de Arruda, Maria Lucia Padilha, Mauro Roberto, Edna e Murilo Montanha, Mayra Montanha, Gustavo Montanha, nossa tanta gente, que corre o risco de me perder, dou glória por isso.
Amigo é o parente que a gente escolhe.
Isso sem falar nos irmãos que a gente adota como meu querido encarcerado Fabio Augusto Monteiro Reis, transferido para longe demais e em reforma.
Meu irmão adorado Ivan Neder, e meus irmãos de sangue Miguel Rogéiro, Camila, Elaine Cristina.
Enfim crer que um outro mundo é possível, abrir os olhos e perceber o que é sonhar, quando conheci o movimento que há no mundo, no silêncio do subterrâneo, na expressão inteligente da dor. Em Sartre, em Serj, em Gibran e em Cristo, nosso pai e salvador. Amém.
Feliz Páscoa a todos!!!
Estendam o perdão sem distinção.
Isso tudo sem mencionar meu Dante personificado em Eugenio Ribeiro, a quem tudo sou grata.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O Rascunho
"O Rascunho"
Faz parte de nossos paradigmas que não devemos encaminhar rascunhos como produto final. Desde menina, ao elaborar o rascunho a essência se transformava em outro movimento, outro papel, outra tinta, outra força, normalmente qdo passamos a limpo, nos cansamos e fadigados, nos rendemos.
Por isso, como sempre prefiri um prazer a outro maior, sempre entregava o rascunho mesmo. (Na USP não, mas lá tinha tempo). Fato é, que após a elaboração da redação do Enem desse ano, lamentei não passar a limpo.
Comentava inclusive com Anderson Araujo, em outra prova que fizemos, esse lamento. Disse que depois que li o que escrevi, percebi que me desvirtuei pelo caminho daquilo que eu mesma tinha elaborado antes do devir, e para minha surpresa me vi dizendo o que não deveria...
Mas, não é que para minha surpresa, tal redação obteve quase nota máxima, 900...
Fico imaginando que isso não é bom, pois senti-me tão honrada, que dei vivas aos rascunhos!
Faz parte de nossos paradigmas que não devemos encaminhar rascunhos como produto final. Desde menina, ao elaborar o rascunho a essência se transformava em outro movimento, outro papel, outra tinta, outra força, normalmente qdo passamos a limpo, nos cansamos e fadigados, nos rendemos.
Por isso, como sempre prefiri um prazer a outro maior, sempre entregava o rascunho mesmo. (Na USP não, mas lá tinha tempo). Fato é, que após a elaboração da redação do Enem desse ano, lamentei não passar a limpo.
Comentava inclusive com Anderson Araujo, em outra prova que fizemos, esse lamento. Disse que depois que li o que escrevi, percebi que me desvirtuei pelo caminho daquilo que eu mesma tinha elaborado antes do devir, e para minha surpresa me vi dizendo o que não deveria...
Mas, não é que para minha surpresa, tal redação obteve quase nota máxima, 900...
Fico imaginando que isso não é bom, pois senti-me tão honrada, que dei vivas aos rascunhos!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A linguagem e a Construção poética
Pensar o cotidiano e suas relações, para que afinal?
TRABALHO DESENVOLVIDO ESPECIALMENTE PARA ANDRÉ BIANC E CONVIDADOS
Bate Papo: A construção da linguagem poética
Data: Sábado, 26 de outubro de 2011 – 19:00 h as 23:30
DCE - Diretório Central dos Estudantes da UNITAU - Rua Quatro de Março, 497 - Centro - Taubaté -
O tema proposto em si já gera reflexão, pois pensar não é verdadeiramente o que precisamos fazer, somente agir. Esse pensar é um peso ao qual não estamos direcionados, já que nossas ações se pautam na maioria das vezes em repetições automáticas, geradas através de impulsos sensoriais.
Seja através do que é visto nas telas, ou lido em revistas ou jornais, mesmo em internet, todo o conteúdo possível ao ser atingido, mesmo assim, nos perdemos dentro de míseros problemas existenciais que tangem normalmente nós mesmos. Após certa idade, nem o melhor programa nos tira de nossa dor, de nossas mazelas, de nossas mais profundas fraquezas.
Seja através de um relacionamento perdido, seja através do não correspondido, seja na rabeira das produções e dos consumos, seja como for, sofremos angustias, seja aquelas referidas a insegurança do que somos, já que normalmente é o outro quem define quem sou. Ou ainda nas alguras que nós mesmo nos tecemos, entrelaçando memórias que nos surrupiam os sentidos.
Normalmente somos encarcerados por nós mesmos e automotizados no restante do processo. Usualmente a vida nos envolve em situações de risco ou mormente nós mesmo que buscamos nos envolver.
Há nisso tudo porém, imensa vantagem: pensamos, mesmo sendo submetidos a tratamentos que nos emburrecem, o ser humano arrebenta seus grilhões e resiste. E a resistência fulgura no olhar. Quanto mais se enxerga, mais se vê. Se olha, se sente, se cheira, se saboreia.
O sabor vai apurando com a idade, bem como a linguagem, e nisso muito bem acerta sensitivamente nosso querido Malosti.
O enredo vai depender dos sabores. De como se aprecia a vida, essa existência, essa consciência. Que caso seja cósmica, já não é mais essa...
E é nisso que mais importa. O poeta vai se fazendo na própria vivencia, vai se descobrindo poeta, ninguém nasce poeta, vai se fazendo a própria escolha e revelia.
Pois ao poetizar, vive, respira, anseia. Muitas vezes, pelo olhar do outro, pela aprovação consentida, pela cumplicidade desprovida de julgamento, pelo apoio no emaranhado dos fatos, das letras e das medidas, num escândalo de si mesmo, enfeitado como poesia.
A poesia métrica, trabalhada, pensada e rimada. Muitas vezes fugidia aos pensamentos, condensada, apertada, polemizada, ensimesmada, pobre poesia. Aristóteles já dizia que a gramática era a prisão da alma, por que será?
Já outrora a livre poesia, sem cursos, nem regras, feita a própria mão, pelo pensar que já pensou só de ser pensado, pela significância de cada letra ao conjunto das normas e regras da língua culta.
Viver o nosso tempo é pensar o tempo que não existe e se figura na convenção das medidas que nos tomam desmedidas.
E nos aprisionam no instinto de nos dissolver de nós mesmos. Até que nós deixemos de sermos nós e passamos a não ser, não olhar, até que dessa forma, vemos algo.
O respeito, segundo Kant, é tarefa árdua, sofrida conosco mesmo. Já o amor próprio prejudica e envaidece...
Quero trazer a razão para a conversa e descobrir o sabor da razão.
Como gerar poesia da pura razão? Será que utilizamos o sabor das experiências para relatar o que pensamos? Como e porque pensamos o que pensamos e não pensamos outra coisa?
Coloquemo-nos a pensar e sejamos sinceros conosco.
O que mais motiva o pensar, não seria sempre uma renovação de sentidos?
Ou até mesmo o enfadonho desprezo pelo vivido e o anseio pela nova experiência, até descobrir que nada mudou...
O não dito do que foi dito. Baseado em que constatamos nosso hiato.
De que modo construímos as lacunas do que ouvimos?
Como ouvimos e como ouvimos.
De que forma conduzimos o nosso pensar no momento em que ouvimos algo que nos aborrece?
Percebamos que quando ficamos irados, a razão nos é desprovida e alimentamos a fera que não dominamos.
E apaziguado dessa fera, escrevemos sobre as impressões dela.
Mas, oras, porque permitimos que o que não nos enobrece nos perpetue? Nos incomode?
Porque não somos poetas para nós mesmos? Porque não renovamos o olhar diante da adversidade? Porque não conseguimos absolutamente o controle do nosso pensar?
Porque fugimos de nós mesmos sempre com medo da morte, inseguros sobre o dia de amanha, posto que a razão nos indica que tudo perecerá.
Como viver a realidade que construímos, se somos responsáveis pelos tijolos e artífices de uma comunidade que não se relaciona, não se comove, não sente...
Como articular a existência e fazer-se presença na certeza da impotência?
Como existir diante do abismo que é o próximo passo?
As relações que travamos desde o nascimento, se tornam norte e bússola para nossas convenções, as quais seriam interessantes uma revisão.
TRABALHO DESENVOLVIDO ESPECIALMENTE PARA ANDRÉ BIANC E CONVIDADOS
Bate Papo: A construção da linguagem poética
Data: Sábado, 26 de outubro de 2011 – 19:00 h as 23:30
DCE - Diretório Central dos Estudantes da UNITAU - Rua Quatro de Março, 497 - Centro - Taubaté -
O tema proposto em si já gera reflexão, pois pensar não é verdadeiramente o que precisamos fazer, somente agir. Esse pensar é um peso ao qual não estamos direcionados, já que nossas ações se pautam na maioria das vezes em repetições automáticas, geradas através de impulsos sensoriais.
Seja através do que é visto nas telas, ou lido em revistas ou jornais, mesmo em internet, todo o conteúdo possível ao ser atingido, mesmo assim, nos perdemos dentro de míseros problemas existenciais que tangem normalmente nós mesmos. Após certa idade, nem o melhor programa nos tira de nossa dor, de nossas mazelas, de nossas mais profundas fraquezas.
Seja através de um relacionamento perdido, seja através do não correspondido, seja na rabeira das produções e dos consumos, seja como for, sofremos angustias, seja aquelas referidas a insegurança do que somos, já que normalmente é o outro quem define quem sou. Ou ainda nas alguras que nós mesmo nos tecemos, entrelaçando memórias que nos surrupiam os sentidos.
Normalmente somos encarcerados por nós mesmos e automotizados no restante do processo. Usualmente a vida nos envolve em situações de risco ou mormente nós mesmo que buscamos nos envolver.
Há nisso tudo porém, imensa vantagem: pensamos, mesmo sendo submetidos a tratamentos que nos emburrecem, o ser humano arrebenta seus grilhões e resiste. E a resistência fulgura no olhar. Quanto mais se enxerga, mais se vê. Se olha, se sente, se cheira, se saboreia.
O sabor vai apurando com a idade, bem como a linguagem, e nisso muito bem acerta sensitivamente nosso querido Malosti.
O enredo vai depender dos sabores. De como se aprecia a vida, essa existência, essa consciência. Que caso seja cósmica, já não é mais essa...
E é nisso que mais importa. O poeta vai se fazendo na própria vivencia, vai se descobrindo poeta, ninguém nasce poeta, vai se fazendo a própria escolha e revelia.
Pois ao poetizar, vive, respira, anseia. Muitas vezes, pelo olhar do outro, pela aprovação consentida, pela cumplicidade desprovida de julgamento, pelo apoio no emaranhado dos fatos, das letras e das medidas, num escândalo de si mesmo, enfeitado como poesia.
A poesia métrica, trabalhada, pensada e rimada. Muitas vezes fugidia aos pensamentos, condensada, apertada, polemizada, ensimesmada, pobre poesia. Aristóteles já dizia que a gramática era a prisão da alma, por que será?
Já outrora a livre poesia, sem cursos, nem regras, feita a própria mão, pelo pensar que já pensou só de ser pensado, pela significância de cada letra ao conjunto das normas e regras da língua culta.
Viver o nosso tempo é pensar o tempo que não existe e se figura na convenção das medidas que nos tomam desmedidas.
E nos aprisionam no instinto de nos dissolver de nós mesmos. Até que nós deixemos de sermos nós e passamos a não ser, não olhar, até que dessa forma, vemos algo.
O respeito, segundo Kant, é tarefa árdua, sofrida conosco mesmo. Já o amor próprio prejudica e envaidece...
Quero trazer a razão para a conversa e descobrir o sabor da razão.
Como gerar poesia da pura razão? Será que utilizamos o sabor das experiências para relatar o que pensamos? Como e porque pensamos o que pensamos e não pensamos outra coisa?
Coloquemo-nos a pensar e sejamos sinceros conosco.
O que mais motiva o pensar, não seria sempre uma renovação de sentidos?
Ou até mesmo o enfadonho desprezo pelo vivido e o anseio pela nova experiência, até descobrir que nada mudou...
O não dito do que foi dito. Baseado em que constatamos nosso hiato.
De que modo construímos as lacunas do que ouvimos?
Como ouvimos e como ouvimos.
De que forma conduzimos o nosso pensar no momento em que ouvimos algo que nos aborrece?
Percebamos que quando ficamos irados, a razão nos é desprovida e alimentamos a fera que não dominamos.
E apaziguado dessa fera, escrevemos sobre as impressões dela.
Mas, oras, porque permitimos que o que não nos enobrece nos perpetue? Nos incomode?
Porque não somos poetas para nós mesmos? Porque não renovamos o olhar diante da adversidade? Porque não conseguimos absolutamente o controle do nosso pensar?
Porque fugimos de nós mesmos sempre com medo da morte, inseguros sobre o dia de amanha, posto que a razão nos indica que tudo perecerá.
Como viver a realidade que construímos, se somos responsáveis pelos tijolos e artífices de uma comunidade que não se relaciona, não se comove, não sente...
Como articular a existência e fazer-se presença na certeza da impotência?
Como existir diante do abismo que é o próximo passo?
As relações que travamos desde o nascimento, se tornam norte e bússola para nossas convenções, as quais seriam interessantes uma revisão.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
FABRICIO CARPINEJAR - INDESCRITÍVEL PERCEPÇÃO
QUE HOMEM!!!!
O que leva o homem à impotência é o cuidado.
O que leva a mulher à frigidez é o cuidado.
O excesso de cuidado. Cuidado demais ataca.
Nunca vi uma mulher ou um homem gostar sem criticar.
O embaraço do sexo não decorre da ausência de intimidade, mas da intimidade. E da cobrança que vem com ela. Mais fácil gozar com estranhos.
Depois de partilhar meses e cadernos de jornal com nosso par, abandonamos o elogio. Passamos a cobrar e expor os defeitos para que sejam corrigidos. É o cigarro, é a alimentação, é a distração, é o pouco caso com o dinheiro, é a indeterminação do trabalho, é a preguiça. A convivência traz a preocupação com o namorado ou a namorada e uma esquisita vontade de interferir. Entre conhecer e mandar, é um passo. Ou um tropeço. As mais duras agressões não provocam hematomas, ocorrem em nome da sinceridade.
O amor é confundido com pancadaria. Um teste de resistência. Uma prova de esgotamento nervoso. Se o outro não quer, que vá embora, que desista do prêmio maior que é a confiança.
Há uma visão sádica que não ajuda nem o masoquista. Falta medida. Falta parar e recomeçar o namoro. Falta esquecer e perceber que o próprio passado não é imutável, não existe certo ou errado, que nem tudo por isso é duvidoso.
A eficácia mata o erotismo. O aproveitamento total do tempo do relacionamento não colabora com a vaidade. Custa um agrado antes de transar? Uma meia-luz de palavras?
Não estou pedindo para mentir, muito menos fingir, mas falar um pouco bem para acordar os ouvidos e despertar o interesse.
No início, os joelhos são venerados, os ombros recebem moldura de madeira, os cabelos são alisados com a decência de um espelho. As expressões afetuosas vão e voltam, repetidas com diferentes timbres. Todo homem no começo é, ao mesmo tempo, um tenor, um barítono e um baixo. Toda mulher no começo é, ao mesmo tempo, uma soprano, uma mezzo e uma contralto. Dependendo da região que toca, a voz muda.
Com a relação firmada, a excitação torna-se automática. O corpo tem que pegar no tranco.
A devassidão é trocada pela devassa terapêutica. Desculpa e por favor saem de moda. Como existe o trabalho, a casa, o dia seguinte e terminou a paixão (e somente os apaixonados são sobrenaturais e não sentem cansaço), o sexo pode ser mais prático, mais direto, pode até não ser. Na cama, estaremos falando dos problemas, das contas, do que deve ser mudado na personalidade. Não encontraremos paciência diante do relógio. Não vamos procurar cheirar a pele para atrair o beijo.
Eu compreendo perfeitamente quando um homem broxa se a cada instante é lembrado de sua barriga. Eu compreendo perfeitamente quando uma mulher decide dormir quando sua lingerie nova não foi reparada.
Nunca acusamos quem a gente não conhece.
Julgamos infelizmente quem vive nos absolvendo.
O que leva o homem à impotência é o cuidado.
O que leva a mulher à frigidez é o cuidado.
O excesso de cuidado. Cuidado demais ataca.
Nunca vi uma mulher ou um homem gostar sem criticar.
O embaraço do sexo não decorre da ausência de intimidade, mas da intimidade. E da cobrança que vem com ela. Mais fácil gozar com estranhos.
Depois de partilhar meses e cadernos de jornal com nosso par, abandonamos o elogio. Passamos a cobrar e expor os defeitos para que sejam corrigidos. É o cigarro, é a alimentação, é a distração, é o pouco caso com o dinheiro, é a indeterminação do trabalho, é a preguiça. A convivência traz a preocupação com o namorado ou a namorada e uma esquisita vontade de interferir. Entre conhecer e mandar, é um passo. Ou um tropeço. As mais duras agressões não provocam hematomas, ocorrem em nome da sinceridade.
O amor é confundido com pancadaria. Um teste de resistência. Uma prova de esgotamento nervoso. Se o outro não quer, que vá embora, que desista do prêmio maior que é a confiança.
Há uma visão sádica que não ajuda nem o masoquista. Falta medida. Falta parar e recomeçar o namoro. Falta esquecer e perceber que o próprio passado não é imutável, não existe certo ou errado, que nem tudo por isso é duvidoso.
A eficácia mata o erotismo. O aproveitamento total do tempo do relacionamento não colabora com a vaidade. Custa um agrado antes de transar? Uma meia-luz de palavras?
Não estou pedindo para mentir, muito menos fingir, mas falar um pouco bem para acordar os ouvidos e despertar o interesse.
No início, os joelhos são venerados, os ombros recebem moldura de madeira, os cabelos são alisados com a decência de um espelho. As expressões afetuosas vão e voltam, repetidas com diferentes timbres. Todo homem no começo é, ao mesmo tempo, um tenor, um barítono e um baixo. Toda mulher no começo é, ao mesmo tempo, uma soprano, uma mezzo e uma contralto. Dependendo da região que toca, a voz muda.
Com a relação firmada, a excitação torna-se automática. O corpo tem que pegar no tranco.
A devassidão é trocada pela devassa terapêutica. Desculpa e por favor saem de moda. Como existe o trabalho, a casa, o dia seguinte e terminou a paixão (e somente os apaixonados são sobrenaturais e não sentem cansaço), o sexo pode ser mais prático, mais direto, pode até não ser. Na cama, estaremos falando dos problemas, das contas, do que deve ser mudado na personalidade. Não encontraremos paciência diante do relógio. Não vamos procurar cheirar a pele para atrair o beijo.
Eu compreendo perfeitamente quando um homem broxa se a cada instante é lembrado de sua barriga. Eu compreendo perfeitamente quando uma mulher decide dormir quando sua lingerie nova não foi reparada.
Nunca acusamos quem a gente não conhece.
Julgamos infelizmente quem vive nos absolvendo.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Conferencias e Confidencias
Exame de Consciência.
Ao viver, estamos sempre em guerra. Lutando conosco mesmo, civilizando nosso ser através da razão, mesmo que para tanto apanhemos um bocado, mas o importante é levantar-se sempre.
Para tanto precisamos nos ater a nós mesmos e não buscar ocupar a mente, como usualmente se propõe, mas sim, produzir idéias que sejam empreendedoras e que irão beneficiar outras pessoas. Doar-se para receber.
Dedicar –se a amar o coletivo e não mais o individual. Esse é o desafio, posto que é fácil se adequar a uma opinião, um olhar, mas a diversidade, solicita um respeito, uma tolerância e paciência que não reside na alma animal.
Pois precisamos na vida, na luta pela sobrevivência, da relação com o outro e não da sua desaprovação.
Aqueles que nos amam, normalmente se sentem responsáveis por nós, mas não sabem ainda respeitar o ser que nós nos tornamos.
Se não são os elos de tradição que nos unem ao sangue, podemos perceber que somos todos humanos.
É bom estarmos atentos ao que nos acontece e saber viver acho que isso realmente importa.
Vigiar o pensar, para que nós mesmos, não nos percamos em nossas crenças e julgamentos, que são normalmente condicionados pela punição e culpa, logo, como pensamos e sabemos disso tudo não precisamos nos punir, não é verdade?
Podemos ser primeiramente tolerantes e pacientes conosco mesmo, assim como somos com os demais e dessa forma perceber que é importante viver e ponto.
Ao viver, estamos sempre em guerra. Lutando conosco mesmo, civilizando nosso ser através da razão, mesmo que para tanto apanhemos um bocado, mas o importante é levantar-se sempre.
Para tanto precisamos nos ater a nós mesmos e não buscar ocupar a mente, como usualmente se propõe, mas sim, produzir idéias que sejam empreendedoras e que irão beneficiar outras pessoas. Doar-se para receber.
Dedicar –se a amar o coletivo e não mais o individual. Esse é o desafio, posto que é fácil se adequar a uma opinião, um olhar, mas a diversidade, solicita um respeito, uma tolerância e paciência que não reside na alma animal.
Pois precisamos na vida, na luta pela sobrevivência, da relação com o outro e não da sua desaprovação.
Aqueles que nos amam, normalmente se sentem responsáveis por nós, mas não sabem ainda respeitar o ser que nós nos tornamos.
Se não são os elos de tradição que nos unem ao sangue, podemos perceber que somos todos humanos.
É bom estarmos atentos ao que nos acontece e saber viver acho que isso realmente importa.
Vigiar o pensar, para que nós mesmos, não nos percamos em nossas crenças e julgamentos, que são normalmente condicionados pela punição e culpa, logo, como pensamos e sabemos disso tudo não precisamos nos punir, não é verdade?
Podemos ser primeiramente tolerantes e pacientes conosco mesmo, assim como somos com os demais e dessa forma perceber que é importante viver e ponto.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
ENCONTRO DE MULHERES TAUBATEANAS
Considerar e analisar temas como a maternidade, a violencia, as drogas e os conflitos é parte significante do nosso trabalho.
Apontar saídas e apropriar-se da esperança de novos rumos se faz nossa proposta de vida.
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